O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesArtigo by Redação – 7/08/20170Compartilhe  [EcoDebate] O mundo está passando por uma transição da matriz energética, com declínio relativo dos combustíveis fósseis e aumento das energias renováveis. O futuro será das energias renováveis ou não haverá futuro, pois o carvão, o gás e o petróleo são recursos finitos. A energia solar fotovoltaica tem sido o destaque da nova matriz energética e deve ser a fonte com maior crescimento nas próximas décadas.Porém, nem tudo são luzes e brilhos. A lei da entropia vale para todas as atividades e para todos os tipos de energia. Há muitos insumos materiais na produção fotovoltaica e a utilização de “terras raras”, que são minerais não renováveis, caros e controlados por poucos países.Mas o maior problema é o Pico do Lítio, como mostrei em artigo do ano passado (Alves, 21/12/2016). As estimativas de reservas de lítio no início de 2015, estava em algo como 39,5 milhões de toneladas métricas. As maiores reservas estão na Bolívia, no Chile e no Afeganistão. Para acompanhar o crescimento da produção atual, as reservas conhecidas seriam suficientes para cerca de 365 anos de produção global, que está em cerca de 37 mil toneladas por ano.Mas se a produção de carros elétricos deslanchar, o fornecimento de lítio de 365 anos seria reduzido para 17 anos. Ou seja, se houver uma revolução na matriz energética e as baterias de Íons de Lítio se generalizarem para os aparelhos eletrônicos, as casas e os carros, então teremos o Pico do Lítio e haverá uma escassez deste metal raro. Isto mostra que não é tão fácil avançar na revolução energética e na matriz 100% renovável. As baterias de sódio ainda não decolaram.Outro problema é o lixo e a poluição gerados pelo descarte dos painéis solares. Artigo de Mark Nelson (28/06/20017) mostra que este é problema sério. Por exemplo: a quantidade de desperdício de painéis solares que o Japão produz todos os anos aumentará de 10.000 para 800.000 toneladas em 2040 e o país não tem nenhum plano para resolver este problema com segurança. Somente a Europa exige que os fabricantes de painéis solares coletem e eliminem o lixo solar no final de suas vidas úteis. Vejamos alguns números, segundo o autor:Os painéis solares criam 300 vezes mais resíduos tóxicos por unidade de energia do que as usinas de energia nuclear.Se a energia solar e nuclear produzirem a mesma quantidade de eletricidade nos próximos 25 anos que a produção nuclear de 2016, os resíduos empilhados em campos de futebol, atingiriam a altura da Torre de Pisa (52 metros), no caso nuclear, e o lixo solar atingiria a altura de dois Montes do Everest (16 km).Em países como China, Índia e Gana, as comunidades que vivem perto de despejos de resíduos eletrônicos muitas vezes queimam os resíduos para salvar os valiosos fios de cobre para revenda. Uma vez que este processo requer queima do plástico, o fumo resultante contém fumos tóxicos que são cancerígenos e teratogênicos (causadores de defeitos congênitos) quando inalados.Enquanto os resíduos nucleares estão contidos em tambores pesados ​​e monitorados regularmente, os resíduos solares fora da Europa hoje terminam na maior transmissão global de resíduos eletrônicos.Os painéis solares contêm metais tóxicos como chumbo, que podem danificar o sistema nervoso, bem como o crómio e o cádmio, carcinógenos conhecidos. Todos os três são conhecidos por lixiviar os depósitos de resíduos eletrônicos existentes em fontes de água potável.Evidentemente, estes problemas terão que ser resolvidos para que a energia solar se torne uma fonte hegemônica de energia. É claro também que existem lobbys de outras fontes de produção de energia que querem desqualificar as energias renováveis. Mas o fato é que não existe “almoço grátis”, ou seja, vivemos em um mundo sob o domínio do fluxo metabólico entrópico e não existe panaceia para viabilizar o padrão de produção e consumo ilimitado da humanidade.Artigo, Jason Hickel (15/07/2016), da Rede de profissionais de desenvolvimento global, no jornal The Guardian, mostra que a energia limpa “não nos salvará – apenas um novo sistema econômico”. Se a humanidade fizer exatamente o que faz na era dos combustíveis fósseis, pouco vai resolver os 100% de energia limpa. Apenas as energias renováveis não evitarão os efeitos dramáticos das mudanças climáticas.Artigo recente de Gail Tverberg (22/07/2017) mostra que a EROEI da energia solar e eólica é muito baixa, o que representa um obstáculo no processo das energias renováveis substituírem os combustíveis fósseis com a mesma eficiência econômica.Assim como não é possível ignorar a lei da gravidade, também não é possível ignorar a lei da entropia. A revolução energética só vai funcionar se houver decrescimento demoeconômico no mundo e se a pegada ecológica ficar menor do que a biocapacidade do Planeta.Referências:ALVES, JED. O Pico do Lítio e as dificuldades de armazenamento das energias

