O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesArtigo by Redação – 7/08/20170Compartilhe  [EcoDebate] O mundo está passando por uma transição da matriz energética, com declínio relativo dos combustíveis fósseis e aumento das energias renováveis. O futuro será das energias renováveis ou não haverá futuro, pois o carvão, o gás e o petróleo são recursos finitos. A energia solar fotovoltaica tem sido o destaque da nova matriz energética e deve ser a fonte com maior crescimento nas próximas décadas.Porém, nem tudo são luzes e brilhos. A lei da entropia vale para todas as atividades e para todos os tipos de energia. Há muitos insumos materiais na produção fotovoltaica e a utilização de “terras raras”, que são minerais não renováveis, caros e controlados por poucos países.Mas o maior problema é o Pico do Lítio, como mostrei em artigo do ano passado (Alves, 21/12/2016). As estimativas de reservas de lítio no início de 2015, estava em algo como 39,5 milhões de toneladas métricas. As maiores reservas estão na Bolívia, no Chile e no Afeganistão. Para acompanhar o crescimento da produção atual, as reservas conhecidas seriam suficientes para cerca de 365 anos de produção global, que está em cerca de 37 mil toneladas por ano.Mas se a produção de carros elétricos deslanchar, o fornecimento de lítio de 365 anos seria reduzido para 17 anos. Ou seja, se houver uma revolução na matriz energética e as baterias de Íons de Lítio se generalizarem para os aparelhos eletrônicos, as casas e os carros, então teremos o Pico do Lítio e haverá uma escassez deste metal raro. Isto mostra que não é tão fácil avançar na revolução energética e na matriz 100% renovável. As baterias de sódio ainda não decolaram.Outro problema é o lixo e a poluição gerados pelo descarte dos painéis solares. Artigo de Mark Nelson (28/06/20017) mostra que este é problema sério. Por exemplo: a quantidade de desperdício de painéis solares que o Japão produz todos os anos aumentará de 10.000 para 800.000 toneladas em 2040 e o país não tem nenhum plano para resolver este problema com segurança. Somente a Europa exige que os fabricantes de painéis solares coletem e eliminem o lixo solar no final de suas vidas úteis. Vejamos alguns números, segundo o autor:Os painéis solares criam 300 vezes mais resíduos tóxicos por unidade de energia do que as usinas de energia nuclear.Se a energia solar e nuclear produzirem a mesma quantidade de eletricidade nos próximos 25 anos que a produção nuclear de 2016, os resíduos empilhados em campos de futebol, atingiriam a altura da Torre de Pisa (52 metros), no caso nuclear, e o lixo solar atingiria a altura de dois Montes do Everest (16 km).Em países como China, Índia e Gana, as comunidades que vivem perto de despejos de resíduos eletrônicos muitas vezes queimam os resíduos para salvar os valiosos fios de cobre para revenda. Uma vez que este processo requer queima do plástico, o fumo resultante contém fumos tóxicos que são cancerígenos e teratogênicos (causadores de defeitos congênitos) quando inalados.Enquanto os resíduos nucleares estão contidos em tambores pesados ​​e monitorados regularmente, os resíduos solares fora da Europa hoje terminam na maior transmissão global de resíduos eletrônicos.Os painéis solares contêm metais tóxicos como chumbo, que podem danificar o sistema nervoso, bem como o crómio e o cádmio, carcinógenos conhecidos. Todos os três são conhecidos por lixiviar os depósitos de resíduos eletrônicos existentes em fontes de água potável.Evidentemente, estes problemas terão que ser resolvidos para que a energia solar se torne uma fonte hegemônica de energia. É claro também que existem lobbys de outras fontes de produção de energia que querem desqualificar as energias renováveis. Mas o fato é que não existe “almoço grátis”, ou seja, vivemos em um mundo sob o domínio do fluxo metabólico entrópico e não existe panaceia para viabilizar o padrão de produção e consumo ilimitado da humanidade.Artigo, Jason Hickel (15/07/2016), da Rede de profissionais de desenvolvimento global, no jornal The Guardian, mostra que a energia limpa “não nos salvará – apenas um novo sistema econômico”. Se a humanidade fizer exatamente o que faz na era dos combustíveis fósseis, pouco vai resolver os 100% de energia limpa. Apenas as energias renováveis não evitarão os efeitos dramáticos das mudanças climáticas.Artigo recente de Gail Tverberg (22/07/2017) mostra que a EROEI da energia solar e eólica é muito baixa, o que representa um obstáculo no processo das energias renováveis substituírem os combustíveis fósseis com a mesma eficiência econômica.Assim como não é possível ignorar a lei da gravidade, também não é possível ignorar a lei da entropia. A revolução energética só vai funcionar se houver decrescimento demoeconômico no mundo e se a pegada ecológica ficar menor do que a biocapacidade do Planeta.Referências:ALVES, JED. O Pico do Lítio e as dificuldades de armazenamento das energias

