O fetiche da previdência, artigo de Amadeu Roberto Garrido de Paula | Portal EcoDebate

O Fetiche Da Previdência, Artigo De Amadeu Roberto Garrido De PaulaArtigo by Redação – 22/12/20160Compartilhe  Charge in Humor Político – http://www.humorpolitico.com.br/ %5BEcoDebate%5D

O cidadão tende a confiar, em princípio, no discurso de seus governos legítimos. Por seu lado, os governos não podem e não devem mentir aos cidadãos. Lamentavelmente, o Brasil é um país de confiança fundada do povo e de escancaradas mentiras de seus governantes, num terreno de difícil acesso à compreensão da maioria da população – finanças públicas.Há anos o Brasil vive sob grosseira inconstitucionalidade. O dispositivo nevrálgico, porém maltratado, está no art. 167 de nossa Constituição da República, ao dispor: “É vedado: XI – a utilização de recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201.” O art. 201 discrimina os benefícios.Os mencionados recursos estão previstos no art. 195, nestes termos: “A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, e das seguintes contribuições sociais”.I – do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, na forma da lei, incidente sobre:a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;b) a receita ou o faturamento;c) o lucro.II. do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidos pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;III. sobre a receita de concurso de prognósticos.Nada mais claro. Contudo, desde 1994 esses recursos estão sendo desviados por sucessivos governos, supostamente para pagamento dos juros da dívida da União. Supostamente porque, no Brasil de hoje, não sabemos aonde vão parar os desvios. No referido ano, foi criada o Fundo Social de Emergência. Depois passou-se à Desvinculação de Receitas Federais. Finalmente, por força da Emenda Constitucional n. 68, Desvinculação das Receitas Federais (DRU). Consequência: no final de 2015, dos 1,8 trilhão arrecadas pelo Tesouro por meio dessas receitas vinculadas, 1,1 trilhão foram apropriados pela União.Os governos, inclusive o atual, sempre sustentaram a constitucionalidade desse procedimento incorreto, jurídica e moralmente, socorrendo-se da Emenda Constitucional n. 68, que deslocou 20% dos recolhimentos de seu caminho reto. Ocorre que Emenda Constitucional também pode ser inconstitucional, sendo entendimentos de Cortes Supremas internacionais e de nosso Supremo Tribunal Federal.Feita essa consideração, ao lado de outras, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Brasil divulgou um quadro, com dados irrespondíveis, demonstrativo de que a Previdência não gera nenhum “deficit”, inclusive para o pagamento de aposentadorias, mas, ao contrário, produz “superavit”. Se considerarmos falsas as demonstrações dos Auditores Fiscais, a República, efetivamente, está perdida.O que nos leva a por de manifesto essa situação crônica é o sentimento, que o governo dissemina na sociedade, de que o grande vilão de nossas desgraças é a Previdência Social. Como se renúncia fiscal para indústrias automobilísticas não houvesse nos empobrecido, com carros na porta e em ruas intransitáveis. Várias outras isenções e imunidades foram concedidas, especialmente por meio de emendas “jabutis” contrabandeadas em leis de conversão em medida provisória, até que o STF as proibiu, porém somente “ad futurum”, em ação direta de inconstitucionalidade subscrita pelo autor destas modestas linhas.Enfim, nossos trabalhadores vão pagar a corrupção, as irresponsabilidades e as bandalheiras, mais uma vez em nossa sofrida história. No mínimo, deveriam vir à luz todas essas circunstâncias e não ficar-se no discurso único e equivocado de que o “saneamento” da Previdência Social saneará o Brasil. Entretanto, a divulgação da demonstração feita pelos Auditores Fiscais do Brasil permanece somente nas redes sociais, como se fosse algo impatriótico.Amadeu Roberto Garrido de Paula, é advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas. in EcoDebate, 22/12/2016″O fetiche da previdência, artigo de Amadeu Roberto Garrido de Paula,” in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/12/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/12/22/o-fetiche-da-previdencia-artigo-de-amadeu-roberto-garrido-de-paula/. %5BCC BY-NC-SA 3.0]

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O custo ambiental de comer carne | Portal EcoDebate

