Natureza e externalidade, artigo de Roberto Naime – EcoDebate

Natureza e externalidade, artigo de Roberto NaimeArtigo by Redação – 2/03/20170Compartilhe   [EcoDebate] O economista Marcus Eduardo de Oliveira realiza interessante abordagem de como a economia clássica percebe o meio ambiente.Sob o manto do ensinamento tradicional, equivocadamente a economia como ciência, apenas encarou a natureza como fonte provedora e fossa ou sumidouro de recursos.Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica ou ortodoxa, o meio ambiente está “fora” do modelo convencional do sistema econômico.Não cabem críticas porque se torna importante a manutenção de humildade, mas não dá para considerar “normal”, esta forma desapropriação até os dias atuais. Assim nunca vai acontecer nada nos encontros internacionais de meio ambiente ou mudanças climáticas patrocinados pela Organização das Nações Unidas (ONU).Uma das mensagens centrais que vem da chamada “Economia Ecológica’ e diz que a economia como atividade é um sistema aberto que faz constantes interações com a natureza, recebendo material e energia, e entregando para a mesma resíduos, dejetos, água contaminada como efluente ou esgoto e poluição em geral.Na verdade, a isto se denomina ecossistema urbano. Importa água, energia e alimentos e devolve para a natureza esgotos e efluentes tratados ou não e energia dissipada.Para início de conversa, é oportuno destacar que todos os sistemas abertos, assim como na economia, precisam importar energia e matéria com quantidade e qualidade adequadas, e exportar os mesmos de forma dissipada, garantindo assim sua reprodução.A visão predominante fica restrita ao fato de que a economia concebe a natureza como mera provedora de recursos (“input”), além de ser receptáculo para os resíduos do processo produtivo (“output”), pontuando, desse modo, ser a economia como um sistema fechado, contrariando a visão inicialmente aqui colocada.Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica chamada de ortodoxa, o meio ambiente enquanto sistema ecológico como um todo, além dos recursos naturais, da poluição, da degradação das riquezas da natureza, da depleção ecossistêmica, está “fora” do modelo convencional do sistema econômico.Sendo tipificado apenas nos fluxos monetários em que somente são observadas as “trocas” ou consumo de bens e serviços contra pagamentos a fatores produtivos entre as famílias consumidoras e as empresas produtoras, ou provedoras, sem interação com o mundo biofísico, como se tudo isso acontecesse numa “caixa isolada”.Assim sendo, a economia convencional nunca se colocou à frente para responder, devida e corretamente, quanto se pode tirar de recursos da natureza e quanto se pode devolver de resíduos ao meio ambiente via processo econômico. Ou seja, via atividade econômico-produtiva traduzida em mais produção e mais consumo, transformação de recursos em resíduos e energia dissipada, chamada de maior entropia.Qual a escala produtiva ou as bases econômicas que o meio ambiente com seus fundamentos ecológicas, pode suportar.E qual é o limite, ou a fronteira da ação antrópica sobre a natureza, tendo em conta que, na atualidade, quando se sabe que 60% dos 24 principais serviços ecossistêmicos estão se esgotando, além de já estar se usando 30% a mais dos recursos do planeta.A falta de respostas está vinculada ao fato de que, durante mais de 170 anos, contados do início da formulação científica dos postulados básicos da economia, em 1776 por Adam Smith e David Ricardo, até os anos 1950. A ortodoxia econômica não enfrentou, ao menos como se esperava, as relações existentes entre natureza e sociedade, meio ambiente e economia. Ou sistema econômico e sistema ecológico.Contudo, a mudança de visão da problemática ambiental colocada aqui inicialmente passou a ocorrer com mais ênfase a partir do crescimento exponencial da atividade econômica global, após os anos 1950. Quando ajustado ao crescimento populacional que, na atualidade, a cada intervalo de 12 anos, “coloca” mais 1 bilhão de pessoas no planeta para consumir tudo, resultando em mais pressão sobre os recursos da natureza, evidenciando com isso, que há limites a serem determinados e respeitados.Ademais, já é de pleno domínio e conhecimento quase que geral que uma vez ultrapassado esse limite, o resultado é catastrófico pois vidas humanas e não humanas, habitats, fauna e flora são colocadas em situação de risco decorrente das alterações ambientais provocadas pela ação humana e pelo excessivo modo econômico de produção.Tal incidência resulta, sobremaneira, naquilo que já vem sendo amplamente discutido desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, ou seja, a ocorrência de gravíssimos problemas ambientais, dos quais o mais ilustrativo certamente é o aquecimento global, face às emissões de CO2, por exemplo.Emissão de CO2, é importante reiter