Fonte: O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira – EcoDebate

Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de OliveiraArtigo by Redação – 7/08/20170Compartilhe   [EcoDebate] Entende-se por Ecologia “a ciência geral das relações dos organismos vivos em relação ao ambiente que os rodeia que, no sentido mais amplo, devem ser consideradas todas as formas de existência”. Pelo menos foi essa a definição dada por Ernst Haeckel (1834-1919), considerado o seu fundador enquanto ciência independente. Haeckel disse ainda que a Ecologia também pode ser definida como “a Economia da natureza”.O fato é que a Ecologia provém da biologia darwiniana. Por sua vez, Charles Darwin (1809-1882) confessou que em suas percepções biológicas foi influenciado pelas teorias socioeconômicas do pastor anglicano Thomas Malthus (1766-1834), aproximando assim indiretamente, na fase seminal, a ecologia da economia.Malthus, além de influenciar Darwin, foi um dos economistas que mais influenciaram Karl Marx (1818-1883) e Alfred Marshall (1842-1924), à medida que a ciência econômica, pós publicação de A Riqueza das Nações (março de 1776) de Adam Smith (1723-1790), ganhava corpo sistemático de conhecimento. Desde então, o desenvolvimento da economia (ciência e atividade) permitiu o surgimento de ferramentas e condições práticas para que a humanidade mudasse suas condições materiais.Dessa emergência, ao menos três condicionantes – “industrialização”, “progresso” e “crescimento econômico” – que se mesclam, ao mesmo tempo em que ao longo do tempo promoveram avanços da modernidade, gerando benefícios sociais, também acirraram, pelo uso desmesurado da base ecológica finita (matéria e energia), a agressiva e preocupante destruição ecológica com a qual passamos a compactuar.De certo modo, esses três condicionantes, por forças ditadas pelo mercado de consumo, passaram a “amparar” o paradigma da conquista, ou seja, o culto à aquisição material transformado em sinônimo quase que exclusivo de “prosperidade socioeconômica”. Transcorrido o tempo, há provas mais que suficientes de que esse paradigma fracassou rotundamente, uma vez que privilegia 20% da humanidade em prejuízo de 80% que se acotovelam na periferia capitalista para angariar frações diminutas da produção econômica. Afora isso, decorre daí a condição inferiorizada em que propositadamente a ecologia foi colocada frente ao domínio econômico-mercadológico.No entanto, como a economia não é o todo, para desespero da economia neoclássica que insiste em subjugar a natureza, não parece descabido afirmar, dada a importância apresentada especialmente diante do projeto de continuidade da vida humana, que a ecologia e seus principais fundamentos deixou de ser vista apenas como uma ciência natural para se converter, numa justa medida, num “estilo” necessário à vida comunitária, à medida que se percebe claramente que sem a conservação dos ecossistemas e sem a imprescindível preservação do meio ambiente (suportes de toda a atividade humana e econômica) é a própria continuidade das vidas (dos sapiens aos animais) que passa a ser seriamente afetada.Nessa perspectiva, de forma correta, a ecologia se converteu num “recurso vital” que mantém o Sistema Vida (todas as formas de vida, seja dito) em perfeito funcionamento. No todo, isso conduz a uma inexorável assertiva: qualquer proposta de alcance satisfatório que dê amparo a um projeto convivial não pode prescindir da questão ecológica, ainda que a maneira de pensar dos economistas modernos (educados pelos ensinamentos neoclássicos, vale insistir) apontem para a direção oposta.Por essa razão, o discurso ecológico precisa urgentemente desbancar o discurso “economicista”. A economia destrutiva e suicida que a humanidade “criou” e que tem fortalecido mediante incentivos dados, por exemplo, à busca do crescimento econômico incessante, não pode perdurar, posto que, de forma plausível e notória, esse modelo se encontra completamente esgotado, porque vem esgotando, consequentemente, os ecossistemas.Colocando essa questão num terreno fértil, é certo asseverar que para à qualidade de vida e o bem-estar das populações, independentemente de onde elas estejam, a ecologia não pode, em hipótese alguma, ser um tema secundário; tampouco pode ser inferiorizada em relação à economia, como lamentavelmente têm sido comum desde que o mercado emergiu como um local quase que sagrado ao culto do consumismo, a tônica principal das sociedades que avançaram industrialmente ao longo dos dois últimos séculos.É por isso que, com certa facilidade, o sistema de produção econômica tem “engolido” a ecologia. É exatamente por isso, ainda, que estamos, desde então, convivendo de perto com à “ideologia do crescimento”, esse dogma econômico que se transformou numa espécie de “remédio” indicado à cura de todos os males sociais.No entanto, tudo parece ter sido reduzido à questão econômica; daí a urgência em desbancar o atual e dominante discurso “economicista”, uma vez que a economia é apenas um subsistema, ou seja, uma parte (e não o todo); o todo