O custo ambiental de comer carnePublicado em julho 18, 2016 por RedaçãoTags: alimentação, danos ambientaisFacebookTwitterGoogle+LinkedInWhatsAppGoogle GmailYahoo MailPrintFriendlyCompartilhar  Na medida em que as ciências ambientais avançam, é cada vez mais evidente que o apetite humano por carne animal agrava a maioria dos problemas ambientais, como o desmatamento, a erosão, a escassez de água potável, a contaminação atmosférica e da água, a mudança climática e a perda de biodiversidade, a injustiça social, a desestabilização das comunidades e a expansão das doenças”.O artigo foi publicado por Mundo Nuevo e reproduzido por Rebelión, 15-07-2016. A tradução é do Cepat.Eis o artigo.Gostemos ou não, comer carne é um problema para todos no planeta.Pergunte se comer carne é um assunto de preocupação pública e verá que a maioria das pessoas fica surpresa. Comer ou não carne (ou o quanto) é um tema pessoal, dirão. Talvez haja algumas implicações para o seu coração, especialmente se você tem sobrepeso. No entanto, não é um tema público importante que se espera que os candidatos à Presidência ou o parlamento abordem, como a educação, a economia e a saúde da população.Inclusive, se você é um dos poucos que reconhecem que comer carne tem importantes implicações ambientais, estas podem parecer relativamente pequenas. Sim, houve relatórios sobre a derrubada da mata tropical para favorecer os latifundiários, e as pastagens nativas estão sendo destruídas pela pecuária. Mas, até pouco tempo, poucos ambientalistas tinham apontado que comer carne tem a mesma importância que os assuntos abordados pelo Greenpeace ou Amigos da Terra.Na medida em que as ciências ambientais avançam, é cada vez mais evidente que o apetite humano por carne animal agrava a maioria dos problemas ambientais, como o desmatamento, a erosão, a escassez de água potável, a contaminação atmosférica e da água, a mudança climática e a perda de biodiversidade, a injustiça social, a desestabilização das comunidades e a expansão das doenças.Como é que um tema aparentemente pequeno como o consumo individual de carne passou tão rapidamente das margens da discussão sobre a sustentabilidade ao centro do debate? Em primeiro lugar, porque o consumo de carne per capita mais do que duplicou no último meio século, apesar do aumento da população mundial. Por conseguinte, a demanda de carne se multiplicou por cinco. O que aumentou a pressão sobre a disponibilidade de água, terras, pastos, fertilizantes, energia, a capacidade de tratamento de resíduos (nitratos), e a maior parte dos limitados recursos do planeta.DesmatamentoO desmatamento foi o primeiro dano ambiental importante causado pelo desenvolvimento da civilização. Grandes superfícies de matas foram cortadas para dedicá-las à agricultura, que incluía a domesticação tanto de plantas comestíveis como de animais. Os animais domésticos requerem muito mais superfícies que as plantações para produzir a mesma quantidade de calorias, mas isso não importou realmente durante os 10.000 anos em que sempre existiram mais terras para descobrir e expropriar. Em 1990, no entanto, o Programa de Fome no mundo, da Brown University, calculou que as plantações mundiais, se fossem distribuídas equitativamente e sem destinar uma porcentagem importante ao gado, poderiam fornecer uma dieta vegetariana para 6 bilhões de pessoas, ao passo que uma dieta abundante em carne, como a dos moradores dos países ricos, podia alimentar somente 2,6 bilhões.Em outras palavras, com uma população atual de 6,4 bilhões, isso quer dizer que já padecemos de um déficit de terras, agravado pela sobre-exploração pesqueira dos oceanos, que estão sendo rapidamente arruinados. A curto prazo, a única maneira de alimentar toda a população mundial, se continuarmos comendo carne na mesma porcentagem ou se a população mundial continuar crescendo ao ritmo previsto (8,9 bilhões em 2050), é derrubar mais matas. A partir de agora, a questão se obtemos nossas proteínas de calorias de animais ou de plantas tem implicações diretas sobre a quantidade de mata restante que precisamos arrasar.Na América Central, 40% das matas tropicais foram cortadas ou queimadas nos últimos 40 anos, principalmente para pastagens do gado para o mercado de exportação, muitas vezes para a carne dos hambúrgueres dos Estados Unidos. A carne é muito cara para os pobres nos países exportadores de carne, mas, no entanto, em muitos casos, os pastos para o gado substituíram as formas de agricultura tradicional muito produtivas.Os relatórios do Center for International Forestry Research destacam que o rápido crescimento nas vendas de carne bovina brasileira acelerou a destruição da mata tropical da Amazônia.A destruição das campinas foi acelerada com a expansão das manadas de animais domesticados, e o meio ambiente no qual viviam os animais selvagens como bisontes e antílopes foi pisoteado e replantado com monoculturas de plantas forrageiras para o gado.As reservas de água doceA água doce, da mesma maneira q

