ONU-Habitat publica versão em português de Diretrizes Internacionais sobre planejamento urbano | Portal EcoDebate

ONU-Habitat publica versão em português de Diretrizes Internacionais sobre planejamento urbanoPublicado em março 30, 2016 por RedaçãoTags: políticas públicas, urbanização 2 2  1 Documento contém recomendações para o aprimoramento de políticas urbanas e territoriais. Segundo o ONU-Habitat, o planejamento inadequado contribui para o surgimento de favelas e para a segregação e desigualdade social; acesse aqui as Diretrizes em português. Rocinha, RJ. Proliferação das favelas e limitação do acesso a serviços básicos são apontados pelo ONU-Habitat como consequências do planejamento urbano inadequado. Foto: EBC / Chensiyuan / CreativeCommonsO Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) publicou no mês de março a versão em português das suas Diretrizes Internacionais para Planejamento Urbano e Territorial.O documento contém orientações para o desenvolvimento de políticas adequadas e abrangentes, que levem em consideração os vínculos entre o planejamento urbano e territorial e áreas como o desenvolvimento socioeconômico sustentável, o meio ambiente e a governança.Acesse a versão em português das Diretrizes Internacionais aqui.Segundo o ONU-Habitat, planos e projetos urbanos inapropriados levam à distribuição espacial inadequada de pessoas e atividades, contribuindo para a proliferação das favelas, o aumento dos congestionamentos, a segregação e desigualdade social, a degradação ambiental e a limitação do acesso a serviços básicos.Com as Diretrizes, o Programa da ONU oferece um conjunto de referências para a reforma e concepção de políticas urbanas. As recomendações foram elaboradas com base em experiências nacionais e locais, das quais foram extraídos princípios universalmente aplicáveis e adaptáveis a diferentes contextos.O documento considera que o planejamento urbano e territorial é “uma pré-condição para uma qualidade de vida melhor e processos bem-sucedidos de globalização que respeitem patrimônios e diversidade cultural”.Para o ONU-Habitat, a concepção de projetos para cidades e territórios não se reduz apenas a ferramentas técnicas. De acordo com a agência da ONU, trata-se de um verdadeiro processo de tomada de decisões, que lida com interesses competitivos e está associado a estratégias de desenvolvimento.Além de divisões temáticas, as recomendações das Diretrizes estão segmentadas também segundo as responsabilidades e possíveis contribuições de grupos específicos, como os diferentes níveis de governo, as organizações da sociedade civil e os profissionais de planejamento.Da ONU Brasil, in EcoDebate, 30/03/2016 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

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Oded, o brasileiro, artigo de Montserrat Martins | Portal EcoDebate

