PDCA: Entenda o que é e como funciona

Planejar, executar, verificar e agir: entenda de que forma empresas e consultorias usam a fórmula para resolver seus problemas Em nosso cotidiano – tanto pessoal como profissional – somos frequentemente desafiados a criar fórmulas para solucionar os problemas que aparecem. Com as empresas, não é diferente.O PDCA é uma dessas fórmulas, e foi disseminada no Brasil pela consultoria de gestão FALCONI – hoje uma gigante com cerca de 600 consultores e mais de 30 anos de atuação, somando milhares de projetos realizado em empresas privadas e órgãos do governo.O método é usado para avaliar se os seus esforços estão realmente trazendo o resultado esperado – e, se não for esse o caso, corrigir o que for necessário. Portanto, para que ele funcione, é preciso saber o resultado que você espera.No estilo de gestão da Falconi, é aí que entram as metas: objetivos a serem alcançados com prazo e valor estabelecido. Assim, a meta deixa claro onde e quando você quer chegar. Escolher as metas para um projeto, uma empresa, ou mesmo suas metas pessoais, não é uma tarefa simples – exige dedicação e análise cuidadosa do que já foi feito no passado. As metas, quando bem definidas, devem ser:Desafiadoras: Demandam conhecimentos novos e aumentam a complexidade dos desafios anteriores.Viáveis: Devem ser estabelecidas para ser atingidas, e é preciso acreditar que realmente é possível alcançá-las. Não devem ser estabelecidas com exagero, como um norte impossível.Sustentáveis: Analisadas com base em fatos e dados, e atingidas de forma que garanta que os resultados vão se manter.As metas também devem ser mensuráveis e possíveis de ser acompanhadas: “Você não controla (e nem melhora) aquilo que não pode medir” é um dos mantras da consultoria, emprestado de Peter Ducker.Alguns exemplos de metas estabelecidas em empresas e organizações do governo: aumentar 6% o EBITDA, reduzir em 90% nossa taxa de erros de produtos enviados, melhorar em 15% o índice de aprendizagem dos alunos do ensino básico.A partir daí, o método PDCA vai ajudar a indicar qual o melhor caminho para atingir essas metas, e realizar os ajustes de rumo necessários conforme ele vai sendo percorrido.A história do métodoAcrônimo para Plan (planejar), Do (executar), Check (verificar) and Act (agir), em inglês, o método remete à obra do filósofo francês René Descartes, Discurso do Método, de 1637. “Naquela época, a motivação de Descartes era descobrir uma forma de condução científica do pensamento humano em busca da verdade. Essa é a origem fundamental do PDCA, um método cartesiano de resolver problemas”, explica um consultor ouvido pelo Na Prática.Dentro do ambiente corporativo, o método PDCA tornou-se popular através de um estatístico americano chamado Edward Deming: no início da década de 1950, após a Segunda Guerra, o governo japonês convidou Deming a ajudar o país na reconstrução industrial no cenário do pós-guerra.Com a aplicação das técnicas de Deming, o Japão se tornou uma potência industrial e um case histórico de produtividade – e foi de lá que o mineiro Vicente Falconi, fundador da consultoria que leva seu nome, trouxe essas ideias.A grande razão de ser do PDCA é a resolução de problemas: ele é um passo a passo para o alcance de metas. Segundo consultores da FALCONI, o método pode ser aplicado a qualquer tipo de problema, inclusive em em situações da vida pessoal, e é base fundamental dos processos de gestão de qualquer tipo de organização.Assista ao bate-papo do Na Prática com o professor Vicente FalconiComo funciona o PDCANa prática, o método segue a sequência das quatro letras. Primeiro, como já explicamos, é necessário identificar um problema e traçar uma meta para sua resolução, com prazo definido para se chegar ao resultado esperado. A partir daí entra em jogo o acrônimo:Plan: Analisar e planejar as ações que vão ajudar a chegar mais perto da meta, e sempre que possível definir um resultado esperado para cada uma dessas açõesDo: Executar o plano de ação definido na etapa anteriorCheck: Verificar e analisar os resultadosAct: Por fim, incorporar aprendizados e agir para consertar possíveis falhas a partir do que está dando errado ou padronizar o que está dando certoColocando o PDCA em práticaNa parte do planejamento, é necessário dedicar tempo para analisar os dados do problema (histórico, frequência, etc) e refletir sobre quais seriam suas causas mais fundamentais, para poder pensar em ações que vão atuar sobre essas causas.Nesse momento, cabe o brainstorming tanto sobre causas como sobre ações para atacá-las. Porém, como um brainstorming acaba gerando um número grande de possibilidades, é preciso priorizar: Quais causas são as mais impactantes no problema? Quais ações podem trazer mais resultado?A partir daí, essas ações precisam ser colocadas em prática. De nada adianta um planejamento excelente se ele não for bem executado.Um dos pontos principais levantados pelos consultores é a necessidade de disciplina para cumprir o que foi previsto no plano de ação. Como já

