O futuro da Energia Solar pode ser brilhante, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Fonte: O futuro da Energia Solar pode ser brilhante, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê novas ondas de calor e temperaturas recordes em 2017 – EcoDebate

Organização Meteorológica Mundial (OMM) prevê novas ondas de calor e temperaturas recordes em 2017Notícia by Redação – 21/06/20170Compartilhe  A agência especializada da ONU alerta para novas ondas intensas de calor este ano na Europa, que podem fomentar incêndios, como o ocorrido recentemente em Portugal. Foto: EFE/Paulo Novais Da Agência EFE / ABrA Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada das Nações Unidas para tempo e clima, advertiu nesta terça-feira (20) que espera novas ondas intensas de calor este ano tanto na Europa como na Ásia, e disse que 2017 será um ano “excepcionalmente quente”. A informação é da agência EFE.“Haverá mais ondas de calor neste verão, não só na Europa como em outras partes do mundo”, afirmou em uma coletiva de imprensa o cientista Omar Baddour, da OMM. Segundo ele, atualmente a Europa vive uma onda de calor que, embora seja um fenômeno meteorológico “natural”, é considerado um “evento extremo”.“As ondas de calor são fenômenos naturais, considerados extremos, mas que nos últimos dez anos têm sido muito recorrentes por causa do aquecimento global. É preciso estarmos preparados para que estes fenômenos sejam cada vez mais comuns”, afirmou.Por conta da onda de calor que está afetando o continente europeu, maio e junho estão sendo meses com temperaturas muito elevadas. No caso, as segundas mais altas já registradas no continente, abaixo apenas das registradas em 2016, quando houve uma junção do aquecimento global com o fenômeno El Niño, que provoca o aumento das temperaturas.“É necessário destacar que, este ano, não temos e nem teremos o fenômeno El Niño, o que destaca ainda mais as altas temperaturas deste ano “, disse Baddour. Ele aifrmou que a OMM não pode prever quando ocorrerão as ondas de calor, porque a previsão do tempo é para 15 dias.“Mas, sabendo que o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, agência da ONU que visa sintetizar e divulgar o conhecimento mais avançado sobre o aquecimento global) aponta que as temperaturas planetárias seguirão crescendo, podemos predizer que haverá novas ondas de calor neste verão, e que este ano será excepcionalmente quente”, acrescentou o especialista.A atual onda de calor está fazendo com que as temperaturas sejam até 6 graus mais altas que a média. A origem da atual onda de calor europeia é o ar proveniente do deserto do Saara, que entra na Península Ibérica e dali segue para a Europa ocidental até os Balcãs.in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 21/06/2017 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

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PDCA: Entenda o que é e como funciona

