Natureza e externalidade, artigo de Roberto Naime – EcoDebate

Natureza e externalidade, artigo de Roberto NaimeArtigo by Redação – 2/03/20170Compartilhe   [EcoDebate] O economista Marcus Eduardo de Oliveira realiza interessante abordagem de como a economia clássica percebe o meio ambiente.Sob o manto do ensinamento tradicional, equivocadamente a economia como ciência, apenas encarou a natureza como fonte provedora e fossa ou sumidouro de recursos.Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica ou ortodoxa, o meio ambiente está “fora” do modelo convencional do sistema econômico.Não cabem críticas porque se torna importante a manutenção de humildade, mas não dá para considerar “normal”, esta forma desapropriação até os dias atuais. Assim nunca vai acontecer nada nos encontros internacionais de meio ambiente ou mudanças climáticas patrocinados pela Organização das Nações Unidas (ONU).Uma das mensagens centrais que vem da chamada “Economia Ecológica’ e diz que a economia como atividade é um sistema aberto que faz constantes interações com a natureza, recebendo material e energia, e entregando para a mesma resíduos, dejetos, água contaminada como efluente ou esgoto e poluição em geral.Na verdade, a isto se denomina ecossistema urbano. Importa água, energia e alimentos e devolve para a natureza esgotos e efluentes tratados ou não e energia dissipada.Para início de conversa, é oportuno destacar que todos os sistemas abertos, assim como na economia, precisam importar energia e matéria com quantidade e qualidade adequadas, e exportar os mesmos de forma dissipada, garantindo assim sua reprodução.A visão predominante fica restrita ao fato de que a economia concebe a natureza como mera provedora de recursos (“input”), além de ser receptáculo para os resíduos do processo produtivo (“output”), pontuando, desse modo, ser a economia como um sistema fechado, contrariando a visão inicialmente aqui colocada.Dessa maneira, na tradicional linguagem dos economistas, a natureza sempre foi vista e tratada como “externalidade”, uma vez que, aos olhos da escola neoclássica chamada de ortodoxa, o meio ambiente enquanto sistema ecológico como um todo, além dos recursos naturais, da poluição, da degradação das riquezas da natureza, da depleção ecossistêmica, está “fora” do modelo convencional do sistema econômico.Sendo tipificado apenas nos fluxos monetários em que somente são observadas as “trocas” ou consumo de bens e serviços contra pagamentos a fatores produtivos entre as famílias consumidoras e as empresas produtoras, ou provedoras, sem interação com o mundo biofísico, como se tudo isso acontecesse numa “caixa isolada”.Assim sendo, a economia convencional nunca se colocou à frente para responder, devida e corretamente, quanto se pode tirar de recursos da natureza e quanto se pode devolver de resíduos ao meio ambiente via processo econômico. Ou seja, via atividade econômico-produtiva traduzida em mais produção e mais consumo, transformação de recursos em resíduos e energia dissipada, chamada de maior entropia.Qual a escala produtiva ou as bases econômicas que o meio ambiente com seus fundamentos ecológicas, pode suportar.E qual é o limite, ou a fronteira da ação antrópica sobre a natureza, tendo em conta que, na atualidade, quando se sabe que 60% dos 24 principais serviços ecossistêmicos estão se esgotando, além de já estar se usando 30% a mais dos recursos do planeta.A falta de respostas está vinculada ao fato de que, durante mais de 170 anos, contados do início da formulação científica dos postulados básicos da economia, em 1776 por Adam Smith e David Ricardo, até os anos 1950. A ortodoxia econômica não enfrentou, ao menos como se esperava, as relações existentes entre natureza e sociedade, meio ambiente e economia. Ou sistema econômico e sistema ecológico.Contudo, a mudança de visão da problemática ambiental colocada aqui inicialmente passou a ocorrer com mais ênfase a partir do crescimento exponencial da atividade econômica global, após os anos 1950. Quando ajustado ao crescimento populacional que, na atualidade, a cada intervalo de 12 anos, “coloca” mais 1 bilhão de pessoas no planeta para consumir tudo, resultando em mais pressão sobre os recursos da natureza, evidenciando com isso, que há limites a serem determinados e respeitados.Ademais, já é de pleno domínio e conhecimento quase que geral que uma vez ultrapassado esse limite, o resultado é catastrófico pois vidas humanas e não humanas, habitats, fauna e flora são colocadas em situação de risco decorrente das alterações ambientais provocadas pela ação humana e pelo excessivo modo econômico de produção.Tal incidência resulta, sobremaneira, naquilo que já vem sendo amplamente discutido desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, ou seja, a ocorrência de gravíssimos problemas ambientais, dos quais o mais ilustrativo certamente é o aquecimento global, face às emissões de CO2, por exemplo.Emissão de CO2, é importante reiter