Fonte: O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira – EcoDebate

Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de OliveiraArtigo by Redação – 7/08/20170Compartilhe   [EcoDebate] Entende-se por Ecologia “a ciência geral das relações dos organismos vivos em relação ao ambiente que os rodeia que, no sentido mais amplo, devem ser consideradas todas as formas de existência”. Pelo menos foi essa a definição dada por Ernst Haeckel (1834-1919), considerado o seu fundador enquanto ciência independente. Haeckel disse ainda que a Ecologia também pode ser definida como “a Economia da natureza”.O fato é que a Ecologia provém da biologia darwiniana. Por sua vez, Charles Darwin (1809-1882) confessou que em suas percepções biológicas foi influenciado pelas teorias socioeconômicas do pastor anglicano Thomas Malthus (1766-1834), aproximando assim indiretamente, na fase seminal, a ecologia da economia.Malthus, além de influenciar Darwin, foi um dos economistas que mais influenciaram Karl Marx (1818-1883) e Alfred Marshall (1842-1924), à medida que a ciência econômica, pós publicação de A Riqueza das Nações (março de 1776) de Adam Smith (1723-1790), ganhava corpo sistemático de conhecimento. Desde então, o desenvolvimento da economia (ciência e atividade) permitiu o surgimento de ferramentas e condições práticas para que a humanidade mudasse suas condições materiais.Dessa emergência, ao menos três condicionantes – “industrialização”, “progresso” e “crescimento econômico” – que se mesclam, ao mesmo tempo em que ao longo do tempo promoveram avanços da modernidade, gerando benefícios sociais, também acirraram, pelo uso desmesurado da base ecológica finita (matéria e energia), a agressiva e preocupante destruição ecológica com a qual passamos a compactuar.De certo modo, esses três condicionantes, por forças ditadas pelo mercado de consumo, passaram a “amparar” o paradigma da conquista, ou seja, o culto à aquisição material transformado em sinônimo quase que exclusivo de “prosperidade socioeconômica”. Transcorrido o tempo, há provas mais que suficientes de que esse paradigma fracassou rotundamente, uma vez que privilegia 20% da humanidade em prejuízo de 80% que se acotovelam na periferia capitalista para angariar frações diminutas da produção econômica. Afora isso, decorre daí a condição inferiorizada em que propositadamente a ecologia foi colocada frente ao domínio econômico-mercadológico.No entanto, como a economia não é o todo, para desespero da economia neoclássica que insiste em subjugar a natureza, não parece descabido afirmar, dada a importância apresentada especialmente diante do projeto de continuidade da vida humana, que a ecologia e seus principais fundamentos deixou de ser vista apenas como uma ciência natural para se converter, numa justa medida, num “estilo” necessário à vida comunitária, à medida que se percebe claramente que sem a conservação dos ecossistemas e sem a imprescindível preservação do meio ambiente (suportes de toda a atividade humana e econômica) é a própria continuidade das vidas (dos sapiens aos animais) que passa a ser seriamente afetada.Nessa perspectiva, de forma correta, a ecologia se converteu num “recurso vital” que mantém o Sistema Vida (todas as formas de vida, seja dito) em perfeito funcionamento. No todo, isso conduz a uma inexorável assertiva: qualquer proposta de alcance satisfatório que dê amparo a um projeto convivial não pode prescindir da questão ecológica, ainda que a maneira de pensar dos economistas modernos (educados pelos ensinamentos neoclássicos, vale insistir) apontem para a direção oposta.Por essa razão, o discurso ecológico precisa urgentemente desbancar o discurso “economicista”. A economia destrutiva e suicida que a humanidade “criou” e que tem fortalecido mediante incentivos dados, por exemplo, à busca do crescimento econômico incessante, não pode perdurar, posto que, de forma plausível e notória, esse modelo se encontra completamente esgotado, porque vem esgotando, consequentemente, os ecossistemas.Colocando essa questão num terreno fértil, é certo asseverar que para à qualidade de vida e o bem-estar das populações, independentemente de onde elas estejam, a ecologia não pode, em hipótese alguma, ser um tema secundário; tampouco pode ser inferiorizada em relação à economia, como lamentavelmente têm sido comum desde que o mercado emergiu como um local quase que sagrado ao culto do consumismo, a tônica principal das sociedades que avançaram industrialmente ao longo dos dois últimos séculos.É por isso que, com certa facilidade, o sistema de produção econômica tem “engolido” a ecologia. É exatamente por isso, ainda, que estamos, desde então, convivendo de perto com à “ideologia do crescimento”, esse dogma econômico que se transformou numa espécie de “remédio” indicado à cura de todos os males sociais.No entanto, tudo parece ter sido reduzido à questão econômica; daí a urgência em desbancar o atual e dominante discurso “economicista”, uma vez que a economia é apenas um subsistema, ou seja, uma parte (e não o todo); o todo