Planejar, executar, verificar e agir: entenda de que forma empresas e consultorias usam a fórmula para resolver seus problemas Em nosso cotidiano – tanto pessoal como profissional – somos frequentemente desafiados a criar fórmulas para solucionar os problemas que aparecem. Com as empresas, não é diferente.O PDCA é uma dessas fórmulas, e foi disseminada no Brasil pela consultoria de gestão FALCONI – hoje uma gigante com cerca de 600 consultores e mais de 30 anos de atuação, somando milhares de projetos realizado em empresas privadas e órgãos do governo.O método é usado para avaliar se os seus esforços estão realmente trazendo o resultado esperado – e, se não for esse o caso, corrigir o que for necessário. Portanto, para que ele funcione, é preciso saber o resultado que você espera.No estilo de gestão da Falconi, é aí que entram as metas: objetivos a serem alcançados com prazo e valor estabelecido. Assim, a meta deixa claro onde e quando você quer chegar. Escolher as metas para um projeto, uma empresa, ou mesmo suas metas pessoais, não é uma tarefa simples – exige dedicação e análise cuidadosa do que já foi feito no passado. As metas, quando bem definidas, devem ser:Desafiadoras: Demandam conhecimentos novos e aumentam a complexidade dos desafios anteriores.Viáveis: Devem ser estabelecidas para ser atingidas, e é preciso acreditar que realmente é possível alcançá-las. Não devem ser estabelecidas com exagero, como um norte impossível.Sustentáveis: Analisadas com base em fatos e dados, e atingidas de forma que garanta que os resultados vão se manter.As metas também devem ser mensuráveis e possíveis de ser acompanhadas: “Você não controla (e nem melhora) aquilo que não pode medir” é um dos mantras da consultoria, emprestado de Peter Ducker.Alguns exemplos de metas estabelecidas em empresas e organizações do governo: aumentar 6% o EBITDA, reduzir em 90% nossa taxa de erros de produtos enviados, melhorar em 15% o índice de aprendizagem dos alunos do ensino básico.A partir daí, o método PDCA vai ajudar a indicar qual o melhor caminho para atingir essas metas, e realizar os ajustes de rumo necessários conforme ele vai sendo percorrido.A história do métodoAcrônimo para Plan (planejar), Do (executar), Check (verificar) and Act (agir), em inglês, o método remete à obra do filósofo francês René Descartes, Discurso do Método, de 1637. “Naquela época, a motivação de Descartes era descobrir uma forma de condução científica do pensamento humano em busca da verdade. Essa é a origem fundamental do PDCA, um método cartesiano de resolver problemas”, explica um consultor ouvido pelo Na Prática.Dentro do ambiente corporativo, o método PDCA tornou-se popular através de um estatístico americano chamado Edward Deming: no início da década de 1950, após a Segunda Guerra, o governo japonês convidou Deming a ajudar o país na reconstrução industrial no cenário do pós-guerra.Com a aplicação das técnicas de Deming, o Japão se tornou uma potência industrial e um case histórico de produtividade – e foi de lá que o mineiro Vicente Falconi, fundador da consultoria que leva seu nome, trouxe essas ideias.A grande razão de ser do PDCA é a resolução de problemas: ele é um passo a passo para o alcance de metas. Segundo consultores da FALCONI, o método pode ser aplicado a qualquer tipo de problema, inclusive em em situações da vida pessoal, e é base fundamental dos processos de gestão de qualquer tipo de organização.Assista ao bate-papo do Na Prática com o professor Vicente FalconiComo funciona o PDCANa prática, o método segue a sequência das quatro letras. Primeiro, como já explicamos, é necessário identificar um problema e traçar uma meta para sua resolução, com prazo definido para se chegar ao resultado esperado. A partir daí entra em jogo o acrônimo:Plan: Analisar e planejar as ações que vão ajudar a chegar mais perto da meta, e sempre que possível definir um resultado esperado para cada uma dessas açõesDo: Executar o plano de ação definido na etapa anteriorCheck: Verificar e analisar os resultadosAct: Por fim, incorporar aprendizados e agir para consertar possíveis falhas a partir do que está dando errado ou padronizar o que está dando certoColocando o PDCA em práticaNa parte do planejamento, é necessário dedicar tempo para analisar os dados do problema (histórico, frequência, etc) e refletir sobre quais seriam suas causas mais fundamentais, para poder pensar em ações que vão atuar sobre essas causas.Nesse momento, cabe o brainstorming tanto sobre causas como sobre ações para atacá-las. Porém, como um brainstorming acaba gerando um número grande de possibilidades, é preciso priorizar: Quais causas são as mais impactantes no problema? Quais ações podem trazer mais resultado?A partir daí, essas ações precisam ser colocadas em prática. De nada adianta um planejamento excelente se ele não for bem executado.Um dos pontos principais levantados pelos consultores é a necessidade de disciplina para cumprir o que foi previsto no plano de ação. Como já

Fonte: PDCA: Entenda o que é e como funciona

Reciclagem: você conhece, mas você pratica? artigo de Fabrício Previatto Gimenes – EcoDebate

O que é reciclagem?

Todo produto é feito de algum tipo de material, ou uma combinação de materiais. Nos processos de fabricação os materiais são extraídos e transformados até que o produto chegue a sua forma final, que é utilizada por nós. Quando esses produtos chegam ao final de sua vida útil é preciso encontrar um jeito de destinar os resíduos. A reciclagem faz com que os materiais presentes em um produto sejam retransformados até poderem ser reutilizados na fabricação de novos produtos.