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Horizontes 2030 da CEPAL: equidade social e keynesianismo ambiental, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Horizontes 2030 da CEPAL: equidade social e keynesianismo ambiental, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesArtigo by Redação – 27/01/20170Compartilhe   [EcoDebate] O documento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) denominado “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável”, apresentado no Trigésimo sexto período de sessões da Cepal, na Cidade do México, de 23 a 27 de maio de 2016, considera que as atuais transformações significam uma mudança de época, pois o estilo de desenvolvimento dominante tornou-se insustentável.Segundo a Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, existem profundos desequilíbrios econômicos, sociais e ambientais no mundo: “Essas contradições são inegáveis, como demonstram o aumento sem precedentes da desigualdade global nas últimas décadas, o agravamento da crise ambiental (especialmente a mudança climática) e o papel ambivalente da revolução tecnológica que, ao mesmo tempo em que abre opções para a sustentabilidade, gera tensões nos mercados de trabalho que se agravam à medida que se expandem as novas tecnologias” (p.9).Este documento, que a CEPAL apresentou aos países-membros em seu trigésimo sexto período de sessões, complementa analiticamente a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com base na perspectiva estruturalista do desenvolvimento e sob o ponto de vista dos países da América Latina e do Caribe. Este empenho se sustenta em um diagnóstico que reconhece fundamentos na tradição analítica estruturalista e incorpora, com maior ênfase, as dimensões ambiental e global dos problemas do desenvolvimento da região.Ainda segundo Bárcena: “O conceito ordenador é a mudança estrutural progressiva, definida como um processo de transformação para atividades e processos produtivos que apresentem três características: ser intensivos em aprendizagem e inovação (eficiência schumpeteriana), estar associados a mercados em rápida expansão, que permitam aumentar a produção e o emprego (eficiência keynesiana) e favorecer a proteção do meio ambiente e o desacoplamento entre crescimento econômico e emissões de carbono (eficiência ambiental). Para obter estruturas produtivas com estes três tipos de eficiência, que tornem compatíveis a igualdade e a proteção ambiental, é preciso um novo conjunto de instituições e coalizões políticas que as promovam em nível global, regional, nacional e local.Um instrumento central para a consecução desses objetivos é a criação de bens públicos globais. O caráter imprescindível desta dimensão é evidente nos temas ambientais, pois uma ação coletiva e uma coordenação que envolva todos os atores constituem condição sine qua non para reduzir as emissões. Não em vão a destruição do meio ambiente num contexto de desregulamentação foi qualificada como “a maior falha de mercado de todos os tempos”. Diante deste desafio, com o Acordo de Paris, aprovado em dezembro de 2015, conseguiu-se, apesar de suas insuficiências, dar um passo na direção correta no esforço para definir metas comuns de redução das emissões de gases do efeito estufa e avançar na descarbonização das economias, respeitando o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas” (p. 10).Estas questões são fundamentais, pois a América Latina e Caribe (ALC) foi uma das regiões do mundo que apresentaram as maiores taxas de crescimento no mundo entre 1820 e 1980. Ou seja, durante 160 anos, devido ao alto crescimento populacional e econômico, a América Latina e Caribe ganhou participação relativa no PIB mundial. Contudo, a situação se inverteu depois de 1980 e a América Latina começou a perder participação relativa no PIB mundial.Nos anos de 2015 e 2016, a ALC vai apresentar variação negativa no PIB, bem diferente do resto do mundo e outras regiões. Segundo dados do FMI, o PIB global deve crescer 3,2% em 2016, com a Ásia emergente apresentando o maior crescimento (6,4%) e o conjunto das economias em desenvolvimento atingindo 4,1%. A única região que deve apresentar recessão é a ALC que deve decrescer em 0,47% em 2016.Outro documento da CEPAL – Panorama Social da América Latina 2015 – mostrou que as conquistas parciais ocorridas entre 1990 e 2012 foram interrompidas e a pobreza e a indigência voltaram a subir na ALC. O número de pessoas indigentes subiu de 66 milhões em 2012 para 75 milhões em 2015 e o número de pobres subiu de 164 milhões em 2012 para 175 milhões em 2015. Ou seja, a curva descendente foi revertida para uma curva ascendente da pobreza e da indigência.Neste sentido o documento “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável” apresenta uma série de propostas para enfrentar os desafios do próximo quindênio (2015-2030). O último parágrafo do prólogo diz: “Explorar esses caminhos, assentar suas bases, é o propósito das reflexões aqui apresentadas e o esforço permanente da CEPAL a serviço de um amanhã justo, digno e igualitário para os povos de nossa pátria comum” (p. 12). Vale a pena ler o documento que pode se