Fonte: Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira – EcoDebate

Start-ups de logística com entregador autônomo cortam custo de frete

Danilo Verpa/Folhapress
Juca Oliveira, fundador da B2Log, na sede da empresa, em São Paulo
Juca Oliveira, fundador da B2Log, na sede da empresa, em São Paulo

RAFAEL ANDERY
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

23/07/2017  02h00

Empresas de todos os tamanhos estão substituindo atores tradicionais do setor de entregas e grandes transportadoras por pequenas companhias recém-criadas.

“Quando nossa empresa abriu usávamos muito o serviço dos Correios. Nosso volume de comércio era baixo e tentávamos entender como o mercado funcionava”, diz Pamela Hidani, fundadora do Best Berry, clube de assinatura de comida saudável com mais de 5.000 clientes.

Com o crescimento, diz Hidani, surgiram problemas com prazo de entrega.

“Procuramos outras opções e encontramos uma transportadora com preço menor e que garantia a entrega em 24 horas. Como estão começando, somos mais representativos na cartela de clientes deles e conseguimos valores melhores.”

A empresa contratada pela Best Berry é a B2Log, que se apresenta como companhia de “entregas criativas” para e-commerce.

Basicamente, ela opera em um sistema de “marketplace”, similar ao de empresas como Uber, conectando entregadores autônomos ao comércio eletrônico que precisa fazer suas entregas.

“Começamos a trabalhar nessa ideia no final de 2012, mas só conseguimos o primeiro cliente depois de oito meses”, afirma Juca Oliveira, um dos fundadores da B2Log.

“Quando surgimos, nosso preço fixo não era tão competitivo, oferecíamos um serviço ‘premium’ de entrega rápida que nos dava certa penetração, mas nada fora do normal”, acrescenta.

Veio a crise, e a estratégia mudou. Desde o início do ano, após algumas adaptações, a companhia consegue oferecer fretes até 45% mais baratos do que a concorrência tradicional, diz Oliveira.

Com a popularização dos smartphones, o “marketplace” hoje é moda entre as start-ups de logística.

Mas o começo foi duro. Em 2012, Carlos Mira, então diretor de uma transportadora tradicional de sua família, visitou o Vale do Silício, nos EUA, e voltou encantado com a novidade. Queria aplicá-la na sua área, conectando carreteiros autônomos aos embarcadores -pequenas e médias indústrias que não têm frota e precisam fazer entregas pelo país.

“Obviamente, me chamaram de idiota. Na época, nenhum caminhoneiro tinha um smartphone”, conta.

A primeira versão do aplicativo TruckPad, lançada em 2013, teve que ser testada em celulares dados a motoristas.

“Em um ano, tive cem downloads”, diz. E então veio a crise. “De 2015 para cá, já ultrapassei 500 mil instalações do aplicativo, com 8.000 empresas cadastradas.”

Uma delas é a TechDuto, que vende dutos para indústrias, e que tem unidades em São Paulo e Recife.

