Pegada ecológica no mundo, Canadá e Índia: o que fazer? artigo de José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

Pegada ecológica no mundo, Canadá e Índia: o que fazer? artigo de José Eustáquio Diniz AlvesPublicado em julho 29, 2016 por RedaçãoTags: modelo de desenvolvimento, populaçãoFacebookTwitterGoogle+LinkedInWhatsAppGoogle GmailYahoo MailPrintFriendlyCompartilhar “O lema do debate sobre população e desenvolvimento no século XXI deveria ser:menos gente, menos consumo, menor desigualdade social emaior qualidade de vida humana e ambiental”.Alves, 20/07/2016  [EcoDebate] O Canadá e a Índia são dois grandes países, com ampla disponibilidade de recursos naturais, e uma biocapacidade total de aproximadamente 560 milhões de hectares globais. Porém, o Canadá possui superávit ambiental e a Índia possui déficit ambiental.Vamos recordar os conceitos da Global Footprint Network. A Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais. Expressada em hectares globais, permite comparar diferentes padrões de consumo e verificar se estão dentro da capacidade ecológica do planeta. A biocapacidade é a área que um país tem para satisfazer as necessidades de consumo e assimilação dos resíduos dos seus habitantes, correspondendo à capacidade de geração e regeneração dos serviços ecossistêmicos.A população mundial tinha uma Pegada Ecológica per capita de 2,84 hectares globais (gha) em 2012. A Pegada do Canadá era de 8,2 gha e a da Índia era de 1,2 gha. Assim, a maior Pegada Ecológica do Canadá reflete o maior padrão de consumo do país. Os canadenses, em média, consumiam quase 7 vezes mais do que os indianos, em 2012. Se o padrão de consumo fosse o único problema a situação ecológica do Canadá seria muito pior do que a da Índia.Porém, a Pegada per capita é só parte do problema. Para se calcular a Pegada Ecológica total é preciso multiplicar a Pegada per capita pela população. Fazendo estas contas achamos que a Pegada total da população canadense (de 35 milhões de habitantes) era de 284 milhões de gha. Como a biocapacidade era de 560 milhões de gha, então o Canadá apresentou superávit ambiental. A biocapacidade era o dobro da Pegada Ecológica total.A Pegada Ecológica total da Índia (população de 1,237 bilhão de habitantes) era de 1,435 bilhão de gha. Como a biocapacidade era de 560 milhões de gha, então a Índia apresentou grande déficit ambiental. A Pegada Ecológica total da índia era mais do dobro da biocapacidade total e o déficit ambiental está crescendo e tende a aumentar ainda mais com o crescimento demoeconômico do país, que inclusive vai passar a China como a nação mais populosa do mundo a partir de 2025.O que estes números mostram é que o alto padrão de consumo não gera déficit ambiental se o volume da população é pequeno em relação à biocapacidade. E um padrão de consumo baixo, como na Índia, pode levar ao déficit ambiental se a população for muito grande em relação à biocapacidade.Nos últimos 45 anos a Pegada Ecológica mundial ultrapassou a biocapacidade do Planeta. Desde o início dos anos 1970, o déficit ambiental vem subindo constantemente. Em 2012, o mundo tinha uma população 7,1 bilhões de pessoas, com uma pegada ecológica per capita de 2,84 hectares globais (gha) e uma biocapacidade per capita de 1,73 gha, como mostra o gráfico abaixo.  O mundo tinha em 2012 uma biocapacidade total de 12,2 bilhões de hectares globais, mas tinha uma pegada ecológica de 20,1 bilhões de hectares globais. Portanto, a pegada ecológica ultrapassava a biocapacidade em 64%. Ou dito de outra maneira, o mundo estava consumindo o equivalente a 1,64 planeta. Portanto, a população mundial vive no vermelho e provoca um déficit ambiental que cresce a cada ano.A planeta Terra é único. Não dá para usar mais de um planeta, no longo prazo, sem destruir toda a herança acumulada pela natureza durante milhões de anos. Portanto, é preciso decrescer do uso de 1,64 planeta para 1,0 planeta. Existem três alternativas: 1) diminuir o padrão de consumo dos habitantes do globo (principalmente o consumo conspícuo e os tipos de consumo mais poluidores e degradadores do meio ambiente); 2) diminuir o volume da população mundial; e 3) diminuir o consumo e a população ao mesmo tempo.Evidentemente a terceira alternativa é a mais rápida. Acontece que não dá para reduzir o volume da população mundial no curto prazo, pois a estrutura da pirâmide etária mundial é ainda jovem. Atualmente, a taxa de fecundidade total (TFT), na média mundial, está em torno de 2,5 filhos por mulher e na tendência de queda lenta da TFT a população mundial chegaria a mais de 11 bilhões de habitantes em 2100. Se a taxa de fecundidade cair em ritmo mais rápido nos próximos anos, para algo em torno de 1,7 ou 1,8 filho por mulher, então a população mundial começaria a diminuir em meados do século XXI e poderia ficar abaixo de 7 bilhões de habitantes em 2100. Se o mundo atuar agora poderá reduzir o ritmo do crescimento atual e iniciar um decrescimento na segunda metade do século XXI.Assim, a Terra pode ter 4 bilhões de

Fonte: Pegada ecológica no mundo, Canadá e Índia: o que fazer? artigo de José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

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