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Empresários discutem Cidades Inteligentes » DC Inovação » Diário do Comércio

DC INOVAÇÃO27/01/2017Empresários discutem Cidades InteligentesEncontro na Fiemg foi oportunidade para os interessadas no desenvolvimento de soluções urbanasDa RedaçãoTweetar inCompartilhar EmailA-   A+ EXCLUSIVO PARA ASSINANTESNemes: ideia é gerar energia em todos os lugares/Gláucia Rodrigues/FiemgO governo britânico, em parceria com o Sistema Fiemg, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), BNDES e Embrapii, realizou na sede da Federação o encontro da Missão Empresarial em Smart Cities – Brasil e Reino Unido, no dia 25. O evento faz parte das ações do edital de inovação lançado pela agência britânica de inovação Innovate UK e o Mdic, em 2016, para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na área de cidades inteligentes.O workshop de interação do fundo é uma oportunidade de encontro de 14 empresas britânicas e 30 empresas mineiras interessadas no desenvolvimento de soluções urbanas com impactos sociais e econômicos. Os governos brasileiro e britânico focam apoiar projetos de desenvolvimento da utilização de soluções de ponta em áreas como tecnologia da informação e comunicação, internet das coisas e big data para abordar questões críticas para o futuro de ambientes urbanos, como infraestrutura, meio ambiente e mobilidade urbana.O Innovate UK investirá até £2.45m em projetos elegíveis. Participantes brasileiros são elegíveis para financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou para ter acesso aos recursos não reembolsáveis e competência técnica da Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e suas Unidades e Polos Embrapii. As inscrições para o edital vão até maio deste ano.Segundo o presidente do Conselho de Assuntos Metropolitanos da Fiemg, Frederico Aburachid, o evento é uma excelente forma de troca de soluções para a melhoria do ambiente urbano. “Nosso intuito é o de fazer com que nossas cidades sejam cada vez mais inteligentes. Tivemos a oportunidade de trazer empresas mineiras e britânicas de diferentes regiões e setores para discutir experiências importantes que podem melhorar nossa administração pública e qualidade de vida”.O Cônsul do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes, ressaltou o desafio enfrentado com o aumento populacional de nossas grandes cidades. “Já alcançamos 7 bilhões de pessoas na terra. Em uma escala menor, a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) tem quase 6 milhões. A tecnologia e o conceito de cidades inteligentes, com certeza, podem nos auxiliar na solução de vários entraves apresentados pelo crescimento urbano”, pontuou.Um dos exemplos de possíveis interações entre mineiros e britânicos é a empresa Sunew, instalada no Centro de Inovação e Tecnologia Senai Fiemg, em Belo Horizonte. Criada para a produção de filmes plásticos orgânicos capazes de converter energia solar em energia elétrica, os chamados OPV (Organic Photovoltaics), a empresa controla um método diferenciado de impressão de painéis fotovoltaicos usando materiais orgânicos, tendo instalado na capital mineira capacidade produtiva existente em escala apenas no exterior.Para o CEO da empresa, Marcos Maciel, esse é apenas um dos vários segmentos que podem ser beneficiados com o sistema de parceria entre europeus e mineiros. “A ideia é gerar energia em todos os lugares e de uma forma sustentável. Isto é, desde coberturas, fachadas de prédios ou até automóveis e, assim, contribuir para uma das cidades mais inteligentes e sustentáveis,” finalizou.