“Por mais de dez anos, trabalhamos com transportadoras e com agenciadores, pessoas que ficam em postos de gasolina fazendo a intermediação entre caminhoneiros autônomos e embarcadores”, conta Pedro Costa, gerente comercial da empresa.

“Em meados de 2015, um caminhoneiro nos mostrou o aplicativo. Desde então, substituí meu intermediário e consigo agendar viagens em menos de 20 minutos. Tive 35% de redução de custos no frete, e ainda consigo pagar mais ao caminhoneiro, já que cerca de um terço do valor anterior ficava nas mãos de agenciadores”, conta Costa.

“Uma viagem que eu fazia por R$ 1.000 sai hoje por R$ 650 com o aplicativo.”

Segundo Rafael Ribeiro, diretor da Associação Brasileira de Startups, cerca de cem dessas empresas se cadastraram na área de transportes do banco de dados da associação nos últimos quatro anos.

“Start-ups conseguem ser competitivas por entregar mais rápido e mais barato. Esse mercado vem numa crescente sem volta”, diz Ribeiro.

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Fonte: Folha de S.Paulo

Inovação – Sebrae

DESIGN

COMO O DESIGN THINKING PODE AJUDAR A DESENVOLVER SUA REGIÃO?ENTENDA O QUE É E COMO ESTA TÉCNICA ESTÁ TRANSFORMANDO REGIÕES.

Você sabia que o Design Thinking pode transformar a vida na sua cidade e região? A técnica de resolução de problemas já é bastante difundida no setor privado, mas pode fazer muito pelos cidadãos, criando soluções inovadoras para vários obstáculos enfrentados no dia a dia. Para resolver um problema utilizando o Design Thinking, é preciso passar por um processo criativo e abrir espaço para a colaboração e a experimentação. Só conectando experiências e conhecimentos diferentes, é possível inovar. Aqui, você vai entender o que é esta técnica e como utilizá-la para mudar a realidade da sua região.
As possibilidades são infinitas: APRENDA O QUE É DESIGN THINKING O Design Thinking consiste em mudar seus padrões de pensamento utilizando como base o processo criativo do design.
Você passa a ter quatro focos principais: Decisões centradas no ser humano Questionamento das questões Construção para pensar Iteração (repetição) Aqui, queremos alterar a vida do usuário. Procuramos oferecer a ele experiências totalmente novas que possam transformar a maneira como ele enxerga a vida. Vamos inventar outros produtos, processos, mercados e modelos de negócio, focados em resolver as questões da vida nas cidades. O Design Thinking tem três pilares:

EMPATIA Você precisa entender muito bem quais são os problemas enfrentados pelo seu público-alvo. Procure saber sobre os comportamentos, os desejos, o que ele espera da solução que você vai oferecer.Uma boa forma de fazer isso é com pesquisa e observação. Se você propuser que algum problema da sua cidade seja resolvido com Design Thinking, envolva o máximo de atingidos possível.

EXPERIMENTAÇÃO Outro pilar do Design Thinking é a experimentação. Partimos do princípio de que só é possível saber se algo dá certo testando. Mesmo que dê errado, podemos aprender com o erro e fazer mudanças para tentar de novo.Por isso, ter o maior número possível de ideias durante o processo é importante. Procure juntar os representantes de todos os setores do município ou da região para ter o máximo de visões e contribuições diferentes que puder.

PROTOTIPAÇÃO Protótipos são os primeiros modelos da solução que você criou. Eles permitem avaliar a sua viabilidade e praticidade diante do problema e se a audiência realmente vai aderir.Nesse processo de concretização de ideias, também abrimos espaço para críticas e contribuições, vindas de quem participou do processo e de quem será beneficiado.

Construir um projeto com Design Thinking é estar sempre em evolução.

ENTENDA COMO É FEITO UM PROJETO POR MEIO DO DESIGN THINKING

A metodologia do Design Thinking segue algumas fases, as quais vamos tratar aqui. Tenha em mente que elas podem se repetir, já que os pontos de vista podem mudar e então será preciso voltar e refinar as fases anteriores.

1. IMERSÃO Nesta fase, vamos viver o problema. É a hora de enxergar a situação com a visão tanto de quem é afetado quanto com a dos outros setores da sociedade. Levante o máximo de informações possível, faça pesquisas, converse com as pessoas, analise as consequências da situação atual. Você tem de iniciar o processo entendendo a fundo os envolvidos.