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Royalties pelo uso de transgênicos, artigo de Roberto Naime | Portal EcoDebate

Royalties pelo uso de transgênicos, artigo de Roberto NaimePublicado em abril 8, 2016 por RedaçãoTags: transgênicosFacebookTwitterGoogle+LinkedInWhatsAppEmailPrintFriendlyCompartilhar  [EcoDebate]
O que mais impressiona nos transgênicos é a capacidade de gestão e de convencimento demonstrada pelas empresas. Mesmo com menor produção, com maior uso de agrotóxicos e com riscos desconhecidos, os agricultores ainda acham boa alternativa pagar royalties pelas sementes.Transgênicos são alimentos modificados geneticamente, com a alteração do código genético. São inseridos no organismos genes proveniente de outro. Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes como inserção de um gene de um vírus em uma planta. O procedimento pode ser realizado com plantas, animais e micro-organismos.Qualquer inovação tecnológica tem como estimulação, os benefícios que podem ser gerados. Embora possam ter trajetória tão diferenciada quanto são as intenções e predisposições de toda humanidade.Assim, todos os procedimentos merecem isenção e avaliações em cada caso, e não condenações gerais de qualquer natureza, que respondam a anseios dogmáticos ou políticos.Conforme já se referiu, mesmo que não se apregoe qualquer restrição às evoluções científicas que inegavelmente são representadas por incrementos na transgenia ou por aprimoramentos de moléculas na indústria química, não custa nada prevenir a todas as partes interessadas que é preciso ter um pouco de humildade.Procedimentos que podem até interferir na seleção natural, são temerários, sem compreender todas as relações implícitas ou explícitas, e não lineares ou cartesianas da homeostase dos ecossistemas.Logo parece um pouco pretensioso na atual fase de conhecimentos da civilização humana, implementar estes incrementos sem considerar os princípios de precaução e sem mobilizar tentativas mais sistêmicas e holísticas de se apropriar da realidade.As espécies transgênicas são protegidas por patentes, o que significa que o agricultor que decidir utilizá-las, terá de pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. A consequência mais imediata será o aumento da dependência do agricultor das empresas transnacionais do setor.Isto por que, por regra contratual, o agricultor não pode utilizar as sementes do plantio anterior, assim terá que comprar as sementes transgênicas a cada safra. Além disso, é muito difícil o agricultor “se livrar” totalmente das plantas transgênicas, o que pode ocorrer com qualquer plantação, já que, caso ele não queira mais plantá-las, a chance de ainda nascer uma planta transgênica na plantação convencional existe. Caso isso ocorra, ele poderá ser compelido a pagar uma multa e mais royalties.Além disso, existe o risco da contaminação. A contaminação pode ocorrer por meio de insetos ou até mesmo por meio do vento. É o caso do milho. Assim, se não existir um espaçamento adequado entre as lavouras transgênicas e convencionais, a contaminação pode ocorrer, pegando de surpresa o agricultor no momento da venda. Ocorre com freqüência a perda de contrato desses agricultores, já que o comprador estava interessado em um produto não transgênico.Quando se insere um gene de um ser em outro, novos compostos podem ser formados nesse organismo, como proteínas e aminoácidos. Se este organismo modificado geneticamente for um alimento, seu consumo pode provocar alergias em parcelas significativas da população, por causa dessas novas substâncias.No Instituto de Nutrição de York, Inglaterra, em 1999, uma pesquisa constatou o aumento de 50% na alergia a produtos à base de soja, afirmando que o resultado poderia ser atribuído ao consumo de soja geneticamente modificada.Outra preocupação é que se o gene de uma espécie que provoca alergia em algumas pessoas for usado para criar um produto transgênico, esse novo produto também pode causar alergias, porque há uma transferência das características daquela espécie. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos: reações em pessoas alérgicas impediram a comercialização de uma soja que possuía gene de castanha-do-pará, que é um famoso alergênico.Para se certificar de que a modificação genética “deu certo”, os cientistas inserem genes (chamados marcadores) de bactérias resistentes a antibióticos. Isso pode provocar o aumento da resistência a antibióticos nos seres humanos que ingerem esses alimentos. Em outras palavras, pode reduzir ou anular a eficácia dos remédios à base de antibióticos, o que é uma séria ameaça à saúde pública.Existem plantas e micróbios que possuem substâncias tóxicas para se defender de seus inimigos naturais, os insetos, por exemplo. Na maioria das vezes, não fazem mal ao ser humano. No entanto, se o gene de uma dessas plantas ou de um desses micróbios for inserido em um alimento, é possível que o nível dessas toxinas aumente muito, causando mal às pessoas, aos insetos benéficos e aos outros animais.Isto já foi constatado com o milho transgênico “Bt”, que pode matar lagartas de uma espécie de