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60,8% dos consumidores não conseguem renegociar dívidas com os bancos, aponta pesquisa do Idec – EcoDebate

60,8% dos consumidores não conseguem renegociar dívidas com os bancos, aponta pesquisa do IdecNotícia by Redação – 31/01/20170Compartilhe  Levantamento revela os principais motivos que impedem a renegociação e os critérios dos bancos no tratamento dos consumidores endividados  Nesta segunda-feira (30), o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) divulgou pesquisa sobre as experiências dos consumidores em relação à renegociação de dívidas. O levantamento, realizado entre julho e setembro de 2016, contou com a participação de 1.815 internautas, e também mapeou os critérios dos bancos no tratamento dos clientes endividados. Foram consultadas as cinco instituições financeiras mais lembradas pelos consumidores como principais credores: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú.De acordo com a pesquisa, 53,6% dos participantes já tentaram renegociar uma dívida. Porém, deste total, apenas 39,2% tiveram sucesso. Mais de 60,8%, portanto, tentaram e não tiveram êxito. Os principais motivos de insucesso são: transferência do débito para outra empresa (29,1%); consumidor não consegue novo prazo para pagar (27,3%); e banco não renegocia dívidas cujo pagamento ainda não está em atraso (24,2%).Questionadas pelo Idec, as instituições não apresentaram respostas efetivas, principalmente sobre a transferência das dívidas para escritórios especializados em cobrança. Conforme explica a economista do Instituto e responsável pela pesquisa, Ione Amorim, “as respostas são genéricas e contrastam com o que dizem os consumidores”.Em estudos anteriores, o Idec já havia notado o estímulo e a banalização da oferta de crédito por parte dos bancos. Neste cenário, em vez de solucionar o problema, geram um novo ciclo de inadimplência. “Os frequentes acordos firmados com repactuação e alongamento da dívida, se apresenta como a única alternativa oferecida pelas instituições para solucionar o problema do endividamento”, afirma a economista.Com relação às políticas para o combate ao superendividamento dos clientes, todos os bancos disseram que adotam essa prática. Mas o Idec constatou durante a pesquisa que 46% dos consumidores não tiveram nenhum tipo de orientação a respeito. Apenas 0,7% mencionaram ter participado de oficinas promovidas pelas instituições sobre o assunto.Amorim aponta que faltam iniciativas neste sentido e também alternativas para a fase seguinte, no momento em que o endividamento já está consolidado. “Para o Idec, é imprescindível discutir o assunto e, inclusive, fomentar o debate sobre uma regulação que possibilite os consumidores formas mais eficientes para o tratamento de suas dívidas junto aos bancos”, finaliza.Fonte: Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)in EcoDebate, 31/01/2017 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebatePara cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