2.IDEAÇÃO Esqueça as preocupações de realização do projeto. Nesta hora, todos começam a soltar a criatividade para que surjam ideias totalmente novas. Ainda não nos preocupamos com os recursos disponíveis ou as autorizações necessárias, por exemplo.Crie um ambiente seguro e convidativo para que essas ideias brotem. Sem julgamentos, o que queremos são soluções totalmente novas. Fica muito difícil fazer isso quando temos amarras.

3. PROTOTIPAÇÃO Uma vez que a ideia que parece mais viável foi escolhida, depois de lapidá-la para atender tudo o que é preciso, vamos ao protótipo.Procure não criar nada muito elaborado. Lembre-se de que o protótipo está longe de ser uma primeira versão. Ele serve apenas para conferir a viabilidade e visualizar a aplicação. Além disso, como os recursos são escassos, é preciso evitar o desperdício de dinheiro e tempo.

4. REALIZAÇÃO Depois de aplicar o seu protótipo e analisar os resultados, é hora de partir para a primeira versão oficial da sua solução. Escreva um projeto final e comece a implementar de fato.Pode ser que, mesmo depois do lançamento, o projeto ainda precise de ajustes. Isso é bastante comum nos projetos de inovação. Mas não deixe de contar com essa possibilidade na hora de definir os custos.

Lembre-se de que, quando aplicamos o Design Thinking para criar soluções nas cidades, o objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Considere-as em todas as partes do processo para que o resultado seja realmente efetivo.

SAIBA COMO REALIZAR NA SUA REGIÃO Como o Design Thinking é centrado nos seres humanos, pode fazer muito pela sua cidade ou região. Mas, para impactar cidadãos de forma positiva, é preciso ter atenção a alguns pontos: Comece com um problema que afete as pessoas da região…