Fonte: Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira – EcoDebate

Start-ups de logística com entregador autônomo cortam custo de frete

Danilo Verpa/Folhapress
Juca Oliveira, fundador da B2Log, na sede da empresa, em São Paulo
Juca Oliveira, fundador da B2Log, na sede da empresa, em São Paulo

RAFAEL ANDERY
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

23/07/2017  02h00

Empresas de todos os tamanhos estão substituindo atores tradicionais do setor de entregas e grandes transportadoras por pequenas companhias recém-criadas.

“Quando nossa empresa abriu usávamos muito o serviço dos Correios. Nosso volume de comércio era baixo e tentávamos entender como o mercado funcionava”, diz Pamela Hidani, fundadora do Best Berry, clube de assinatura de comida saudável com mais de 5.000 clientes.

Com o crescimento, diz Hidani, surgiram problemas com prazo de entrega.

“Procuramos outras opções e encontramos uma transportadora com preço menor e que garantia a entrega em 24 horas. Como estão começando, somos mais representativos na cartela de clientes deles e conseguimos valores melhores.”

A empresa contratada pela Best Berry é a B2Log, que se apresenta como companhia de “entregas criativas” para e-commerce.

Basicamente, ela opera em um sistema de “marketplace”, similar ao de empresas como Uber, conectando entregadores autônomos ao comércio eletrônico que precisa fazer suas entregas.

“Começamos a trabalhar nessa ideia no final de 2012, mas só conseguimos o primeiro cliente depois de oito meses”, afirma Juca Oliveira, um dos fundadores da B2Log.

“Quando surgimos, nosso preço fixo não era tão competitivo, oferecíamos um serviço ‘premium’ de entrega rápida que nos dava certa penetração, mas nada fora do normal”, acrescenta.

Veio a crise, e a estratégia mudou. Desde o início do ano, após algumas adaptações, a companhia consegue oferecer fretes até 45% mais baratos do que a concorrência tradicional, diz Oliveira.