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Governo do Estado reconhece oficialmente o APL de Tecnologia da Informação e Comunicação de Itajubá – Unidade de Inteligência Empresarial

março 30Governo do Estado reconhece oficialmente o APL de Tecnologia da Informação e Comunicação de Itajubápor  Vinícius Oliveira Dias  em 30/03/2016 09:22Categoria: Economia; PolíticaSecretário Altamir Rôso assinou, nesta terça-feira, documento oficial que atende a uma reivindicação das empresas de tecnologia da regiãoO Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), oficializou, nesta terça-feira (29/3), na Cidade Administrativa, o reconhecimento das empresas de tecnologia de Itajubá, no Sul de Minas, como novo Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação (APL de TIC).A reivindicação, que havia sido liderada pela Prefeitura de Itajubá, foi representada, neste encontro, pelo secretário municipal de Ciência, Tecnologia, Indústria e Comércio, Rodrigo Sampaio Melo. Ele recebeu o documento das mãos do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Altamir Rôso. Entre os diversos benefícios para as empresas que integram o novo APL está o crédito subsidiado pela Caixa Econômica Federal (CEF).A Sede coordena o Núcleo Gestor de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais de Minas Gerais (NGAPL), que tem o objetivo de articular as ações governamentais, visando ao apoio integrado aos APLs, de acordo com as diretrizes da Política Estadual de Apoio aos Arranjos Produtivos Locais. Dentre outras responsabilidades, cabe ao Núcleo Gestor o reconhecimento dos APLs no estado. Segundo o coordenador do núcleo, Fernando Passalio, o esforço de Itajubá começou em maio do ano passado, quando o prefeito Imar Martinez Riera procurou a Sede com essa demanda de transformação do polo de empresas em APL.  Apoio às atividadesNa ocasião, o secretário Altamir Rôso pediu ao NGAPL que avaliasse a reivindicação de Itajubá e averiguasse se ela cumpria o que determina a legislação estadual dos APLs. Durante esse tempo, houve farta troca de informações do governo estadual com a prefeitura e o polo de empresas. Ao ter acesso aos dados necessários, a Sede concluiu que Itajubá reunia todas as condições para se transformar em Arranjo Produtivo Local de Tecnologia da Informação e Comunicação (APL de TIC).Altamir Rôso disse que o Estado trabalha para fortalecer as diversas atividades que geram emprego e renda e  reforçou que Itajubá é uma potência no desenvolvimento de novas tecnologias, o que é fundamental para que Minas Gerais avance na tão sonhada diversificação econômica. Lembrou, ainda, ao secretário municipal Rodrigo Sampaio Melo,  que é preciso que a governança do Arranjo Produtivo Local faça imediatamente o Plano de Negócios para levá-lo à CEF para ser aprovado. A partir daí as empresas terão acesso à linha especial de crédito para os APLs.Força regionalAlém da densidade empresarial da microrregião de Itajubá, com 62 estabelecimentos (RAIS 2014) que geram 972 postos de trabalho, existem outros aspectos que demostraram a capacidade do novo APL. Destaque para as instituições de apoio, como: Universidade Federal de Itajubá; Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Itajubá (ACIEI); Rede de Empresas de Tecnologia, Inovação e Conhecimento (RETIC); Rede Mineira de Inovação; Sindicato Local das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simmei); instituições de pesquisa e tecnologia, como a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica; Parque Científico e Tecnológico de Itajubá (PCTI) PCTI; Governo de Minas Gerais; Prefeitura de Itajubá; Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg); Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); e bancos de fomento.Arranjo Produtivo LocalConforme a legislação mineira, os APLs são identificados pela concentração espacial de empresas de um determinado setor da atividade produtiva, que se caracteriza principalmente pela intensidade das relações comerciais e de cooperação intra-aglomeração, com o ambiente institucional voltado para dar suporte ao seu desenvolvimento.Com o novo APL reconhecido pela Sede, Minas Gerais passa a contar com 38 arranjos produtivos locais. Entre eles estão o APL de Eletroeletrônicos de Santa Rita do Sapucaí, APL de Móveis de Ubá, e o APL de Calçados de Nova Serrana. Agência Minas​