Fonte: Inovação – Sebrae

Inovação – Sebrae

DESIGN COMPORTAMENTAL: COMO APLICAR A METODOLOGIA NA SUA REGIÃO

VOCÊ SABE O QUE É DESIGN COMPORTAMENTAL?É uma metodologia que aplica mudanças em processos de várias naturezas para incentivar boas escolhas.Neste post, você vai saber o que é esse estudo, como ele pode ser utilizado no serviço público e conhecer a aplicação da metodologia em um caso real. O QUE É DESIGN COMPORTAMENTALO design comportamental é o estudo da influência que gatilhos motivadores, impulsos e características do ambiente têm no comportamento das pessoas.A convicção que orienta as teorias é a de que seres humanos não agem como tomadores de decisões racionais. Os pesquisadores procuram desafiar antigas ideias sobre o comportamento humano para mudar a experiência do usuário.Apesar de ser muito usado pelas organizações privadas a fim de alavancar vendas, é uma técnica que pode ser utilizada em vários outros contextos. Um deles é o serviço público.Com o design comportamental, podemos evitar crises financeiras, aumentar a sustentabilidade e compelir as pessoas a viver de forma mais saudável.Vamos olhar para as ideias de dois escritores que são referência na área para compreender um pouco melhor os caminhos do design comportamental. DANIEL PINK Daniel é autor do livro Drive (no Brasil, Motivação 3.0), no qual ele investiga os gatilhos que mais nos motivam. Baseado em estudos acadêmicos, ele definiu que nossa motivação está apoiada em três pilares:➜ A necessidade de controlar o destino.➜ A necessidade de nos tornarmos melhores nas coisas que nos interessam.➜ A vontade de fazer algo que tenha um significado para nós e para o mundo.Isso quer dizer que, para alcançar um comportamento desejado, é preciso dar autonomia, oferecer formas de desenvolver a excelência e um propósito.A experiência das pessoas com o serviço público pode ser otimizada se aplicarmos mudanças que levem esses pilares em conta. DAN ARIELY Dan escreveu o livro Predictably Irrational (Previsivelmente Irracional) e na obra introduz estudos que ensinam pontos-chave do comportamento humano:➜ Quando nos oferecem um leque extenso de escolhas, a tendência é não chegarmos nunca a uma decisão.➜ Quando finalmente escolhemos, existe o risco de sentirmos remorso.➜ Decisões são feitas com base na comparação, e não no valor de cada opção.➜ A percepção de valor das coisas pode ser influenciada por fatores externos, como a opinião de um influenciador.Ambos os livros são muito utilizados para definir estratégias de marketing e negócios nas organizações privadas. Seguindo a mesma linha de pensamento, vamos aprofundar os conceitos da metodologia aplicados na administração pública. DESIGN COMPORTAMENTAL NO SERVIÇO PÚBLICOComportamentos estão na essência de qualquer política pública e pode alterar completamente sua eficiência.Um dos grupos mais respeitados de pesquisas na área, chamado de Behavioural Insights Team (Time de Insights de Comportamento), é composto de pesquisadores de vários países.De tempos em tempos, um relatório feito pelo grupo é publicado, repleto de lições sobre como o comportamento afeta questões econômicas e de saúde pública em países de diferentes estágios econômicos.O relatório de 2015, produzido em um evento em Paris, na França, é o resultado de processos de brainstorming que analisaram políticas inovadoras pelo mundo.Estes são alguns dos achados:➜ Aplicar design comportamental significa analisar comportamentos e fazer uso de experimentos a fim de regularizar e encontrar a melhor forma de intervenção.➜ Não há como aplicar design comportamental sem considerar cenários políticos e culturais.➜ O sucesso das ações depende da quantidade de confiança depositada no governo ou na instituição responsável.➜ Utilizar o design comportamental significa ajudar as pessoas a fazer melhores escolhas de vida, seja por impulsos ativados pela psicologia, seja por outros motivos.➜ A metodologia pode ser aplicada em vários setores, como saúde, pensão e educação.➜ Experimentos com possíveis soluções são a melhor forma de definir o que funciona, como e onde.➜ Quando trabalhamos com psicologia e métodos experimentais, a ética é fundamental. Todos os processos precisam ser transparentes. Se isso não ocorrer, há o risco de a organização perder a confiança da população.➜ Novos formatos de pensamento devem ser desenvolvidos tanto por instituições de ensino quanto pelo governo. Na verdade, é preciso o apoio de ambos.➜ Cooperação é essencial. Todos os aprendizados devem ser divulgados a quem interessar.Com base nesses e outros insights, o grupo foi capaz de definir seis lições “APPLES” de aplicação do design comportamental:– “A” de administration (administração)A importância de ganhar tração na administração pública.– “P” de politics (políticas)A relevância de ganhar apoio político.– “P” de people (pessoas)A necessidade de contar com pessoas que saibam executar o trabalho de design comportamental.– “L” de location (localização)Justifica-se pela importância de se pensar localmente.– “E” de experiment