Fonte: PDCA: Entenda o que é e como funciona

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FINANÇAS PARA MICRO E PEQUENAS EMPRESAS

FINANÇAS PARA MPE
José Márcio Lemos*
Quando as pessoas abordam o tema finanças, parece que se referem a algo muito estranho, distante do nosso dia a dia. Decorre daí o surgimento de dificuldades em relação a esse tema. Entender de finanças é simples, e esse conhecimento tem sido utilizado com sucesso por pessoas físicas e jurídicas. Para essas últimas, não importando o porte – micro, pequena, média ou grande -, posso afirmar que, quanto maior a organização, maior o grau de complexidade e necessidade de ferramentas de controle e planejamento.
A percepção de ignorância quanto a esse tema incomoda. Como medir os resultados? Quais indicadores devo utilizar? O resultado apurado é suficiente para promover o desenvolvimento do negócio e remunerar adequadamente os investidores? Essas dúvidas passam a fazer parte do cotidiano do empresário e limitam suas ações empreendedoras.
Como analista técnico das áreas de Gestão e Finanças no Sebrae-MG, tenho observado que o descaso com o manejo do dinheiro e a ausência de educação financeira no currículo escolar do ensino fundamental são os grandes obstáculos a serem superados nas próximas décadas. Hoje, o nosso trabalho na instituição vai além do imediatismo: nós não só levamos conhecimento para as reuniões com empreendedores, levamos também oportunidades de encontro, de troca de experiências e de alianças.
Nesse sentido, é importante levarmos em conta alguns aspectos para que haja uma compreensão acertada sobre a gestão financeira, inspirando os empreendedores em direção a um novo olhar:
– dinheiro é meio de troca;
– as finanças pessoais não se misturam com as finanças da empresa;
– negócio é investimento;
-controles financeiros são ferramentas, use-os;
– entenda o mercado, olhe mais;
– nunca gaste mais do que ganha;
– acompanhe os resultados mensalmente;
– entenda como o dinheiro entra e como ele sai de sua conta;
– estudar finanças é acompanhar o comportamento do dinheiro na linha do tempo;
– investimento faz-se com o lucro;
-implante controles financeiros e crie um painel de controle;
-utilize a tecnologia a seu favor;
– faça planejamentos;
– faça parcerias;
– toda empresa tem a “cara” do dono;
– descubra se o seu problema é de conhecimento ou de atitude.

As colocações acima parecem óbvias, mas não são. Elas dizem respeito à sua segurança financeira, são regras que funcionam e são praticadas pelos empreendedores de sucesso.
Após essas ponderações, convido os leitores a fazerem um autodiagnóstico quanto à sua relação com a gestão financeira. Para facilitar o processo, recomendo começar esse trabalho pela análise de suas finanças pessoais. Depois desse aprendizado, dê início ao processo em seu empreendimento, este é um caminho mais demorado, mas com resultados mais significativos, é conhecido como o “longo caminho curto”
Lembre-se: busque o conhecimento e pratique, procure ajuda, tenha objetivos, tenha sonhos.
*Analista Técnico das áreas de Gestão e Finanças