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Ser humano: maior espécie invasora, artigo de José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

“O ser humano é um ectoparasita que está matando o seu hospedeiro”Alves (28/09/2016)“Há 10.000 anos os seres humanos e seus animais representavam menos de um décimo deum por cento da biomassa dos vertebrados da terra. Agora, eles são 97 por cento”Patterson (07/05/2014)  [EcoDebate] Em 2012, escrevi um artigo provocativo no Portal Ecodebate perguntando se a expansão do ser humano por todos os cantos e espaços do Planeta poderia ser considerada uma atividade semelhante ao que acontece na biologia com as espécies invasoras.A ideia do conflito irreconciliável e antagônico entre o ser humano e a natureza não é nova. Diversos autores já trataram a humanidade como um câncer, uma praga ou erva daninha que ataca a biodiversidade da Terra. Por exemplo, o grande ambientalista David Attenborough disse: “Somos uma praga sobre a Terra. Não é apenas a mudança climática; é o espaço absoluto, lugares para cultivar alimentos para esta enorme horda. Ou nós limitamos o nosso crescimento populacional ou o mundo natural fará isso por nós. Aliás o mundo natural já começou a fazer isso para nós agora”.Na mesma linha, o filósofo britânico John Gray, em entrevista à revista Época (29/05/2006), apresenta um prognóstico pessimista sobre a humanidade: “A espécie humana expandiu-se a tal ponto que ameaça a existência dos outros seres. Tornou-se uma praga que destrói e ameaça o equilíbrio do planeta. E a Terra reagiu. O processo de eliminação da humanidade já está em curso e, a meu ver, é inevitável. Vai se dar pela combinação do agravamento do efeito estufa com desastres climáticos e a escassez de recursos. A boa notícia é que, livre do homem, o planeta poderá se recuperar e seguir seu curso”.Também o Dr. David Suzuki (2016) considera que os seres humanos estão no topo dos predadores do mundo. Predação é uma função natural importante. Mas como a população humana cresceu, passou a influir na dinâmica dos ecossistemas rompendo os equilíbrios naturais. Ele diz que precisamos parar de procurar bodes expiatórios e olhar no espelho e perceber que a principal causa do declínio das espécies são o agigantamento das atividades antrópicas.Agora em abril de 2016, a revista Nature publicou o texto “Post-invasion demography of prehistoric humans in South America” (GOLDBERG, et. al. 2016) que trata da “invasão” humana na América do Sul. O texto reconstrói os padrões espaço-temporais de crescimento da população humana na América do Sul, usando um banco de dados recém-agregados de 1.147 sítios arqueológicos e 5.464 datações calibradas abrangendo quatorze mil a dois mil anos atrás. Demonstra que, em vez de uma expansão exponencial constante, a história demográfica dos sul-americanos é caracterizada por duas fases distintas. Em primeiro lugar, os humanos se espalharam rapidamente por todo o continente desde 14 mil anos, mas manteve-se com população baixa até 8.000 anos atrás, incluindo um período de oscilações (boom and bust) sem crescimento líquido por 4.000 anos. Só com sedentarismo generalizado a partir de 5,5 mil anos atrás houve uma segunda fase demográfica de crescimento exponencial da população. A capacidade da humanidade para modificar seu ambiente e para aumentar acentuadamente a capacidade de carga na América do Sul é, portanto, um fenômeno recente.  O estudo estabelece uma base para a compreensão de como os seres humanos contribuíram para a maior extinção do Pleistoceno de grandes mamíferos, como preguiças, cavalos e criaturas chamadas gomphotheres. Em seguida, o estudo considera que, de acordo com outras espécies invasoras, os seres humanos parecem ter sido submetidos a um declínio da população, consistente com a ideia da sobre-exploração dos recursos naturais. Mas com o surgimento de sociedades sedentárias houve novamente crescimento exponencial da população.Hoje em dia parece que o crescimento populacional ultrapassou a capacidade de carga novamente. A pergunta que fica é se os avanços tecnológicos serão capazes de superar os limites da capacidade de carga ou se a pressão das atividades antrópicas vai provocar uma grande extinção em massa das espécies endêmicas e dos demais seres vivos do Planeta.O artigo publicado na revista PLoS Biology, em agosto de 2016, estima que o mundo natural contém cerca de 8,7 milhões de espécies. Mas a grande maioria ainda não foi identificada. Os autores alertam que muitas espécies serão extintas antes que possam ser estudadas.As estatísticas mostram que as áreas de proteção ambiental cobrem apenas 20 milhões de quilômetros quadrados, ou cerca de 15% do planeta, número que está abaixo das Metas de Aichi de Biodiversidade, adotadas por mais de 190 países em 2010, que prevê 17% de cobertura em 2020. As Metas de Aichi são consideradas o maior acordo global sobre biodiversidade em nível mundial e estão voltadas à redução da perda da biodiversidade, em todo o planeta. Reunidas em cinco objetivos estratégicos, as 20 Metas de Aichi são assim chamadas, pois foram definidas durante a 10ª Conferência das Partes da Convenç