Fonte: Inovação – Sebrae

Inovação – Sebrae

FERRAMENTAS – STARTUP

LOOP DE APRENDIZAGEM: COMO UTILIZAR ESSA FERRAMENTA DE INOVAÇÃOAprender e reaprender são processos essenciais para a inovação. Essas idas e vindas das ideias é o que nos incentiva a ir atrás de outras soluções.Dentro de qualquer organização, pública ou não, sistematizar o aprendizado é muito importante para que os ensinamentos não fiquem perdidos. Para isso, ferramentas simples, mas bem pensadas, podem ser necessárias.Hoje, você vai aprender como pode utilizar o loop de aprendizagem, facilitando e documentando todo o processo de aprender com as falhas e criar outras soluções.Vamos falar especificamente sobre o papel da ferramenta no serviço público, mas também possível de ser usada em empresas privadas. Inspiramo-nos no toolkit desenvolvido pelo Nesta. Se quiser acessar, clique aqui! O QUE É O LOOP DE APRENDIZAGEMO esquema consiste, basicamente, de quatro quadros focados no processo crescente de aprendizado. Veja só:Para trabalhar nele, você deve seguir estes passos:➜ Colete histórias e insights: avalie necessidades e contexto, faça brainstorms, avalie as necessidades e a conjuntura do que deseja resolver. Aqui, você ganha inspiração para o próximo passo.➜ Priorize percepções e soluções: aqui, você escolhe ideias, pensa em soluções e desenvolve um plano de execução.➜ Acompanhe indicadores e progresso: nesta hora, é preciso avaliar as soluções apresentadas e identificar possíveis consequências.➜ Reveja resultados e impacto: ao final da execução, avalie o retorno de investimento, use as avaliações para identificar quais são os próximos desafios.O loop de aprendizagem parte da ideia de que aprender é um processo cíclico, e o que fazemos agora dá pistas sobre como devemos agir no momento seguinte.Sistematizar as quatro etapas ajuda a esclarecer o ciclo de melhoria contínua e a planejar, baseado em experiências anteriores.Aplicando a ferramenta, você pode ver se a sua organização está realmente aprendendo tanto com os sucessos quanto com os fracassos vivenciados. POR QUE PRECISAMOS DO LOOP DE APRENDIZAGEMA professora Carol Dweck se tornou referência na Psicologia Educacional quando lançou sua pesquisa sobre o “growth mindset” (pensamento para o crescimento, em tradução livre).No estudo, ela sugere que estudantes podem ser mais engajados em aprender quando compreendem que nossa capacidade intelectual pode ser aprendida não sendo essa uma característica genética, como a cor dos olhos.Ao contrário do que ela chama de “fixed mindset” (pensamento de estagnação), quem tem o pensamento para o crescimento acredita que todos podem aprender outras habilidades; basta que haja interesse e que seja aplicado o modelo de aprendizado correto.Quem tem o “growth mindset” tende a ver oportunidades nas falhas e a desenvolver novas estratégias a fim de aprender o que acha mais desafiador.Podemos aplicar esse pensamento às organizações públicas visando criar projetos inovadores. Com o mindset correto, crescer depende apenas da ferramenta certa. É aí que entra o loop de aprendizagem. EXEMPLO DE UTILIZAÇÃO DO LOOP DE APRENDIZAGEMO indiano Subbanaicker Krishnaswamy trabalha para uma instituição na Índia chamada MPTAST. Lá, a equipe dá assistência e gestão de apoio técnico ao governo de Madhya Pradesh, um estado indiano central. O trabalho é dirigido às áreas de saúde e bem-estar familiar.O problema principal da região era a falta de informação sobre a morte de mulheres e crianças nas áreas rurais e nas pequenas vilas. Esse é um dado necessário, já que é um indicador essencial sobre saúde pública e nutrição.Se a informação não chega, os agentes ficam impossibilitados de tomar as medidas necessárias para regular a taxa. COMO UTILIZOU A FERRAMENTAO diretor reuniu, então, todas as partes interessadas no problema para tentar resolvê-lo com o loop de aprendizagem.Antes, uma equipe foi enviada para os distritos-piloto. O objetivo era investigar possíveis canais de comunicação que pudessem relatar mais rapidamente a morte de mães e crianças.Os envolvidos no processo eram especialistas de diversas áreas, como profissionais de saúde de base, voluntários e trabalhadores de nutrição.O resultado foi a implementação de um software de monitoramento online criado pelo governo da Índia com o objetivo de controlar os diferentes serviços prestados, a ser fornecidos a uma mãe grávida desde a concepção até o bebê alcançar um ano de idade.No distrito-piloto, com o uso da tecnologia, foi possível relatar as mortes e determinar suas causas para que as autoridades pudessem agir.Após a implementação no distrito-piloto, a organização levou o problema e os aprendizados às autoridades distritais de saúde, que concordaram em experimentar o novo sistema.Esquematizando no loop de aprendizagem, temos:Colete histórias e insights: o grupo vivenciava a demora no relato das mortes e não tinha tempo hábil para realizar ações.Priorize percepções e soluções: a principal solução seria encontrar canais rápidos para relatar as mortes, e o escolhido foi o so