Além de diminuir o impacto ambiental de empresas, instituições e casas, a reciclagem também reduz os gastos com extração das matérias-primas e o impacto ambiental associado. Ela abre oportunidades para que o volume de lixo gerado por nós seja reduzido, diminui a pegada de carbono de nossas atividades e gera renda e trabalho para milhares de pessoas. Se não bastassem os benefícios ambientais, econômicos e sociais que a reciclagem oferece, ela também é simples de ser apoiada.

Conhecer e praticar

As possibilidades da reciclagem cresceram muito nas duas últimas décadas e dependem principalmente da nossa responsabilidade na hora de descartar. Vários são os materiais que podem ser reciclados: metais (alumínio, cobre, aço, níquel, etc), plásticos, papelão, isopor, etc. Quase todos os materiais do cotidiano empresarial e doméstico podem ser reciclados hoje em dia, mas então por que os índices de reciclagem são baixos?

Caminho da reciclagem

O sucesso da reciclagem depende de um conjunto de esforços que envolve todos nós ao longo do processo e um dos principais é separação. Quando jogamos fora algum material, a chance dele ser reciclado depende da capacidade de fazer com que ele chegue até o local certo. Os sistemas de coleta de resíduos sólidos urbanos de diversos municípios brasileiros já possuem serviço de coleta seletiva. Estes sistemas não possuem capacidade suficiente para abranger todas as localidades, por isso também existem as cooperativas de catadores. Mas o lixo reciclável só atinge o resultado desejado se todas as partes envolvidas trabalharem corretamente:

 

O caminho da reciclagem
O caminho da reciclagem

 

O papel da indústria e empresas

No conjunto de esforços que faz com que a reciclagem torne-se uma realidade a indústria tem um papel muito importante. Ela é responsável por selecionar quais materiais serão utilizados na produção dos produtos que consumimos. A escolha dos materiais e produtos recicláveis diminui o impacto ambiental das empresas e da sociedade. Mas vai além disso, a indústria também é responsável por abrir portas para a reentrada dos materiais depois de reciclados.

O papel do consumidor

Quando você escolhe um produto na prateleira do supermercado, você pensa em como ele vai ser jogado fora depois do uso? Você olha a embalagem do produto e procura informação sobre se é possível reciclar? Quando nós descartamos nosso lixo todo misturado ele vai parar num aterro sanitário, onde o lixo é simplesmente enterrado sem reaproveitamento. É função de cada pessoa ter consciência de como é importante separar os materiais antes do descarte, somente assim a reciclagem pode funcionar. Você já parou para pensar no futuro que seus filhos terão que enfrentar se o lixo não receber o tratamento correto? Não feche o caminho da reciclagem, pelo contrário, abra espaço para que ele possa ir mais longe.

O papel dos governos

A legislação brasileira atribui responsabilidade compartilhada em relação aos resíduos gerados: governo, consumidor, produtor, vendedor… Porém é de responsabilidade específica dos governos municipais, estaduais e federal dar condições para que a gestão de resíduos funcione. Uma das partes mais importante da gestão de resíduos é a coleta seletiva e a reciclagem. As comunidades, as cooperativas, as empresas e todos os cidadãos devem cobrar de seus municípios a organização dessa estrutura.

O papel dos recicladores

O perfil dos recicladores é variado. Existem cooperativas, empresas pequenas, empresas de médio porte e até mesmo empresas internacionais. Cada um dos perfis de reciclador terá necessidades específicas para garantir o funcionamento do negócio e gerar o impacto positivo que a reciclagem oferece. O desafio é criar condições para que o negócio seja realmente viável em vários níveis. Gerar valor positivo dentro da cadeia de suprimentos. Criar processos que melhorem a qualidade do material reciclado e o volume produzido. Aumentar a capacidade de recebimento da coleta seletiva. Esses e outros desafios precisam ser vencidos para que a reciclagem torne-se uma realidade mais abrangente do que é hoje. As últimas pesquisas do Governo Federal apontam que o Brasil não passa de 10% de reciclagem do total de lixo produzido.

A reciclagem em números

Para compreender bem o panorama brasileiro é preciso comparar nossos números com o panorama internacional. Além disso, é preciso que a reciclagem seja capaz de gerar benefícios de curto e longo prazo para a sociedade. Sem esses benefícios ela perde força e empresas e pessoas não investem no processo. Veja a seguir alguns números interessantes sobre a reciclagem no Brasil e no mundo.