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Horizontes 2030 da CEPAL: equidade social e keynesianismo ambiental, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Horizontes 2030 da CEPAL: equidade social e keynesianismo ambiental, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesArtigo by Redação – 27/01/20170Compartilhe   [EcoDebate] O documento da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) denominado “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável”, apresentado no Trigésimo sexto período de sessões da Cepal, na Cidade do México, de 23 a 27 de maio de 2016, considera que as atuais transformações significam uma mudança de época, pois o estilo de desenvolvimento dominante tornou-se insustentável.Segundo a Secretária Executiva da CEPAL, Alicia Bárcena, existem profundos desequilíbrios econômicos, sociais e ambientais no mundo: “Essas contradições são inegáveis, como demonstram o aumento sem precedentes da desigualdade global nas últimas décadas, o agravamento da crise ambiental (especialmente a mudança climática) e o papel ambivalente da revolução tecnológica que, ao mesmo tempo em que abre opções para a sustentabilidade, gera tensões nos mercados de trabalho que se agravam à medida que se expandem as novas tecnologias” (p.9).Este documento, que a CEPAL apresentou aos países-membros em seu trigésimo sexto período de sessões, complementa analiticamente a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável com base na perspectiva estruturalista do desenvolvimento e sob o ponto de vista dos países da América Latina e do Caribe. Este empenho se sustenta em um diagnóstico que reconhece fundamentos na tradição analítica estruturalista e incorpora, com maior ênfase, as dimensões ambiental e global dos problemas do desenvolvimento da região.Ainda segundo Bárcena: “O conceito ordenador é a mudança estrutural progressiva, definida como um processo de transformação para atividades e processos produtivos que apresentem três características: ser intensivos em aprendizagem e inovação (eficiência schumpeteriana), estar associados a mercados em rápida expansão, que permitam aumentar a produção e o emprego (eficiência keynesiana) e favorecer a proteção do meio ambiente e o desacoplamento entre crescimento econômico e emissões de carbono (eficiência ambiental). Para obter estruturas produtivas com estes três tipos de eficiência, que tornem compatíveis a igualdade e a proteção ambiental, é preciso um novo conjunto de instituições e coalizões políticas que as promovam em nível global, regional, nacional e local.Um instrumento central para a consecução desses objetivos é a criação de bens públicos globais. O caráter imprescindível desta dimensão é evidente nos temas ambientais, pois uma ação coletiva e uma coordenação que envolva todos os atores constituem condição sine qua non para reduzir as emissões. Não em vão a destruição do meio ambiente num contexto de desregulamentação foi qualificada como “a maior falha de mercado de todos os tempos”. Diante deste desafio, com o Acordo de Paris, aprovado em dezembro de 2015, conseguiu-se, apesar de suas insuficiências, dar um passo na direção correta no esforço para definir metas comuns de redução das emissões de gases do efeito estufa e avançar na descarbonização das economias, respeitando o princípio de responsabilidades comuns, mas diferenciadas” (p. 10).Estas questões são fundamentais, pois a América Latina e Caribe (ALC) foi uma das regiões do mundo que apresentaram as maiores taxas de crescimento no mundo entre 1820 e 1980. Ou seja, durante 160 anos, devido ao alto crescimento populacional e econômico, a América Latina e Caribe ganhou participação relativa no PIB mundial. Contudo, a situação se inverteu depois de 1980 e a América Latina começou a perder participação relativa no PIB mundial.Nos anos de 2015 e 2016, a ALC vai apresentar variação negativa no PIB, bem diferente do resto do mundo e outras regiões. Segundo dados do FMI, o PIB global deve crescer 3,2% em 2016, com a Ásia emergente apresentando o maior crescimento (6,4%) e o conjunto das economias em desenvolvimento atingindo 4,1%. A única região que deve apresentar recessão é a ALC que deve decrescer em 0,47% em 2016.Outro documento da CEPAL – Panorama Social da América Latina 2015 – mostrou que as conquistas parciais ocorridas entre 1990 e 2012 foram interrompidas e a pobreza e a indigência voltaram a subir na ALC. O número de pessoas indigentes subiu de 66 milhões em 2012 para 75 milhões em 2015 e o número de pobres subiu de 164 milhões em 2012 para 175 milhões em 2015. Ou seja, a curva descendente foi revertida para uma curva ascendente da pobreza e da indigência.Neste sentido o documento “Horizontes 2030: a igualdade no centro do desenvolvimento sustentável” apresenta uma série de propostas para enfrentar os desafios do próximo quindênio (2015-2030). O último parágrafo do prólogo diz: “Explorar esses caminhos, assentar suas bases, é o propósito das reflexões aqui apresentadas e o esforço permanente da CEPAL a serviço de um amanhã justo, digno e igualitário para os povos de nossa pátria comum” (p. 12). Vale a pena ler o documento que pode se