Com a popularização dos smartphones, o “marketplace” hoje é moda entre as start-ups de logística.

Mas o começo foi duro. Em 2012, Carlos Mira, então diretor de uma transportadora tradicional de sua família, visitou o Vale do Silício, nos EUA, e voltou encantado com a novidade. Queria aplicá-la na sua área, conectando carreteiros autônomos aos embarcadores -pequenas e médias indústrias que não têm frota e precisam fazer entregas pelo país.

“Obviamente, me chamaram de idiota. Na época, nenhum caminhoneiro tinha um smartphone”, conta.

A primeira versão do aplicativo TruckPad, lançada em 2013, teve que ser testada em celulares dados a motoristas.

“Em um ano, tive cem downloads”, diz. E então veio a crise. “De 2015 para cá, já ultrapassei 500 mil instalações do aplicativo, com 8.000 empresas cadastradas.”

Uma delas é a TechDuto, que vende dutos para indústrias, e que tem unidades em São Paulo e Recife.

“Por mais de dez anos, trabalhamos com transportadoras e com agenciadores, pessoas que ficam em postos de gasolina fazendo a intermediação entre caminhoneiros autônomos e embarcadores”, conta Pedro Costa, gerente comercial da empresa.

“Em meados de 2015, um caminhoneiro nos mostrou o aplicativo. Desde então, substituí meu intermediário e consigo agendar viagens em menos de 20 minutos. Tive 35% de redução de custos no frete, e ainda consigo pagar mais ao caminhoneiro, já que cerca de um terço do valor anterior ficava nas mãos de agenciadores”, conta Costa.

“Uma viagem que eu fazia por R$ 1.000 sai hoje por R$ 650 com o aplicativo.”

Segundo Rafael Ribeiro, diretor da Associação Brasileira de Startups, cerca de cem dessas empresas se cadastraram na área de transportes do banco de dados da associação nos últimos quatro anos.

“Start-ups conseguem ser competitivas por entregar mais rápido e mais barato. Esse mercado vem numa crescente sem volta”, diz Ribeiro.

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Fonte: Folha de S.Paulo

Inovação – Sebrae

DESIGN

COMO O DESIGN THINKING PODE AJUDAR A DESENVOLVER SUA REGIÃO?ENTENDA O QUE É E COMO ESTA TÉCNICA ESTÁ TRANSFORMANDO REGIÕES.

Você sabia que o Design Thinking pode transformar a vida na sua cidade e região? A técnica de resolução de problemas já é bastante difundida no setor privado, mas pode fazer muito pelos cidadãos, criando soluções inovadoras para vários obstáculos enfrentados no dia a dia. Para resolver um problema utilizando o Design Thinking, é preciso passar por um processo criativo e abrir espaço para a colaboração e a experimentação. Só conectando experiências e conhecimentos diferentes, é possível inovar. Aqui, você vai entender o que é esta técnica e como utilizá-la para mudar a realidade da sua região.
As possibilidades são infinitas: APRENDA O QUE É DESIGN THINKING O Design Thinking consiste em mudar seus padrões de pensamento utilizando como base o processo criativo do design.
Você passa a ter quatro focos principais: Decisões centradas no ser humano Questionamento das questões Construção para pensar Iteração (repetição) Aqui, queremos alterar a vida do usuário. Procuramos oferecer a ele experiências totalmente novas que possam transformar a maneira como ele enxerga a vida. Vamos inventar outros produtos, processos, mercados e modelos de negócio, focados em resolver as questões da vida nas cidades. O Design Thinking tem três pilares:

EMPATIA Você precisa entender muito bem quais são os problemas enfrentados pelo seu público-alvo. Procure saber sobre os comportamentos, os desejos, o que ele espera da solução que você vai oferecer.Uma boa forma de fazer isso é com pesquisa e observação. Se você propuser que algum problema da sua cidade seja resolvido com Design Thinking, envolva o máximo de atingidos possível.