 

Estatísticas de reciclagem no Brasil e no mundo
Estatísticas de reciclagem no Brasil e no mundo

 

Buscar o horizonte desejado

O Brasil ainda tem um percurso longo para percorrer em busca dos níveis internacionais de reciclagem do total de lixo, mas existe muito potencial positivo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi uma conquista significativa para assinalar nosso compromisso com a sustentabilidade como nação. Agora é hora de transformar as diretrizes da lei em realidade. Existem empresas brasileiras trabalhando e investindo para que a reciclagem alcance os níveis que precisamos. Faça sua parte e comece dentro da sua empresa, dentro da sua escola, dentro da sua casa. O trabalho depende do esforço coletivo e organizado de todos, pois é uma necessidade de todos.

Fonte: http://www.witzlerrecicla.com.br/2017/05/18/reciclagem-voce-conhece-mas-voce-pratica/

Fabrício Previatto Gimenes cursa o 5º ano da graduação em Engenharia de Produção, Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB – UNESP).

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/05/2017

“Reciclagem: você conhece, mas você pratica? artigo de Fabrício Previatto Gimenes,” in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/05/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/05/22/reciclagem-voce-conhece-mas-voce-pratica-artigo-de-fabricio-previatto-gimenes/.

 

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A Terra com ‘pressão alta’ e hipertermia, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

A Terra com ‘pressão alta’ e hipertermia, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesNotícia by Redação – 22/05/20171Compartilhe  “É triste pensar que a natureza fala e que a humanidade não a ouve”. Victor Hugo (1802-1885)  [EcoDebate] A hipótese Gaia, elaborada inicialmente por James Lovelock, diz que a Terra é um organismo vivo que tem um metabolismo natural capaz de regular seu clima e temperatura, promovendo um equilíbrio homeostático global. Eventos externos, como choques de meteoritos, podem provocar perturbações neste equilíbrio. Também forças internas, como vulcões, podem perturbar a estabilidade. Mas, atualmente, é o crescimento das atividades antrópicas, no Antropoceno, que está modificando o ambiente e perturbando o funcionamento natural, o que pode colocar em cheque a própria sobrevivência da vida na Terra.De fato, o alto crescimento da população e da economia, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, ampliou tanto a exploração de recursos do meio ambiente e gerou tanta poluição e resíduos sólidos, que ultrapassou a capacidade de carga do Planeta. O principal vetor de pressão sobre o equilíbrio homeostático são as mudanças climáticas geradas pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O efeito estufa descontrolado é como um tumor que provoca “pressão alta” e “febre”. Quanto mais gases na atmosfera maior será a temperatura da Terra. Na tendência atual caminhamos para um quadro de hipertermia, isto é, elevação e manutenção das temperaturas em patamares capazes de comprometer, ou mesmo colapsar, os metabolismos do corpo biológico e geoclimático.Assim, a alta concentração de CO2 funciona como uma “pressão alta” sobre o Planeta, pois absorve a dispersão dos raios solares