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Empresários discutem Cidades Inteligentes » DC Inovação » Diário do Comércio

DC INOVAÇÃO27/01/2017Empresários discutem Cidades InteligentesEncontro na Fiemg foi oportunidade para os interessadas no desenvolvimento de soluções urbanasDa RedaçãoTweetar inCompartilhar EmailA-   A+ EXCLUSIVO PARA ASSINANTESNemes: ideia é gerar energia em todos os lugares/Gláucia Rodrigues/FiemgO governo britânico, em parceria com o Sistema Fiemg, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), BNDES e Embrapii, realizou na sede da Federação o encontro da Missão Empresarial em Smart Cities – Brasil e Reino Unido, no dia 25. O evento faz parte das ações do edital de inovação lançado pela agência britânica de inovação Innovate UK e o Mdic, em 2016, para projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) na área de cidades inteligentes.O workshop de interação do fundo é uma oportunidade de encontro de 14 empresas britânicas e 30 empresas mineiras interessadas no desenvolvimento de soluções urbanas com impactos sociais e econômicos. Os governos brasileiro e britânico focam apoiar projetos de desenvolvimento da utilização de soluções de ponta em áreas como tecnologia da informação e comunicação, internet das coisas e big data para abordar questões críticas para o futuro de ambientes urbanos, como infraestrutura, meio ambiente e mobilidade urbana.O Innovate UK investirá até £2.45m em projetos elegíveis. Participantes brasileiros são elegíveis para financiamento pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou para ter acesso aos recursos não reembolsáveis e competência técnica da Associação Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e suas Unidades e Polos Embrapii. As inscrições para o edital vão até maio deste ano.Segundo o presidente do Conselho de Assuntos Metropolitanos da Fiemg, Frederico Aburachid, o evento é uma excelente forma de troca de soluções para a melhoria do ambiente urbano. “Nosso intuito é o de fazer com que nossas cidades sejam cada vez mais inteligentes. Tivemos a oportunidade de trazer empresas mineiras e britânicas de diferentes regiões e setores para discutir experiências importantes que podem melhorar nossa administração pública e qualidade de vida”.O Cônsul do Reino Unido em Belo Horizonte, Thomas Nemes, ressaltou o desafio enfrentado com o aumento populacional de nossas grandes cidades. “Já alcançamos 7 bilhões de pessoas na terra. Em uma escala menor, a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) tem quase 6 milhões. A tecnologia e o conceito de cidades inteligentes, com certeza, podem nos auxiliar na solução de vários entraves apresentados pelo crescimento urbano”, pontuou.Um dos exemplos de possíveis interações entre mineiros e britânicos é a empresa Sunew, instalada no Centro de Inovação e Tecnologia Senai Fiemg, em Belo Horizonte. Criada para a produção de filmes plásticos orgânicos capazes de converter energia solar em energia elétrica, os chamados OPV (Organic Photovoltaics), a empresa controla um método diferenciado de impressão de painéis fotovoltaicos usando materiais orgânicos, tendo instalado na capital mineira capacidade produtiva existente em escala apenas no exterior.Para o CEO da empresa, Marcos Maciel, esse é apenas um dos vários segmentos que podem ser beneficiados com o sistema de parceria entre europeus e mineiros. “A ideia é gerar energia em todos os lugares e de uma forma sustentável. Isto é, desde coberturas, fachadas de prédios ou até automóveis e, assim, contribuir para uma das cidades mais inteligentes e sustentáveis,” finalizou.