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A ‘arte’ da sonegação, artigo de Osvaldo Bertolino | Portal EcoDebate

A ‘arte’ da sonegação, artigo de Osvaldo BertolinoPublicado em março 30, 2016 por RedaçãoTags: economia, sociedade 0 0  0  [EcoDebate] Antes de tudo, é preciso definir o conceito de corrupção. Parece certo pensá-la, em poucas palavras, como compra e venda de favores ilícitos. Qualquer pessoa que rompa com a lógica da sua função para favorecer determinado interesse, visando alguma forma de benefício, pode ser considerada um corrupto. E a pessoa, física ou jurídica, que comprar tais favores pode ser considerada corruptora.Analisar a corrupção no Brasil tendo essa definição como premissa é ter a certeza de que Os corruptos de peso normalmente são pessoas que entregam seu dinheiro apenas para instituições bancárias muito bem enfronhadas nas malandragens do mundo financeiro. Se não fosse assim, já teriam perdido tudo ou grande parte do que possuem.Os departamentos de private banking das mais conhecidas instituições financeiras do Brasil recrutam profissionais com a tarefa exclusiva de atender a esse seleto público — essa categoria de pessoas, os chamados high net worth clients (HNWC), só aceita conselhos de consultores que consideram do seu próprio nível. E são mestres na arte da sonegação de impostos.A universalização da malandragem nessa área mostra uma outra face perversa do Brasil. Estima-se que do total de contribuintes mais endinheirados a quantidade que declara sua renda deve representar entre 40% e 50%. Quando o ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel, depôs na CPI dos Bancos, ele revelou números estarrecedores. Das 530 maiores empresas do país, metade não paga Imposto de Renda (IR).O mesmo ocorre com os bancos. Das 66 maiores instituições financeiras, 42% não recolhem IR. A Receita tinha, na ocasião, R$115 bilhões a receber em impostos devidos pelas empresas que não foram pagos por causa do que Maciel chamou de “indústria de liminares”. No sistema financeiro, 34% dos débitos reconhecidos com a Receita estavam com o pagamento suspenso por causa de liminares.Em 1999, as empresas deixaram de pagar cerca de R$12 bilhões em impostos nos últimos cinco anos decorridos até ali, dos quais R$3,5 bilhões seriam devidos pelos bancos. O motivo: a Lei 8200, de 1991, permitiu a correção monetária das despesas nos balanços, mas não fez o mesmo com as receitas. Boa parte dos dólares aplicados por investidores estrangeiros no país seria de brasileiros.O dinheiro, depositado em paraísos fiscais, retorna ao país sob a forma de investimento em ações e em aplicações de renda fixa, sem identificação do titular da conta, e sai sem pagar imposto algum. As empresas estrangeiras registram o capital que investem no país como empréstimos feitos pela matriz para poder remeter os juros às matrizes sem pagar IR.]Sonegar virou uma vantagem “competitiva” no Brasil. As empresas que atuam na legalidade são obrigadas a enfrentar concorrentes que, por não pagarem ou pagarem muito pouco imposto, podem praticar preços mais baixos e se beneficiar de margens de lucros mais elevadas. Diante desse quadro, não é difícil imaginar quem se beneficia da universalização da malandragem e quem paga por isso.Osvaldo Bertolino é jornalista, o texto foi produzido com o propósito de colaborar com a campanha “O que você tem a dizer sobre corrupção?”, promovida pela InformaMídia Comunicação. in EcoDebate, 30/03/2016″A ‘arte’ da sonegação, artigo de Osvaldo Bertolino,” in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 30/03/2016, http://www.ecodebate.com.br/2016/03/30/a-arte-da-sonegacao-artigo-de-osvaldo-bertolino/. %5BCC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . 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Faixas Salariais x Classe Social – Qual a sua classe social?

Conheça a sua classe social segundo os critérios da ABEP (Critério Brasil) e do IBGE e veja a pirâmide de renda no Brasil.

Fonte: Faixas Salariais x Classe Social – Qual a sua classe social?