e aumenta o efeito estufa. Quanto maior for a concentração de CO2 e outros gases de efeito estufa, como o metano (CO2 equivalente), maior será o aquecimento global.A concentração de CO2 estava abaixo de 280 partes por milhão (ppm) nos 2 milhões de anos anteriores à Revolução Industrial e Energética. Mas a partir do uso generalizado dos combustíveis fósseis a concentração começou a subir alcançando 295 ppm em 1900, 300 ppm em 1920 e 310 ppm em 1950. Em 1958, Charles Keeling, instalou no alto do vulcão Mauna Loa o primeiro equipamento para medir as concentrações de CO2 na atmosfera. Com o início das medições do laboratório de Mauna Loa, comprovou-se que a concentração de CO2 na atmosfera, na média mensal, chegou a 399,76 partes por milhão (ppm) em maio de 2013 e ultrapassou definitivamente a barreira de 400 ppm no ano de 2015, sendo que em 2016, a maior concentração ocorreu no dia 10/04 (409,34 ppm).Mas, a despeito do Acordo de Paris e dos trabalhos científicos que mostram os aspectos deletérios do efeito estufa, a concentração de CO2 continua subindo e chegou a 412,6 ppm no dia 26/04/2017. Em todo o mês de abril de 2017 a média foi de 409,01 ppm. No dia 15/05/2017 a concentração ficou em 411,27 ppm. Na semana de 14 a 20 de maio a média semanal ficou em 410,36 ppm, conforme o gráfico abaixo.  O gráfico seguinte mostra a média horária e diária da concentração de CO2, segundo dados da NOAA. A média horária ultrapassou o limiar simbólico de 410 ppm no dia 05 de abril de 2017 e repetiu a marca em vários outros dias, especialmente depois do dia 19 de abril, até chegar perto de 414 ppm no dia 26/04. No mês de maio de 2017, não só a média horária, mas também a média diária ultrapassou a marca de 410 ppm em vários momentos, indicando que o teto de 410 ppm em 2017, tende a ser um piso a partir de 2018.  O nível minimamente seguro de concentração atmosférica de CO2 é de 350 ppm. Assim, o mundo vai ter não só de parar de emitir gases de efeito estufa (GEE) como terá que fazer “emissões negativas”, ou seja, terá que sequestrar carbono e fazer uma limpeza da atmosfera para reduzir a quantidade de CO2, evitar a acidificação dos solos e dos oceanos e o degelo do Ártico, da Antártica, da Groenlândia e dos Glaciares. E uma grande ameaça que se agrava com o processo de degelo é a “bomba de metano” que existe no permafrost.Grandes terrenos de permafrost do ártico ao noroeste do Canadá, no Alasca e na Sibéria estão se desintegrando, enviando enormes quantidades de lama e sedimentos ricos em carbono em riachos e rios. A liberação do CO2 e do metano existente nos solos congelados pode tornar o efeito estufa uma bomba incontrolável, como existia há 200 milhões de anos, quando a biodiversidade da Terra era muito menor do que a atual. Artigo de Uwe Branda et. al. (2016) traz uma afirmação preocupante: “O aquecimento global provocado pela liberação maciça de dióxido de carbono pode ser catastrófico. Mas a liberação do hidrato de metano pode ser apocalíptica”.As gerações presentes já estão sentindo o perigo. O aumento da concentração de CO2 na atmosfera contribuiu para o fato dos anos de 2014, 2015 e 2016 terem sido os mais quentes já registrados e aponta para novos recordes futuros de aquecimento. Estima-se que o limite de 1,5º C vai ser atin