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Oferecido pela Capes, portal reúne publicações internacionais dos últimos 400 anos – EcoDebate

Fonte: Oferecido pela Capes, portal reúne publicações internacionais dos últimos 400 anos – EcoDebate

História em quadrinhos ‘Horta & Liça’ explica importância da agricultura sustentável – EcoDebate

História em quadrinhos ‘Horta & Liça’ explica importância da agricultura sustentável

Notícia by Redação – 25/01/20170

Compartilhe  Embrapa Capa da quinta edição do Almanaque Horta & Liça – Foto: André Cerino

Com a proposta inicial de incentivar o consumo de hortaliças pelo público infantil, a cada nova edição o almanaque Horta & Liça apresenta para os pequenos leitores os caminhos da agricultura para produzir um alimento saudável. Com uma abordagem lúdica, os quadrinhos e passatempos aproximam as crianças do universo da ciência e explicam como a pesquisa agrícola contribui para a produção de alimentos com baixo impacto ambiental.Na sua quinta edição, o almanaque infantil, idealizado pela Embrapa Hortaliças (Brasília/DF), apresenta para os pequenos leitores o sistema de plantio direto: uma prática agrícola com muitos benefícios para o meio ambiente, porque preserva o solo, economiza água e melhora a qualidade do ar.Na história, os personagens Zé Horta e Maria Liça aproveitam as férias escolares para visitar os amigos da região serrana e, ao sobrevoar a paisagem, observam os danos ocasionados pelas erosões e por deslizamentos de terra. Por isso, decidem visitar um produtor rural para conhecer formas mais sustentáveis de cultivar alimentos em relevos montanhosos como, por exemplo, o plantio direto na palhada, sem revolvimento do solo.

O almanaque Horta & Liça é distribuído para alunos do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas do Distrito Federal, no âmbito do programa Embrapa & Escola, que organiza visitações a laboratórios e campos experimentais das Unidades de Pesquisa da Empresa.Além disso, mediante solicitações, a publicação também é disponibilizada para instituições de ensino, ONGs e secretarias de educação das outras regiões do país.

A produção da edição nº 05 foi financiada pela Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF).O que é plantio direto?O folder “Entendendo o Plantio Direto“, produzido também com foco no público infanto-juvenil, explica com mais detalhes os benefícios dessa prática agrícola a partir de três pilares: conservação do solo, economia de água e redução do efeito estufa.O conteúdo traz imagens ilustrativas e mostra as etapas que devem ser cumpridas nesse sistema de produção, como as plantas de cobertura para a formação da palhada que ajuda a proteger o solo e, também, a minimizar a evaporação de água.

O folder foi produzida no âmbito do projeto “Transferência da tecnologia de plantio direto de hortaliças nas regiões serranas do Sudeste brasileiro“, com o intuito de alcançar crianças e jovens, filhos de produtores rurais dessas localidades, e sensibilizá-los sobre a importância do sistema de plantio direto para a sustentabilidade da produção de hortaliças ao longo do tempo.Divirta-se!

Clique nos links abaixo para fazer download dos almanaques e conferir as aventuras do Zé Horta e sua turma.– Almanaque Horta & Liça – Número 1– Almanaque Horta & Liça – Número 2– Almanaque Horta & Liça– Número 3– Almanaque Horta & Liça – Número 4– Almanaque Horta & Liça – Número 5 Por Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP), Embrapa Hortaliças in EcoDebate, 25/01/2017 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

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O fetiche da previdência, artigo de Amadeu Roberto Garrido de Paula | Portal EcoDebate

O Fetiche Da Previdência, Artigo De Amadeu Roberto Garrido De PaulaArtigo by Redação – 22/12/20160Compartilhe  Charge in Humor Político – http://www.humorpolitico.com.br/ %5BEcoDebate%5D

