Faixas Salariais x Classe Social – Qual a sua classe social?

Atualizado em 30.06.2016 08:41 por Thiago Rodrigo Alves Carneiro com 561086 visualizações.

Há vários critérios para definir classes sociais, sem uma predileção específica na literatura. Saiba mais sobre dois dos critérios mais utilizados: o critério Brasil e o critério por faixas de salários-mínimo.

Duas visões relevantes sobre Classes Sociais

Atualmente, muitas e muitas pesquisas sobre consumo costumam relatar hábitos segundo as classes sociais. Entretanto, a metodologia de cálculo e caracterização de cada uma das classes é bastante difusa e há, atualmente, pelo menos duas visões relevantes:
(1) ABEP – Associação Brasileiras de Empresas de Pesquisa, mais conhecida como Critério Brasil.
(2) IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, utilizado no censo populacional.

CRITÉRIO BRASIL – ABEP e o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) usado a partir de 2008

A visão da ABEP é a utilizada pela maioria dos institutos de pesquisa.
Segundo a ABEP, o Critério de Classificação Econômica Brasil (CCEB) é um instrumento de segmentação econômica que utiliza o levantamento de características domiciliares (presença e quantidade de alguns itens domiciliares de conforto e grau escolaridade do chefe de família) para diferenciar a população. O critério atribui pontos em função de cada característica domiciliar e realiza a soma destes pontos. É feita então uma correspondência entre faixas de pontuação do critério e estratos de classificação econômica definidos por A1, A2, B1, B2, C1, C2, D, E.
As pontuações apresentadas abaixo para itens de conforto e grau de escolaridade são utilizadas a partir de abril de 2011 e tem como fonte o documento CCEB 2008 / LSE 2009 disponível no site da ABEP.

Critério do IBGE para definição de classes sociais

A visão do IBGE, baseada no número de salários mínimos, é mais simples e divide em apenas cinco faixas de renda ou classes sociais, conforme a tabela abaixo válida para o ano de 2015 (salário mínimo em R$ 788,00).
Esta tabela foi obtida a partir de vários artigos sobre classes sociais nas pesquisas do IBGE divulgados na imprensa e é parecida com a visão da FGV.

CLASSE SALÁRIOS MÍNIMOS (SM) RENDA FAMILIAR (R$)
A Acima 20 SM R$ 15.760,01 ou mais
B 10 a 20 SM De R$ 7.880,01 a R$ 15.760,00
C 4 a 10 SM De R$ 3.152,01 a R$ 7.880,00
D 2 a 4 SM De R$ 1.576,01 a R$ 3.152,00
E Até 2 SM Até R$ 1.576,00

Confira o salário mínimo histórico no PortalBrasil.

Descubra a sua classe social com pesquisa interativa do Datafolha

Versão em flash divulgada na página do jornal Folha de S. Paulo.

Veja a evolução do poder de compra e das fatias para cada uma das classes sociais no Brasil

Pirâmide de Renda no Brasil – Segundo semestre de 2013

Pirâmide de Renda no Brasil

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5 comentários

  1. achei legal o texto, porem o numoer de 66% das familias ganharem ate 2.034…essa e a renda familiar e nao percapita…custei a acredita…pra todo ladoque olho so vejo carro novo…pessoas que trablaham e ganham no minimo 1500…e raramente so 1 da familia trabalha…eu acho que o numero nao e esse…minha esposa e eu trabalhamos e temos renda media de 7.500 e temos so um filho casa propria, paga, e nao temos carro novo como os que vemos por ai…temso 2 carros (2008 e 2009), acho que familias ganham mais que isso ou eu deva estar muito fora da realidade mesmo…acho que muitos nao falam a vdd de quanto ganham.

  2. Olha que interessante: o somatório das faixas da pirâmide, dá 96% das famílias.
    Se pegássemos as rendas de todo mundo, colocássemos num único fundo, e distribuíssemos para todas as famílias da pirâmide, a renda das 66% mais pobres, mais que dobraria… Vamos fazer isso?
    Mas, espera… E as outras famílias? Aquelas que estão nos 4% que não aparecem na pirâmide?
    E se elas contribuíssem?

    • Para os mais ricos, melhor que isso é investir em projetos que façam com que os mais pobres, os que querem, ascendam em mérito próprio, com oportunidade – exemplo dessas ações, Bill & Melinda Gates. Muitas vezes a pobreza não tá só na falta de recursos, mas tá no espírito. Pegar dinheiro e sair distribuindo definitivamente não é a solução.

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