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Pós-Rio+20 – Reflexões sobre a ‘comoditização’ dos bens comuns, artigo de Amyra El Khalili – EcoDebate

Pós-Rio+20 – Reflexões sobre a ‘comoditização’ dos bens comuns, artigo de Amyra El KhaliliArtigo by Redação – 12/04/20170Compartilhe A palavra inglesa commodities vem sendo usada há anos nos jornais e cadernos especializados em notícias econômicas, mas pouco se sabe efetivamente o que são commodities. Sempre grafada no plural — commodities — e raramente no singular — commodity —, após a Rio+20, a palavra-expressão tornou-se vedete dos debates socioambientais que a utilizam tanto no plural quanto no singular para se referir à “comoditização” dos bens comuns.Commodity significa mercadoria padronizada para compra e venda e pode ser negociada em diversos mercados com múltiplos instrumentos econômicos. Veja que não se trata simplesmente de mercadoria com a palavra expressa em português, pois mercadoria pode ser qualquer coisa que tenha comprador e vendedor, ou seja: que tenha mercado. Se a mercadoria é lícita ou ilícita, ética ou não, trataremos mais adiante ao separarmos o trigo do joio.A diferença entre mercadoria e commodity se caracteriza pela padronização — ação de padronizar, torná-las iguais. Assim sendo, é necessário desenvolver critérios de produção, classificação, certificação, normas e regras de comercialização legalmente constituídas. Não é tão simples “comoditizar” — transformar uma mercadoria em commodity. É um sistema caro, complexo e que depende de acertos em acordos internacionais, além de regulações nacionais no âmbito do direito econômico, tributário e fiscal.Muitos confundem commodities com instrumentos contratuais, como títulos e certificados negociados nos mercados bursáteis (bolsas de valores) e de balcão (entre partes fora dos mercados organizados) sem compreender exatamente o que se pode e o que não se pode fazer nesses mercados financeirizados que são, na maioria das vezes, mais virtuais do que reais. Outros afirmam que o preço na comoditização é padronizado internacionalmente. O que também não é verdade, pois há várias Bolsas e mercados correlatos com preços diferenciados sendo negociados com as mesmas commodities em outros continentes. Por outro lado, quando o preço futuro está controlado por uma única Bolsa internacional, como é o caso da soja e do cacau, a formação de preço para exportação, sem considerar os fatores socioeconômicos regionais, muitas vezes promove distorções e deslealdades nessas negociações.Quando nos referimos aos mercados de capitais, usamos a palavra-expressão sempre no plural — commodities —, uma vez que os contratos estabelecem negócios em grandes quantidades com escala de produção. Nos mercados de capitais não se negocia “uma commodity”, mas toneladas, arrobas ou barris delas, como, por exemplo, as agropecuárias (milho, soja, trigo, arroz, cacau, café, açúcar, boi, frango, suíno), as minerais (petróleo, aço, ferro, ouro, prata, cobre entre outros). Esse fato impede a participação de pequenos e médios produtores agropecuários e mineradores, a não ser quando se juntam para negociar através de cooperativas agropecuárias ou associações. Mesmo assim, ainda enfrentam dificuldades tremendas e exigências de padronização quase que impraticáveis, considerando-se o avanço tecnológico que envolve essas produções.O que, a princípio, está padronizado é o objeto do contrato, a commodity, e não o preço, já que é flutuante e formado por inúmeros fatores, como clima, custo de produção, frete, taxas, impostos, corretagens e serviços entre oferta e demanda, e oscilam rapidamente de acordo com a conjuntura econômica tanto quanto as cotações nas Bolsas. Daí a complexidade de se formar um mercado global que seja transnacional e consensual em acordos supranacionais nos fóruns internacionais (OMC, Mercosul, Alca), pois cada país tem a sua realidade socioeconômica, ambiental, financeira e política.Compreenda também a disputa concorrencial de mercados. Os países desenvolvidos olham para a América Latino-caribenha como fornecedora de insumos e matéria-prima e tratam suas relações comerciais como se os recursos naturais e os recursos humanos estivessem eternamente à disposição dos capitalizados desde os tempos da colonização europeia, para que possam continuar desenfreadamente produzir bens e serviços e depois revenderem a nós, latino-americanos e caribenhos, seus produtos com tecnologia de ponta, cobrando caro na condição de potencial consumidores que somos as mesmas commodities reprocessadas por eles, que foram produzidas por nós.E por que aceitamos tudo isso? Por que não questionamos os critérios de “comoditização” e ainda praticamos extrativismo predador como indústria e agronegócio com o paradigma daqueles tempos em que as Américas e Ilhas Caribenhas foram descobertas por esses colonizadores? Até hoje vigora a prática dos royalties, pagamento que se fazia à realeza pela extração das riquezas naturais, como ouro e petróleo.Jogar a palavra commodities para debaixo do tapete e tentar substituí-la por outros códigos, como, por exemplo, “produtos ecossistêmicos”, para tornar mais pal

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Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no Brasil – EcoDebate

Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no BrasilNotícia by Redação – 12/04/20170Compartilhe   Você sabia que a mineração de urânio tem gerado contaminação de água por radiação no interior da Bahia? E que existem toneladas de lixo radioativo em local de grande circulação de pessoas na capital paulistana? O Brasil tem duas usinas nucleares em funcionamento, uma terceira em construção e lobby constante da indústria nuclear para a construção de outras. Além disso, a fiscalização das demais atividades nucleares é ineficiente. Os impactos que o nuclear teve ou tem em territórios locais estão retratados em uma série de vídeos curtos produzidos pela Articulação Antinuclear Brasileira e Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê), todos estão disponíveis online.São seis vídeos, com duração de 3 a 7 minutos, sobre os impactos locais do nuclear em Santa Quitéria (CE), Itacuruba (PE), Caetité (BA), Angra dos Reis (RJ), Goiânia (GO) e São Paulo (SP) e um sétimo com uma visão geral dos argumentos para a luta antinuclear no Brasil. Os impactos retratados acontecem por conta da mineração de urânio, seja de minas já instaladas (Caetité), seja de projeto de instalação de mineração (Santa Quitéria); das usinas nucleares instaladas em Angra dos Reis (RJ) ou dos planos de se construir uma nova (Itacuruba). A falta de regulação de outras atividades nucleares e da reparação aos danos à saúde e ao meio ambiente aparecem nos vídeos que tratam da tragédia do Césio 137, em Goiânia, e da contaminação dos trabalhadores e terrenos da Nuclemon, em São Paulo.Os vídeos foram produzidos a partir de entrevistas com atores importantes da luta antinuclear: ativistas, pesquisadores e estudiosos da área de energia com atuação nacional e também lideranças locais que combatem os efeitos perversos do nuclear em suas comunidades.Com esse material, a AAB espera dar mais projeção a um problema que tem pouca projeção no país. Pouco se fala sobre o perigo de nossas duas usinas nucleares, menos ainda sobre os impactos de atividades associadas, como a mineração de urânio, seu transporte e enriquecimento. Ajude a jogar luz nessa questão importante, assista e compartilhe em suas redes através do link:https://goo.gl/mzpHVQOs vídeos contem entrevistas com:Chico Whitaker – Um dos fundadores do Fórum Social Mundial e ganhador do Prêmio Right Livelihood (considerado o Nobel Alternativo) e fundador da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares.Célio Bermann – Um dos mais respeitados especialistas em energia do país, professor livre docente do Instituto de Energia em Ambiente, da USP.Heitor Scalambrini – Especialista em energia, professor aposentado da UFPE e estudioso das energias renováveisDawid Bartelt – Ex-diretor da Fundação Heinrich Boll no Brasil, fundação ligada ao movimento ambientalista alemão. Dawid é historiador e já trabalhou como jornalista, editor e livre-docente acadêmico.Renato Cunha – Um dos fundadores do Gambá, entidade ambientalista baiana que atua no estado e em articulação com o movimento socioambientalista a nível nacional há mais de 30 anos.Sylvia Chada – Coordenadora geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, a Sapê, entidade antinuclear com atuação em Angra dos Reis. Sylvia é pedagoga social e servidora pública federal da área ambiental.Thiago Almeida – Militante da Campanha Clima e Energia do GreenpeaceRafael Ribeiro – Geógrafo e militante da Sapê em Angra dos Reis.Inês Chada – Curadora da Exposição Hiroshima 70, integrante da Sapê e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF)Gilmar Santos – É professor e atua em Caetité e Lagoa Real contra a mineração de urânio através da Comissão Paroquial de Meio Ambiente.João Victor Silva Rosa – Estudante de Caetité e militante antinuclear de Caetité.Jorge Pankará – Liderança indígena do povo Pankará, que vem resistindo aos planos de instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba.Angelo Bueno – Missionário do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI, que tem atuado junto a povos indígenas e apoiado a luta contra os planos de construção de usinas nucleares em Itacuruba (PE).Dorinha Pankará – Liderança indígena do Povo Pankará, atuante na resistência à construção das usinas nucleares em Itacuruba.Sueli Moraes Silva – Presidente da Associação das Vítimas do Césio 137, que pede reparação pelos danos à saúde causados pela tragédia do Césio em Goiânia.Maria do Socorro Barbosa Carlos – Liderança local do Saco do Belém, comunidade rural no município de Santa Quitéria (CE), que resiste ao projeto de instalação de mineração de Urânio.Erivan Camelo Silva – Atua pela Cáritas no Ceará e é um dos articuladores da Articulação Antinuclear do Ceará que tem resistido ao Projeto Santa Quitéria de mineração de fosfato e urânio em interação com o Núcleo Tramas, da UFCE e Movimento pela Soberania Popular na Mineração.José Venâncio Alves – Presidente da Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Ene

Fonte: Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no Brasil – EcoDebate