Oded, o brasileiro, artigo de Montserrat MartinsPublicado em janeiro 25, 2016 por RedaçãoTags: políticas públicas, sociedade 0 0  0  [EcoDebate] “Na Suécia existem escolas particulares mas as pessoas vão para as públicas mesmo porque são de qualidade”, conta Oded Grajew, um dos criadores do Fórum Social Mundial e do Programa Cidades Sustentáveis (PCS). A história e as contribuições de Oded merecem ser conhecidas por todos, mostrando como se pode ser útil ao país e a melhorar os governos, sem participar de partidos políticos.Porto Alegre, São Paulo e mais 40 cidades já aprovaram uma lei orgânica que estabelece a apresentação do Plano de Metas pelo Prefeito eleito, no prazo de 90 dias após a posse, incluindo ali as promessas de campanha. Esse plano deve quantificar as metas, de modo a que todos possam acompanhar sua evolução. Assim a avaliação dos prefeitos sai do terreno da mera subjetividade, se são “simpáticos” e sorridentes ou não, passando para a esfera de suas ações. Isso eleva o nível do debate político.Para que todo o país pratique isso, estão no Congresso Nacional a PEC 10/11 e a PEC 52/11. Estabelecem que o governo federal, os estaduais e os municipais são obrigados a ter Plano de Metas, com transparência em sua divulgação de modo que os eleitores possam acompanhar como está evoluindo o seu cumprimento.Esses planos devem incluir critérios como desenvolvimento sustentável, inclusão social e respeito aos direitos humanos, além dos temas mais conhecidos como saúde, educação, segurança, mobilidade urbana.A realidade não muda magicamente com aprovação de leis, mas a sua importância é didática. Ao invés de discutir “belezas” dos candidatos, os debates passam a ser pautados por critérios mais objetivos e sob o controle da população que desejar se informar a respeito. Foi com essa motivação que Oded e parceiros do PCS propuseram as PEC das Metas, para mudar nossa cultura política e da administração pública.No Brasil temos uma tradição política autoritária, impositiva, que vem dos tempos do Império e das Capitanias Hereditárias, passa pela República decretada por presidentes militares, se consolida com o Estado Novo de Getúlio e, por fim, com a Ditadura Militar dos anos 60 a 80. Não é à toa que os brasileiros esperam leis mais duras e punitivas como panacéia para solução dos problemas sociais.A PEC 10, ao contrário, não estabelece punições pois Oded entende que seu caráter é pedagógico. Com sua sabedoria sueca (embora nascido em Tel Aviv), ele não quer “judicializar” a política, quer os debates entre a população e não nos Tribunais.Nos falta um nível mais elevado de debates e os Planos de Metas proporcionam isso, de modo objetivo, sem sensacionalismos. Oded parece “muito europeu” para ser brasileiro, mas sua vida profissional (de empresário) e social é toda no Brasil. Uma propaganda dizia que o brasileiro “não desiste nunca” e isso é a cara do Oded.Montserrat Martins, Colunista do Portal EcoDebate, é médico psiquiatra, bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais e presidente do IGS – Instituto Gaúcho da Sustentabilidade. in EcoDebate, 25/01/2016″Oded, o brasileiro, artigo de Montserrat Martins,” in Portal EcoDebate, 25/01/2016, http://www.ecodebate.com.br/2016/01/25/oded-o-brasileiro-artigo-de-montserrat-martins/. %5BCC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à Ecodebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . 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Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.Os nossos leitores gostaram igualmente deOEA pede informações sobre violações de direitos humanos em Belo MonteDanos dos agrotóxicos ao meio ambiente, artigo de Roberto NaimeExemplo dos japoneses, artigo de Roberto NaimeMetais tóxicos e suas conseqüências para a saúde humana, artigo de Frederico LoboDeus não tem religião e ‘Cristo não veio para criar cristãos’, artigo de Gilmar PassosDilma veta energias renováveis não hidráulicas no Plano Plurianual 2016-2019‘Eucalipto transgênico representa um risco à saúde pública’, por Nagib NassarAté 2030 planeta pode enfrentar déficit de água de até 40%, alerta relatório da ONUExpansão da maior mina de ouro do país assusta moradores de Paracatu11 fato

Fonte: Oded, o brasileiro, artigo de Montserrat Martins | Portal EcoDebate

DESPERDÍCIO GLOBAL

Desperdício global de alimentos representa perdas de quase dois bilhões de euros

Publicado em setembro 24, 2014 por Redação

Tags: desperdício, desperdício de alimentos, economia

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desperdício de alimentos

A perda e o desperdício de alimentos é a redução, ao longo de toda a cadeia alimentar (desde a produção até o consumo) e devido a qualquer causa, da quantidade de alimentos que em princípio estava prevista para ser destinada ao consumo humano. Estas perdas chegam a 1,3 milhão de toneladas métricas ao ano.

A reportagem está publicada no sítio Derecho a la Alimentación, 22-09-2014. A tradução é de André Langer.

A principal diferença entre perda e desperdício está nas causas: o desperdício se dá por uma decisão nossa, voluntária, enquanto que as perdas não. Normalmente, as perdas concentram-se nas primeiras fases da cadeia alimentar, e o desperdício nas últimas, ao nível dos consumidores finais.