EXPERIMENTAÇÃO Outro pilar do Design Thinking é a experimentação. Partimos do princípio de que só é possível saber se algo dá certo testando. Mesmo que dê errado, podemos aprender com o erro e fazer mudanças para tentar de novo.Por isso, ter o maior número possível de ideias durante o processo é importante. Procure juntar os representantes de todos os setores do município ou da região para ter o máximo de visões e contribuições diferentes que puder.

PROTOTIPAÇÃO Protótipos são os primeiros modelos da solução que você criou. Eles permitem avaliar a sua viabilidade e praticidade diante do problema e se a audiência realmente vai aderir.Nesse processo de concretização de ideias, também abrimos espaço para críticas e contribuições, vindas de quem participou do processo e de quem será beneficiado.

Construir um projeto com Design Thinking é estar sempre em evolução.

ENTENDA COMO É FEITO UM PROJETO POR MEIO DO DESIGN THINKING

A metodologia do Design Thinking segue algumas fases, as quais vamos tratar aqui. Tenha em mente que elas podem se repetir, já que os pontos de vista podem mudar e então será preciso voltar e refinar as fases anteriores.

1. IMERSÃO Nesta fase, vamos viver o problema. É a hora de enxergar a situação com a visão tanto de quem é afetado quanto com a dos outros setores da sociedade. Levante o máximo de informações possível, faça pesquisas, converse com as pessoas, analise as consequências da situação atual. Você tem de iniciar o processo entendendo a fundo os envolvidos.

2.IDEAÇÃO Esqueça as preocupações de realização do projeto. Nesta hora, todos começam a soltar a criatividade para que surjam ideias totalmente novas. Ainda não nos preocupamos com os recursos disponíveis ou as autorizações necessárias, por exemplo.Crie um ambiente seguro e convidativo para que essas ideias brotem. Sem julgamentos, o que queremos são soluções totalmente novas. Fica muito difícil fazer isso quando temos amarras.

3. PROTOTIPAÇÃO Uma vez que a ideia que parece mais viável foi escolhida, depois de lapidá-la para atender tudo o que é preciso, vamos ao protótipo.Procure não criar nada muito elaborado. Lembre-se de que o protótipo está longe de ser uma primeira versão. Ele serve apenas para conferir a viabilidade e visualizar a aplicação. Além disso, como os recursos são escassos, é preciso evitar o desperdício de dinheiro e tempo.

4. REALIZAÇÃO Depois de aplicar o seu protótipo e analisar os resultados, é hora de partir para a primeira versão oficial da sua solução. Escreva um projeto final e comece a implementar de fato.Pode ser que, mesmo depois do lançamento, o projeto ainda precise de ajustes. Isso é bastante comum nos projetos de inovação. Mas não deixe de contar com essa possibilidade na hora de definir os custos.

Lembre-se de que, quando aplicamos o Design Thinking para criar soluções nas cidades, o objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Considere-as em todas as partes do processo para que o resultado seja realmente efetivo.

SAIBA COMO REALIZAR NA SUA REGIÃO Como o Design Thinking é centrado nos seres humanos, pode fazer muito pela sua cidade ou região. Mas, para impactar cidadãos de forma positiva, é preciso ter atenção a alguns pontos: Comece com um problema que afete as pessoas da região…