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Patrimônio de 0,5% dos brasileiros equivale a quase 45% do PIB – e com baixa tributação | Portal EcoDebate

Patrimônio De 0,5% Dos Brasileiros Equivale A Quase 45% Do PIB – E Com Baixa TributaçãoNotícia by Redação – 20/12/20160Compartilhe Novo estudo do Inesc analisa a relação entre tributação injusta, desigualdade, e concentração de renda e patrimônio no Brasil, com base em análise do perfil dos declarantes do Imposto de Renda no Brasil entre 2007 a 2013.O Brasil tem um dos mais injustos sistemas tributários do mundo e uma das mais altas desigualdades socioeconômicas entre todos os países, onde os mais ricos pagam proporcionalmente menos impostos do que os mais pobres, criando uma das maiores concentrações de renda e patrimônio do planeta. Essa relação direta entre tributação injusta e desigualdade e concentração de renda e patrimônio é investigada pelo pesquisador Evilásio Salvador no estudo Perfil da Desigualdade e da Injustiça Tributária, produzido pelo Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) com apoio da Oxfam Brasil, Christian Aid e Pão Para o Mundo.Foram considerados os quesitos de sexo, rendimentos em salário mínimo e Unidades da Federação. O texto busca identificar o efeito concentrador de renda e riqueza, a partir das informações sobre os rendimentos e de bens e direitos informados à Receita Federal pelos declarantes de IR no período de 2008 a 2014, referentes às informações dos anos-calendário de 2007 a 2013.Os dados da Receita Federal analisados para o estudo revelam, por exemplo, que do total de R$ 5,8 trilhões de patrimônio informados ao Fisco em 2013 (não se considera aqui a sonegação), 41,56% pertenciam a apenas 726.725 pessoas, com rendimentos acima de 40 salários mínimos. Isto é, 0,36% da população brasileira detém um patrimônio equivalente a 45,54% do PIB do Brasil e com baixíssima tributação. Considera-se, ainda, que essa concentração de renda e patrimônio está praticamente em cinco estados da federação: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, agravando ainda mais as desigualdades regionais do país.O estudo aponta ainda que os contribuintes com rendas acima de 40 salários mínimos representam apenas 2,74% dos declarantes de IR, mas se apropriaram de 30,37% do montante dos rendimentos informados à Receita Federal em 2013. Além disso, dos R$ 623,17 bilhões de rendimentos isentos de Imposto de Renda em 2013, R$ 287,29 bilhões eram de lucros e dividendos recebidos pelos acionistas – se submetidos à alíquota máxima da atual tabela progressiva do Imposto de Renda (27,5%), esses recursos gerariam uma arrecadação tributária extra de R$ 79 bilhões ao Brasil.As informações tornadas públicas pela Receita Federal, a partir da disponibilização da base de dados “Grandes Números das Declarações do Imposto de Renda das Pessoas Físicas”, contribuem para uma maior transparência sobre a questão tributária no país, que a tempo ocupa lugar na agenda pública das propostas de reformas. Os dados ampliaram um novo olhar sobre a desigualdade social no Brasil e reforçam ainda mais a injustiça tributária no país, pois mesmo o Imposto de Renda, que deveria ser o fiador de um sistema tributário mais justo, acaba contribuindo para maior concentração de renda e riqueza em nosso país.Baixe aqui o estudo completo (arquivo PDF).Os dados da Receita Federal são fartos para revelar uma casta de privilegiados no país, com elevados rendimentos e riquezas que não são tributados adequadamente e, muitas vezes, sequer sofrem qualquer incidência de Imposto de Renda.Os dados divulgados pela Receita Federal confirmam a injustiça no sistema tributário brasileiro, conforme o Inesc havia alertado. Um dos mais graves é o fato de que a tributação sobre a renda no Brasil não alcança todos os rendimentos tributáveis de pessoas físicas. A legislação atual não submete à tabela progressiva do IR os rendimentos de capital e de outras rendas da economia, que são tributados com alíquotas inferiores à do Imposto de Renda incidente sobre a renda do trabalho. Em destaque, a não existência do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre os lucros e dividendos, além do instituto legal (mas excêntrico) dos “juros sobre capital pró- prio”, o que permite uma redução da base tributária do IR e da CSLL. Esses rendi- mentos são tributados a 15% de forma exclusiva, não necessitando o beneficiário de fazer qualquer ajuste na Declaração Anual do IR.Essas modificações beneficiam e privilegiam os mais ricos no Brasil, pois os 71.440 declarantes hiper-ricos, que tinham renda acima de 160 SM, em 2013, praticamente não possuíam rendimentos tributáveis, pois 65,80% de sua renda tinha origem em rendimentos isentos e não tributáveis.Outro agravante é a perda da progressividade do IR, pois – a partir da faixa de rendimentos de 40 a 80 salários mínimos – o imposto começa a perder a sua progressi- vidade. De forma que os contribuintes com rendimentos acima de 40 salários mínimos passam a pagar proporcionalmente menos IR do que os contribuintes das faixas salariais inferiores.Com isso, as propostas para a reforma tributária que o Inesc já apresent