Fonte: Inovação – Sebrae

Inovação – Sebrae

DESIGNDESIGN COMO VALOR DE MARCA

Muitos empreendedores têm o sonho de fazer sua marca se tornar icônica. Isto é, que ela seja lembrada sempre que o produto for citado e que as pessoas a avaliem bem. Marcas consagradas conseguiram esse feito, como a Nike, por exemplo.Fazer isso acontecer significa se dedicar ao trabalho de branding, que pode ser traduzido como a construção da marca em todos os seus aspectos. Como já citamos neste texto, branding não é só design. Mas isso não impede que a sua estratégia de gestão da marca seja voltada para o design.Hoje, vamos falar sobre marcas que se diferenciam por ter uma proposta de design inovadora e a partir daí atraem seu público e conquistam alto valor de marca.O QUE É UMA MARCA FORTEVários fatores fazem parte da construção de uma marca forte. Não existe uma fórmula. Mesmo assim, é bom você já entender algumas características das que são bem-sucedidas. Marcas precisam ser:Claras e objetivas.Específicas sobre a mensagem que querem transmitir.Diferenciadas de outras empresas concorrentes por algum item.Atrativas e apropriadas de acordo com o tipo de produto ou serviço que oferecem.No cenário altamente competitivo de hoje, um dos aspectos mais importantes para que uma empresa cresça é a sua diferenciação. Não adianta apenas oferecer um produto de qualidade e atendimento ao cliente de excelência. É indicado que você destaque o seu diferencial e que, obviamente, seus concorrentes não têm. RESULTADOS DE UMA MARCA FORTEPor trás da criação de uma marca, existe muito trabalho. Não é apenas a representação gráfica, mas inúmeras pesquisas, testes e investigação sobre o público.Para que seja boa, a marca precisa ser direcionada ao público e ter um uso prático que facilite a sua comunicação. Alcançar a eficiência visual significa estudar a psicologia das formas, das cores e das linhas.E isso quando pensamos unicamente do ponto de vista do design. Marcas envolvem mais do que isso e, se forem bem construídas, resultam em mais do que ser apenas uma forma bonita.Vejamos as particularidades de uma marca bem atrativa.OFERECE VANTAGEM COMPETITIVAMesmo se a sua organização for uma ONG, por exemplo, você deve atrair pessoas. Clientes, doações ou talentos, é necessário ter audiência. E, para isso, o ideal é você se destacar entre aqueles que oferecem o mesmo que você.Se seguir a estratégia de negócio, a sua marca vai falar sobre a sua empresa e agregar visibilidade.É UM ATIVOProdutos podem falhar no mercado, companhias são compradas e vendidas, tecnologias mudam a todo momento. Mas lembre-se: a marca forte é um dos seus ativos mais valiosos. Afinal, é possível ganhar reconhecimento do público por meio dela.É UM VALOR FINANCEIROO valor de uma marca é classificado entre ativos tangíveis e intangíveis – marcas são intangíveis. Marcas podem chegar a ser mais de um terço do valor total da companhia. Se quiser saber mais sobre o cálculo do valor de uma marca, leia este post.No coração de uma marca está a sua promessa, isto é, o que ela se comprometeu a fazer para a audiência. Assim, as pessoas sabem quais são seus valores e no que você acredita.A seguir, vamos ver o caso da Nubank, que tem na essência de sua marca o design como valor. DESIGN COMO VALOR DE MARCAExistem marcas que se destacam por sua preocupação fora da média e aplicação de excelência do design. Isso não só na sua divulgação, mas também nos seus produtos e até mesmo na aparência física.Na verdade, não vale apenas para empresas que oferecem produtos tangíveis, como acessórios de moda, por exemplo.NUBANKA Nubank foi a primeira empresa financeira brasileira a desafiar o modelo de negócios dos bancos no país. Seu produto é um cartão de crédito que acompanha um aplicativo, por meio do qual é possível observar todas as suas compras, dentre outras funcionalidades.O atendimento também é realizado pelo aplicativo, que possui chats e outras formas de contato. É bastante diferente dos bancos em que os usuários precisam se dirigir à agência para abrir uma conta, por exemplo.Maurício Uehara, do Fjord Fala, fez uma entrevista com a equipe de design do Nubank, que pode ser lida na íntegra aqui. O texto procura investigar os motivos pelos quais a empresa se preocupa com design e utiliza-o como valor de marca.O Nubank tem a proposta de redefinir um modelo já muito arraigado e para isso tem três pilares: a tecnologia, o data science (ciência de dados) e o design. Este último não serve apenas para “deixar tudo bonito”, mas é uma ferramenta de transformação da forma como utilizamos serviços e produtos.Na prática, o Nubank faz isso com uma equipe de sete designers que não se classificam pela experiência do usuário ou visual. Todos realizam tarefas referentes ao processo completo. Essa forma de trabalhar combina com a cultura da empresa e com sua necessidade.Assim, todos estão sempre preocupados com a maneira pela qual as pessoas vão utilizar o cartão e o aplicativo e, a partir daí, sabem lidar com os projetos feitos para que a experiência seja cada ve

Fonte: Inovação – Sebrae