O cidadão tende a confiar, em princípio, no discurso de seus governos legítimos. Por seu lado, os governos não podem e não devem mentir aos cidadãos. Lamentavelmente, o Brasil é um país de confiança fundada do povo e de escancaradas mentiras de seus governantes, num terreno de difícil acesso à compreensão da maioria da população – finanças públicas.Há anos o Brasil vive sob grosseira inconstitucionalidade. O dispositivo nevrálgico, porém maltratado, está no art. 167 de nossa Constituição da República, ao dispor: “É vedado: XI – a utilização de recursos provenientes das contribuições sociais de que trata o art. 195, I, a, e II, para a realização de despesas distintas do pagamento de benefícios do regime geral de previdência social de que trata o art. 201.” O art. 201 discrimina os benefícios.Os mencionados recursos estão previstos no art. 195, nestes termos: “A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, e das seguintes contribuições sociais”.I – do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada, na forma da lei, incidente sobre:a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;b) a receita ou o faturamento;c) o lucro.II. do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidos pelo regime geral de previdência social de que trata o art. 201;III. sobre a receita de concurso de prognósticos.Nada mais claro. Contudo, desde 1994 esses recursos estão sendo desviados por sucessivos governos, supostamente para pagamento dos juros da dívida da União. Supostamente porque, no Brasil de hoje, não sabemos aonde vão parar os desvios. No referido ano, foi criada o Fundo Social de Emergência. Depois passou-se à Desvinculação de Receitas Federais. Finalmente, por força da Emenda Constitucional n. 68, Desvinculação das Receitas Federais (DRU). Consequência: no final de 2015, dos 1,8 trilhão arrecadas pelo Tesouro por meio dessas receitas vinculadas, 1,1 trilhão foram apropriados pela União.Os governos, inclusive o atual, sempre sustentaram a constitucionalidade desse procedimento incorreto, jurídica e moralmente, socorrendo-se da Emenda Constitucional n. 68, que deslocou 20% dos recolhimentos de seu caminho reto. Ocorre que Emenda Constitucional também pode ser inconstitucional, sendo entendimentos de Cortes Supremas internacionais e de nosso Supremo Tribunal Federal.Feita essa consideração, ao lado de outras, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Brasil divulgou um quadro, com dados irrespondíveis, demonstrativo de que a Previdência não gera nenhum “deficit”, inclusive para o pagamento de aposentadorias, mas, ao contrário, produz “superavit”. Se considerarmos falsas as demonstrações dos Auditores Fiscais, a República, efetivamente, está perdida.O que nos leva a por de manifesto essa situação crônica é o sentimento, que o governo dissemina na sociedade, de que o grande vilão de nossas desgraças é a Previdência Social. Como se renúncia fiscal para indústrias automobilísticas não houvesse nos empobrecido, com carros na porta e em ruas intransitáveis. Várias outras isenções e imunidades foram concedidas, especialmente por meio de emendas “jabutis” contrabandeadas em leis de conversão em medida provisória, até que o STF as proibiu, porém somente “ad futurum”, em ação direta de inconstitucionalidade subscrita pelo autor destas modestas linhas.Enfim, nossos trabalhadores vão pagar a corrupção, as irresponsabilidades e as bandalheiras, mais uma vez em nossa sofrida história. No mínimo, deveriam vir à luz todas essas circunstâncias e não ficar-se no discurso único e equivocado de que o “saneamento” da Previdência Social saneará o Brasil. Entretanto, a divulgação da demonstração feita pelos Auditores Fiscais do Brasil permanece somente nas redes sociais, como se fosse algo impatriótico.Amadeu Roberto Garrido de Paula, é advogado e membro da Academia Latino-Americana de Ciências Humanas. in EcoDebate, 22/12/2016″O fetiche da previdência, artigo de Amadeu Roberto Garrido de Paula,” in Portal EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/12/2016, https://www.ecodebate.com.br/2016/12/22/o-fetiche-da-previdencia-artigo-de-amadeu-roberto-garrido-de-paula/. %5BCC BY-NC-SA 3.0]

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