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Potencial da energia fotovoltaica | Portal EcoDebate

Potencial Da Energia FotovoltaicaNotícia by Redação – 21/12/20160Compartilhe   Com relação à Geração Distribuída (GD), que inclui todas as fontes de energia renováveis utilizadas no Brasil, entre os meses de Julho e Setembro de 2015, haviam 1148 instalações registradas na Aneel. No mesmo período de 2016 tivemos 5040 instalações registradas. Isso representa um aumento de aproximadamente 440% em relação ao ano passado. E apenas falando em energia fotovoltaica o aumento é de 300%. Isso falando apenas de dados oficiais, sem contar as instalações que já estão prontas mas ainda não foram registradas.A estimativa é que para os próximos 8 anos a geração fotovoltaica esteja presente em todos os estados do Brasil e represente cerca de 4% da capacidade instalada na matriz elétrica, comparados a apenas 0,02% atuais. No total, a capacidade instalada em 2015 é de aproximadamente 30 MW, número que deve crescer para 8.000 MW até 2024. A energia solar fotovoltaica é a fonte de energia que mais cresce no mundo por cinco anos consecutivos.Fabricantes de sistema de geração de energiaPrimeiramente vale comentar que hoje existem diversas empresas especializadas na instalação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica no país, que são chamados de integradores, e entregam uma solução pronta para o cliente final. Quanto aos fabricantes, especifico de módulos ou de inversores, que são os componentes mais importantes no sistema, temos poucos que fabricam ou apenas fazem a montagem final no Brasil e a maioria são importados da Europa, EUA ou China. Em números podemos dizer que existem cerca de 7 fabricantes relevantes no Brasil.No mundo, a Fronius importa 90% da sua produção anual e está entre os top 10 fabricantes do mundo. No Brasil, a Fronius é líder de mercado com mais de 3000 unidades de inversores instaladas, totalizando 21 MWp, ou seja aproximadamente 60% do mercado brasileiro pertence a Fronius.Energia fotovoltaica gerada a mais…o que o consumidor pode fazer?A geração distribuída no Brasil tem como base o net metering, no qual o consumidor-gerador após descontado o seu próprio consumo, recebe um crédito na sua conta pelo saldo positivo de energia gerada e inserida na rede (sistema de compensação de energia). Sempre que existir esse saldo positivo, o consumidor recebe um crédito em energia (em kWh) na próxima fatura e terá até 60 meses para utilizá-lo.No entanto, o consumidor-gerador não pode comercializar o montante excedente da energia gerada para outros. A rede elétrica disponível é utilizada como backup quando a energia gerada localmente não é suficiente para satisfazer as necessidades de demanda do consumidor-gerador – o que geralmente é o caso para fontes intermitentes de energia, como a solar. As regras básicas são definidas na Resolução Normativa (REN) 482/2012 e aperfeiçoada na REN 687/2015, válidas a partir de 1º de Março de 2016.Consórcio de energia fotovoltaicaEstão disponíveis no mercado linhas de financiamento para a geração distribuída: Mais Alimentos (Pronaf), Economia Verde (Desenvolve SP), Finem (BNDES), PE Solar (Agefepe), Crédito produtivo energia solar (Goiás Fomento), FNE Sol (BNB), Construcard (Caixa Econômica Federal), CDC Eficiência Energética (Santander), Proger (Banco do Brasil), Consórcio Sustentável (Sicredi). Além disso, temos empresas que estão oferecendo soluções financiadas através de contratos de performance (ESCO) e alugueis, chamados de TPO (Third Party Ownership), onde os equipamentos são todos de propriedade da empresa e o cliente paga pela energia gerada para essa empresa e não mais para a concessionária. É uma boa opção para quem deseja ter um sistema instalado e não se preocupar com os custos de instalação relacionados.Colaboração de Rebeca Sabatini, in EcoDebate, 21/12/2016 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebatePara cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