Fonte: Inovação – Sebrae

Inovação – Sebrae

CONTATO SUSTENTABILIDADE – TENDÊNCIAS

SUSTENTABILIDADE NA GESTÃO PÚBLICA: RESPONSABILIDADES E AÇÕES CRIAR UMA CIDADE SUSTENTÁVEL É PAPEL DE VÁRIOS PARTICIPANTES DA SOCIEDADE. Entre eles, os servidores e representantes responsáveis pela gestão pública.Por muito tempo, não demos a atenção devida ao uso dos recursos naturais e às alterações que provocamos no ambiente ao construir nossa vida. No post de hoje, você vai saber o que significa a sustentabilidade na gestão pública e quais são as responsabilidades dos servidores. Conheça a ação de fiscalização dos órgãos e o projeto Cidades Sustentáveis para guiar políticas públicas. O QUE É SUSTENTABILIDADE NA GESTÃO PÚBLICA Os governos, seja federal, seja estadual, seja municipal, alcançam milhões de pessoas. Por isso, são responsáveis por desencadear o pensamento e as ações que promovem a sustentabilidade.Mas o que significa ter uma gestão pública sustentável? Que todas as decisões tomadas pelo poder público devem priorizar a manutenção dos recursos e o melhor uso dos espaços. Que, tanto na área tributária quanto na administrativa, deve haver uma preocupação com regras e fiscalizações que cumpram as metas sustentáveis.Normalmente, essas metas são definidas internacionalmente por acordos como o de Paris. Saiba quais são as prioridades brasileiras para isso neste post.Além disso, internamente, a gestão pública também precisa aplicar práticas sustentáveis. Por exemplo, o uso racional de papel, a economia de energia, etc.Isso é feito, principalmente, com o uso da tecnologia. A declaração do Imposto de Renda é um exemplo. Desde 2005, é realizada pela internet, o que economiza recursos e otimiza a fiscalização contra a sonegação fiscal. FISCALIZAÇÃO DO TCU Para fazer um diagnóstico do estado das ações de sustentabilidade na gestão pública, o Tribunal de Contas da União (TCU) realizou uma pesquisa com 101 instituições da Administração Pública Federal.Foram analisadas as políticas públicas voltadas para a promoção da sustentabilidade nas instituições que priorizam o consumo sustentável de água, energia e outros recursos.Além disso, o TCU investigou ações de gestão de resíduos e de estímulo da produção de bens e serviços que priorizam a sustentabilidade.Para a análise, foram estabelecidos 11 eixos temáticos e cada um deles foi avaliado como um indicador com pontuação de 0 a 3.Com a média entre os indicadores, foi possível determinar o Índice de Acompanhamento da Sustentabilidade na Administração (IASA). Cada eixo levou em conta os seguintes critérios:➜ Racionalização no uso de energia elétrica e de água➜ Atendimento a requisitos de acessibilidade➜ Certificação de prédios públicos➜ Racionalização no uso de papel e implementação de processo eletrônico➜ Gestão de resíduos e coleta seletiva➜ Contratações públicas sustentáveis➜ Mobilidade e gases do efeito estufa➜ Conscientização, capacitação e adesão a programas de sustentabilidade PROGRAMA CIDADES SUSTENTÁVEIS O Programa Cidades Sustentáveis elaborou um guia para a gestão pública preparar os interessados em aprimorar ações de sustentabilidade.O material – disponibilizado em arquivo digital – contém 260 indicadores básicos e informações úteis para gestores e outras pessoas engajadas com o poder público.O guia também traz os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU para o Brasil e os de outros 192 países. E ainda as metas estipuladas pela ONU até 2030, as descrições dos indicadores, as variáveis que os compõem e o método de cálculo.Para quem deseja ler sobre o assunto sob a ótica do embasamento conceitual, vale a pena baixar. PLANEJAMENTO É ESSENCIAL Assim como outras organizações, a tendência do serviço público é resolver as demandas diárias e “apagar os incêndios”. Em curto prazo, não é possível fazer muita coisa. Muitas vezes, a força de trabalho do setor público permite apenas isso. Mas é preciso fazer mais.Para que fique mais fácil apresentar projetos inovadores que favoreçam a sustentabilidade, é preciso começar de algum lugar. Por isso, o planejamento é essencial.Um bom plano de governo sustentável define prioridades e metas, além de prazos e responsabilidades de cada representante da sociedade.É importante que tudo fique registrado para manter as metas de sustentabilidade na gestão pública à vista.Já existem programas para capacitação de agentes públicos na área de inovação que inevitavelmente levam à sustentabilidade. Conheça o GovLab e o Invente. CIDADE SUSTENTÁVEL: O QUE FAZER PARA A SUA SE TORNAR UMA

