Qual o modelo de gestão que queremos para Curitiba no Século 21? artigo de Eloy F. Casagrande Jr | Portal EcoDebate

Qual o modelo de gestão que queremos para Curitiba no Século 21? artigo de Eloy F. Casagrande JrPublicado em fevereiro 11, 2016 por RedaçãoTags: gestão ambiental, políticas públicas 4 1  0  [EcoDebate] O jornal a Gazeta do Povo, do Paraná, tem publicado entrevistas dos pré-candidatos a prefeito de Curitiba para as eleições municipais de 2016, que demonstram uma clara falta de propostas inovadoras e sustentáveis para a gestão da cidade que já foi modelo para o Brasil. O tom quase sempre é o mesmo das velhas disputas políticas onde se ataca a atual administração e se propõe velhas fórmulas já desgastadas e tentadas anteriormente. Muitas delas quando Curitiba tinha uma outra realidade, e não a metrópole que é hoje com quase 2 milhões de habitantes. A conurbação da região metropolitana da capital, elevando a população para cerca de 3,5 milhões, é hoje nosso principal desafio e isto somente pode ser encarado com visões mais modernas de urbanismo. Não se trata de discutir se teremos metrô ou não, se devemos reforçar a segurança com a política de tolerância zero, de como deve-se tirar os mendigos da rua ou acabar com o cartel do transporte público. Mas sim, de qual seria um novo modelo de gestão mais participativa e inovadora para uma cidade que não para de crescer e que tem uma diversidade socioeconômica que precisa ser atendida em todas suas necessidades.Acaba-se de aprovar um novo Plano Diretor, que certamente teve incluso propostas diferenciadas, muitas delas com base nas demandas levantadas nas audiências públicas. No entanto, não se viu nenhum pré-candidato mencionar o que realmente a população deseja que se torne uma política de investimento. Se limitaram apenas a colocar suas posições individuais sobre os temas! Senhores candidatos, vocês sabem que a preocupação com a ciclomobilidade está entre as prioridades da população, representando 20% na respostas das pessoas, contra 5% em relação ao metrô? Sendo que este também vem atrás da reestruturação da linha férrea, com 12%? Alguém falou de modelos compartilhados como o UBER para reduzir o número de automóveis circulando na cidade, um dos nossos maiores problemas hoje? Algum pré-candidato apresentou alguma ideia de serviço social integrador por meio de trabalhos colaborativos e outras atividades para reintegrar pessoas sem teto, sem ser apenas recolhe-los, afastando-os dos incomodados? Também nenhum mencionou programas que já deram certo em outras cidades para aumentar a segurança, como o a Vizinhança Vigiada – vizinhos cuidando uns aos outros, onde com poucos recursos se foi possível reduzir a criminalidade, ajudando a criar um senso de comunidade. Quando se fala de urbanismo, não há discussões inteligentes, o centro da cidade está se verticalizando cada vez mais, criando “cânions urbanos” que alteram a incidência solar, a dispersão de poluentes e cria micro-climas, e, consequentemente, alterações na qualidade de vidas das pessoas que trabalham ou vivem nestes locais. Quando isto entrará na pauta de discussão dos nossos pré-candidatos? Quais são suas propostas para o ordenamento do solo urbano para que isto não fiquem apenas nas mãos da exploração imobiliária? É preciso incentivar bairros sustentáveis certificados e suas inúmeras possibilidades de mudar o perfil da cidade. Urge discutir edificações e cidades mais resilientes as mudanças climáticas, a ONU até já lançou manual sobre isto!Quando falta dinheiro, tem de sobrar criatividade! Infelizmente não é o que se vê na maioria dos políticos de plantão da velha escola que concorrem a prefeitura de Curitiba. A cidade precisa de iniciativas econômicas inovadoras. Como devemos implantar a tal economia criativa que tanto se fala hoje? Qual é o programa de governo que as torne viável e não um apanhado de iniciativas? Como as empresas startups podem colaborar para isto, não sendo somente empresas de desenvolvimento de games? Como implantar um desenvolvimento econômico sustentável a longo prazo, gerando empregos e renda locais, de baixa emissão de carbono? As propostas caem num vazio, não se apresentam metodologias práticas, com resultados mensuráveis.Vamos ver o exemplo da produção de resíduos sólidos em Curitiba, que não foi abordado nas entrevistas, apesar de gerarmos hoje cerca de 2.600 toneladas de resíduos por dia! A campanha do Dr. Sigmundo para a redução do lixo da atual gestão e as Estações da Sustentabilidade usando contêineres, foram um avanço, mas tímido. Não temos uma solução para o resíduo orgânico, que representa cerca de 40% do total recolhido pela empresa contratada, o que significa que caminhões transportam na verdade água e o contribuinte paga caro por isso! Compostagem, minhocultura, programas para hortas urbanas poderiam reduzir isto, passou-se três anos sem nada ter sido feito! Gestões anteriores tão pouco abordaram este problema. As parcerias com instituições de ensino e pesquisa, que poderiam encaminhar propostas factíveis não são estabelecidas, há impasses constantes com secretários municipai

Fonte: Qual o modelo de gestão que queremos para Curitiba no Século 21? artigo de Eloy F. Casagrande Jr | Portal EcoDebate

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