Na Europa, o total de perdas e desperdício de alimentos é de cerca de 280 quilos por pessoa/ano, dos quais, quase 100 quilos são desperdício que se produz ao nível dos consumidores. No entanto, na África Subsaariana, o total de perdas e desperdício de alimentos é de cerca de 170 quilos por pessoa/ano, mas, desses, apenas sete quilos correspondem a desperdícios ao nível de consumidores.

Que consequências tem o desperdício de alimentos?

As perdas e os desperdícios de alimentos têm impactos negativos em diferentes âmbitos (no econômico, no social e no ambiental) e em diferentes níveis (desde o nível doméstico até o mundo globalizado).

No nível micro, estas perdas implicam que os lares gastam maior porcentagem de recursos em alimentos que depois não são consumidos e aumentam o lixo, o que produz uma maior contaminação e aumenta de forma desnecessária as emissões de gases de efeito estufa.

Ao longo da cadeia alimentar, isto supõe uma ineficiência maior (gastamos mais alimentos para nos alimentar), uma produtividade menor e uma maior complexidade da gestão do lixo.

No nível global, estas perdas e desperdícios traduzem-se em aumento dos preços dos alimentos; este aumento agrava a situação das famílias mais pobres, aquelas que têm que dedicar até 80% dos seus ingressos simplesmente para se alimentarem; pessoas que, com preços mais altos, veem-se expostas à fome. Além disso, aumenta-se de forma desnecessária a pressão sobre os recursos naturais e contribui-se para a mudança climática, fazendo com que o sistema alimentar em nível global seja cada vez mais insustentável.

Por que se produzem estas perdas e desperdícios de alimentos?

Quando se analisa as causas podemos ver que estas afetam momentos da cadeia alimentar muito diferentes e diversos níveis, desde o micro até o estrutural: as causas relacionadas ao nível micro estão relacionadas com ações ou omissões ao nível individual, ao passo que as causas estruturais ou sistemáticas estão relacionadas com o mau funcionamento do sistema alimentar, deficiências institucionais ou condicionamentos políticos.

Há causas que operam no início da cadeia alimentar anterior inclusive à colheita, como podem ser práticas agronômicas inadequadas, fatores ambientais, má escolha dos cultivos de acordo com as condições do terreno, etc. Às vezes, a produção fica sem ser colhida e é desperdiçada ainda no campo porque não cumpre determinados padrões exigidos pelo mercado ou devido a que os preços na época da colheita são tão baixos que não vale a pena nem fazer a colheita. Outras vezes as perdas se dão durante a colheita e primeira manipulação, devido a técnicas inadequadas, à falta de meios inadequados, à carência de locais de armazenamento, etc. Também há descarte de alimentos que, mesmo sendo adequados para o consumo humano, não cumprem os padrões “estéticos” impostos pelo mercado.

Algumas perdas de alimentos – especialmente em países em desenvolvimento – acontecem porque não se conta com instalações de armazenamento e conservação adequadas, especialmente para aqueles produtos que requerem refrigeração, ou porque as condições de transporte são deficientes (estradas em péssimas condições, veículos inadequados…).

Nos países em desenvolvimento, as perdas de frutas e hortaliças devidas às deficiências nas infra-estruturas de armazenamento e transporte oscilam entre 35% e 50%.

(EcoDebate, 24/09/2014) publicado pela IHU On-line, parceira editorial do EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

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Energia Solar

Energia solar pode reduzir consumo de energia elétrica em até 17% nos horários de pico

Publicado em julho 28, 2011 por HC

Tags: energiaenergia solar

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O Brasil tem a matriz energética mais limpa do mundo. E esse padrão deve ser mantido, mesmo com o desenvolvimento econômico previsto para os próximos anos. Para isso, o Governo Federal incentiva projetos de energia solar para aquecimento da água, aproveitamento dos ventos, da biomassa e das ondas do mar.

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