Fonte: Inovação – Sebrae

Natureza e externalidade, artigo de Roberto Naime – EcoDebate

Natureza e externalidade, artigo de Roberto NaimeArtigo by Redação – 2/03/20170Compartilhe   [EcoDebate] O economista Marcus Eduardo de Oliveira realiza interessante abordagem de como a economia clássica percebe o meio ambiente.Sob o manto do ensinamento tradicional, equivocadamente a economia como ciência, apenas encarou a natureza como fonte provedora e fossa ou sumidouro de recursos.Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica ou ortodoxa, o meio ambiente está “fora” do modelo convencional do sistema econômico.Não cabem críticas porque se torna importante a manutenção de humildade, mas não dá para considerar “normal”, esta forma desapropriação até os dias atuais. Assim nunca vai acontecer nada nos encontros internacionais de meio ambiente ou mudanças climáticas patrocinados pela Organização das Nações Unidas (ONU).Uma das mensagens centrais que vem da chamada “Economia Ecológica’ e diz que a economia como atividade é um sistema aberto que faz constantes interações com a natureza, recebendo material e energia, e entregando para a mesma resíduos, dejetos, água contaminada como efluente ou esgoto e poluição em geral.Na verdade, a isto se denomina ecossistema urbano. Importa água, energia e alimentos e devolve para a natureza esgotos e efluentes tratados ou não e energia dissipada.Para início de conversa, é oportuno destacar que todos os sistemas abertos, assim como na economia, precisam importar energia e matéria com quantidade e qualidade adequadas, e exportar os mesmos de forma dissipada, garantindo assim sua reprodução.A visão predominante fica restrita ao fato de que a economia concebe a natureza como mera provedora de recursos (“input”), além de ser receptáculo para os resíduos do processo produtivo (“output”), pontuando, desse modo, ser a economia como um sistema fechado, contrariando a visão inicialmente aqui colocada.Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica chamada de ortodoxa, o meio ambiente enquanto sistema ecológico como um todo, além dos recursos naturais, da poluição, da degradação das riquezas da natureza, da depleção ecossistêmica, está “fora” do modelo convencional do sistema econômico.Sendo tipificado apenas nos fluxos monetários em que somente são observadas as “trocas” ou consumo de bens e serviços contra pagamentos a fatores produtivos entre as famílias consumidoras e as empresas produtoras, ou provedoras, sem interação com o mundo biofísico, como se tudo isso acontecesse numa “caixa isolada”.Assim sendo, a economia convencional nunca se colocou à frente para responder, devida e corretamente, quanto se pode tirar de recursos da natureza e quanto se pode devolver de resíduos ao meio ambiente via processo econômico. Ou seja, via atividade econômico-produtiva traduzida em mais produção e mais consumo, transformação de recursos em resíduos e energia dissipada, chamada de maior entropia.Qual a escala produtiva ou as bases econômicas que o meio ambiente com seus fundamentos ecológicas, pode suportar.E qual é o limite, ou a fronteira da ação antrópica sobre a natureza, tendo em conta que, na atualidade, quando se sabe que 60% dos 24 principais serviços ecossistêmicos estão se esgotando, além de já estar se usando 30% a mais dos recursos do planeta.A falta de respostas está vinculada ao fato de que, durante mais de 170 anos, contados do início da formulação científica dos postulados básicos da economia, em 1776 por Adam Smith e David Ricardo, até os anos 1950. A ortodoxia econômica não enfrentou, ao menos como se esperava, as relações existentes entre natureza e sociedade, meio ambiente e economia. Ou sistema econômico e sistema ecológico.Contudo, a mudança de visão da problemática ambiental colocada aqui inicialmente passou a ocorrer com mais ênfase a partir do crescimento exponencial da atividade econômica global, após os anos 1950. Quando ajustado ao crescimento populacional que, na atualidade, a cada intervalo de 12 anos, “coloca” mais 1 bilhão de pessoas no planeta para consumir tudo, resultando em mais pressão sobre os recursos da natureza, evidenciando com isso, que há limites a serem determinados e respeitados.Ademais, já é de pleno domínio e conhecimento quase que geral que uma vez ultrapassado esse limite, o resultado é catastrófico pois vidas humanas e não humanas, habitats, fauna e flora são colocadas em situação de risco decorrente das alterações ambientais provocadas pela ação humana e pelo excessivo modo econômico de produção.Tal incidência resulta, sobremaneira, naquilo que já vem sendo amplamente discutido desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, ou seja, a ocorrência de gravíssimos problemas ambientais, dos quais o mais ilustrativo certamente é o aquecimento global, face às emissões de CO2, por exemplo.Emissão de CO2, é importante reiter