Declínio do império americano e populismo nas eleições dos Estados Unidos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

Declínio do império americano e populismo nas eleições dos Estados Unidos, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesPublicado em fevereiro 24, 2016 por RedaçãoTags: economia, modelo de desenvolvimento, política 4 2  4  [EcoDebate] O declínio do poderio da economia dos Estados Unidos da América (EUA) é um fato incontestável. Segundo dados do FMI, a percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) americano no PIB mundial caiu de 23% em 1980, para pouco acima de 15% em 2015, devendo ficar abaixo de 15% em 2020. A cada ano o peso da influência da economia americana fica menor. Os pessimistas dizem que a continuidade deste processo é irreversível e inevitável e significa o declínio contínuo do império americano. Os otimistas dizem que este processo é natural e até positivo, pois outros países passam a ter responsabilidades com a economia internacional e passam a dividir as responsabilidades globais.O fato é que a economia dos EUA tem tido um desempenho abaixo da média mundial e esta tendência vem se agravando nas últimas décadas, devendo ser a marca dominante no século XXI. Há vários economistas de renome, como Robert Gordon e Larry Summers que falam em estagnação secular. Ou seja, a prevalência de baixas taxas de crescimento econômico no século XXI será o novo normal e o baixo crescimento da renda per capita deverá inviabilizar o processo de mobilidade social ascendente que prevaleceu no passado. E o pior, o crescimento da desigualdade faz com que a parcela do 1% mais rico do país aumente sua parcela de riqueza, enquanto diminui a parcela dos 99% da população. Assim, os EUA podem ser caracterizados como uma potência mundial decadente e com problemas sociais crescentes.A tendência à estagnação secular fica claro no gráfico abaixo (Tverberg, 2016). Na década de 1950 o PIB americano crescia em média em torno de 5% ao ano, caindo para 3% na média anual, entre os anos de 1970 e 2000 e encontrando-se em torno de 2% ao ano nas duas primeiras décadas do século XXI. Há sinais que o ritmo vai diminuir mais ainda no médio e longo prazo devido aos ventos contrários, apontados por Gordon (2016): 1) aumento das desigualdades sociais, 2) educação deteriorada; 3) degradação ambiental; 4) maior competição provocada pela globalização; 5) envelhecimento populacional; e 6) o peso dos déficits e do endividamento privado e público.  A dívida pública líquida dos EUA estava em torno de 40% do PIB na década de 1930 e disparou durante a Segunda Guerra, ultrapassando 100% do PIB. Com a prevalência da hegemonia americana no mundo e o alto crescimento a dívida caiu para níveis muito baixos (menos de 30% do PIB) até o final dos anos 1970. No governo Ronald Reagan (e depois George Bush pai) houve aumento dos gastos militares e redução dos impostos dos ricos, fazendo a dívida aumentar rapidamente. Mas com o fim da Guerra Fria e o fim da URSS, os gastos militares diminuíram no governo Bill Clinton e a percentagem da dívida como proporção do PIB também diminuiu. Contudo, no governo George Bush filho o percentual da dívida aumentou rapidamente e disparou no governo Barack Obama, devido às medidas adotadas para estimular a economia.Em fevereiro de 2016, a dívida pública em poder do público era de US$ 13,6 trilhões (cerca de 75% do PIB), mas a dívida pública bruta atingiu US$ 19 trilhões (104% do PIB). A perspectiva é de aumento da dívida, pois o orçamento é estruturalmente deficitário. Desta forma, a solvência do governo central está constantemente em questão e o Congresso está sempre querendo fazer cumprir a obrigação de manter a dívida abaixo de um valor fixado por lei. Neste ambiente, qualquer proposta para aumentar impostos e aumentar gastos se torna um tema politicamente explosivo. Dificilmente um presidente, qualquer que seja a ideologia, conseguirá aumentar os gastos do governo, nem por uma causa justa.  O enorme endividamento publico nos anos 2000 não teve o efeito de acelerar as taxas de crescimento do PIB, como vimos nas figuras anteriores. O gráfico abaixo mostra que o crescimento do PIB nominal dos EUA aumentou 1.700% entre 1970 e 2015, mas a dívida aumentou mais do dobro (3.900%). A economia real cresce pouco, mas a dívida cresce muito. Diversos analistas mostram que a economia americana sobrevive em função do endividamento e de uma bolha de crédito. Este caminho é insustentável. Mais cedo ou mais tarde a bolha vai estourar e a economia vai entrar em recessão, agravando os problemas sociais.  O início de 2016 foi marcado pela volatilidade do mercado de capitais. O “Mercado Urso” é um termo utilizado pelos analistas financeiros para descrever tendência de baixa, geralmente com perdas acima de 20% a partir do pico. Na crise atual, a tendência de baixa começou nas ações do setor de energia (principalmente petróleo), depois nas atividades extrativistas e atingiu o setor bancário, abalado pela possibilidade ampliação de juros negativos, como adotado no Japão. O desce e sobe vai continuar.  A balança comercial americana que era equilibrada até 1975

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