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Governo do Estado reconhece oficialmente o APL de Tecnologia da Informação e Comunicação de Itajubá – Unidade de Inteligência Empresarial

março 30Governo do Estado reconhece oficialmente o APL de Tecnologia da Informação e Comunicação de Itajubápor  Vinícius Oliveira Dias  em 30/03/2016 09:22Categoria: Economia; PolíticaSecretário Altamir Rôso assinou, nesta terça-feira, documento oficial que atende a uma reivindicação das empresas de tecnologia da regiãoO Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), oficializou, nesta terça-feira (29/3), na Cidade Administrativa, o reconhecimento das empresas de tecnologia de Itajubá, no Sul de Minas, como novo Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação (APL de TIC).A reivindicação, que havia sido liderada pela Prefeitura de Itajubá, foi representada, neste encontro, pelo secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio, Rodrigo Sampaio Melo. Ele recebeu o documento das mãos do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso. Entre os diversos benefícios para as empresas que integram o novo APL está o crédito subsidiado pela Caixa Econômica Federal (CEF).A Sede coordena o Núcleo Gestor de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais de Minas Gerais (NGAPL), que tem o objetivo de articular as ações governamentais, visando ao apoio integrado aos APLs, de acordo com as diretrizes da Política Estadual de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais. Dentre outras responsabilidades, cabe ao Núcleo Gestor o reconhecimento dos APLs no estado. Segundo o coordenador do núcleo, Fernando Passalio, o esforço de Itajubá começou em maio do ano passado, quando o prefeito Imar Martinez Riera procurou a Sede com essa demanda de transformação do polo de empresas em APL.  Apoio às atividadesNa ocasião, o secretário Altamir Rôso pediu ao NGAPL que avaliasse a reivindicação de Itajubá e averiguasse se ela cumpria o que determina a legislação estadual dos APLs. Durante esse tempo, houve farta troca de informações do governo estadual com a prefeitura e o polo de empresas. Ao ter acesso aos dados necessários, a Sede concluiu que Itajubá reunia todas as condições para se transformar em Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação (APL de TIC).Altamir Rôso disse que o Estado trabalha para fortalecer as diversas atividades que geram emprego e renda e  reforçou que Itajubá é uma potência no desenvolvimento de novas tecnologias, o que é fundamental para que Minas Gerais avance na tão sonhada diversificação econômica. Lembrou, ainda, ao secretário municipal Rodrigo Sampaio Melo,  que é preciso que a governança do Arranjo Produtivo Local faça imediatamente o Plano de Negócios para levá-lo à CEF para ser aprovado. A partir daí as empresas terão acesso à linha especial de crédito para os APLs.Força regionalAlém da densidade empresarial da microrregião de Itajubá, com 62 estabelecimentos (RAIS 2014) que geram 972 postos de trabalho, existem outros aspectos que demostraram a capacidade do novo APL. Destaque para as instituições de apoio, como: Universidade Federal de Itajubá; Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá (ACIEI); Rede de Empresas de Tecnologia, Inovação e Conhecimento (RETIC); Rede Mineira de Inovação; Sindicato Local das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simmei); instituições de pesquisa e tecnologia, como a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica; Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (PCTI) PCTI; Governo de Minas Gerais; Prefeitura de Itajubá; Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e bancos de fomento.Arranjo Produtivo LocalConforme a legislação mineira, os APLs são identificados pela concentração espacial de empresas de um determinado setor da atividade produtiva, que se caracteriza principalmente pela intensidade das relações comerciais e de cooperação intra-aglomeração, com o ambiente institucional voltado para dar suporte ao seu desenvolvimento.Com o novo APL reconhecido pela Sede, Minas Gerais passa a contar com 38 arranjos produtivos locais. Entre eles estão o APL de Eletroeletrônicos de Santa Rita do Sapucaí, APL de Móveis de Ubá, e o APL de Calçados de Nova Serrana. Agência Minas​

Fonte: Governo do Estado reconhece oficialmente o APL de Tecnologia da Informação e Comunicação de Itajubá – Unidade de Inteligência Empresarial