Fonte: Natureza e externalidade, artigo de Roberto Naime – EcoDebate

60,8% dos consumidores não conseguem renegociar dívidas com os bancos, aponta pesquisa do Idec – EcoDebate

60,8% dos consumidores não conseguem renegociar dívidas com os bancos, aponta pesquisa do IdecNotícia by Redação – 31/01/20170Compartilhe  Levantamento revela os principais motivos que impedem a renegociação e os critérios dos bancos no tratamento dos consumidores endividados  Nesta segunda-feira (30), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou pesquisa sobre as experiências dos consumidores em relação à renegociação de dívidas. O levantamento, realizado entre julho e setembro de 2016, contou com a participação de 1.815 internautas, e também mapeou os critérios dos bancos no tratamento dos clientes endividados. Foram consultadas as cinco instituições financeiras mais lembradas pelos consumidores como principais credores: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú.De acordo com a pesquisa, 53,6% dos participantes já tentaram renegociar uma dívida. Porém, deste total, apenas 39,2% tiveram sucesso. Mais de 60,8%, portanto, tentaram e não tiveram êxito. Os principais motivos de insucesso são: transferência do débito para outra empresa (29,1%); consumidor não consegue novo prazo para pagar (27,3%); e banco não renegocia dívidas cujo pagamento ainda não está em atraso (24,2%).Questionadas pelo Idec, as instituições não apresentaram respostas efetivas, principalmente sobre a transferência das dívidas para escritórios especializados em cobrança. Conforme explica a economista do Instituto e responsável pela pesquisa, Ione Amorim, “as respostas são genéricas e contrastam com o que dizem os consumidores”.Em estudos anteriores, o Idec já havia notado o estímulo e a banalização da oferta de crédito por parte dos bancos. Neste cenário, em vez de solucionar o problema, geram um novo ciclo de inadimplência. “Os frequentes acordos firmados com repactuação e alongamento da dívida, se apresenta como a única alternativa oferecida pelas instituições para solucionar o problema do endividamento”, afirma a economista.Com relação às políticas para o combate ao superendividamento dos clientes, todos os bancos disseram que adotam essa prática. Mas o Idec constatou durante a pesquisa que 46% dos consumidores não tiveram nenhum tipo de orientação a respeito. Apenas 0,7% mencionaram ter participado de oficinas promovidas pelas instituições sobre o assunto.Amorim aponta que faltam iniciativas neste sentido e também alternativas para a fase seguinte, no momento em que o endividamento já está consolidado. “Para o Idec, é imprescindível discutir o assunto e, inclusive, fomentar o debate sobre uma regulação que possibilite os consumidores formas mais eficientes para o tratamento de suas dívidas junto aos bancos”, finaliza.Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)in EcoDebate, 31/01/2017 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebatePara cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

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