O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesArtigo by Redação – 7/08/20170Compartilhe  [EcoDebate] O mundo está passando por uma transição da matriz energética, com declínio relativo dos combustíveis fósseis e aumento das energias renováveis. O futuro será das energias renováveis ou não haverá futuro, pois o carvão, o gás e o petróleo são recursos finitos. A energia solar fotovoltaica tem sido o destaque da nova matriz energética e deve ser a fonte com maior crescimento nas próximas décadas.Porém, nem tudo são luzes e brilhos. A lei da entropia vale para todas as atividades e para todos os tipos de energia. Há muitos insumos materiais na produção fotovoltaica e a utilização de “terras raras”, que são minerais não renováveis, caros e controlados por poucos países.Mas o maior problema é o Pico do Lítio, como mostrei em artigo do ano passado (Alves, 21/12/2016). As estimativas de reservas de lítio no início de 2015, estava em algo como 39,5 milhões de toneladas métricas. As maiores reservas estão na Bolívia, no Chile e no Afeganistão. Para acompanhar o crescimento da produção atual, as reservas conhecidas seriam suficientes para cerca de 365 anos de produção global, que está em cerca de 37 mil toneladas por ano.Mas se a produção de carros elétricos deslanchar, o fornecimento de lítio de 365 anos seria reduzido para 17 anos. Ou seja, se houver uma revolução na matriz energética e as baterias de Íons de Lítio se generalizarem para os aparelhos eletrônicos, as casas e os carros, então teremos o Pico do Lítio e haverá uma escassez deste metal raro. Isto mostra que não é tão fácil avançar na revolução energética e na matriz 100% renovável. As baterias de sódio ainda não decolaram.Outro problema é o lixo e a poluição gerados pelo descarte dos painéis solares. Artigo de Mark Nelson (28/06/20017) mostra que este é problema sério. Por exemplo: a quantidade de desperdício de painéis solares que o Japão produz todos os anos aumentará de 10.000 para 800.000 toneladas em 2040 e o país não tem nenhum plano para resolver este problema com segurança. Somente a Europa exige que os fabricantes de painéis solares coletem e eliminem o lixo solar no final de suas vidas úteis. Vejamos alguns números, segundo o autor:Os painéis solares criam 300 vezes mais resíduos tóxicos por unidade de energia do que as usinas de energia nuclear.Se a energia solar e nuclear produzirem a mesma quantidade de eletricidade nos próximos 25 anos que a produção nuclear de 2016, os resíduos empilhados em campos de futebol, atingiriam a altura da Torre de Pisa (52 metros), no caso nuclear, e o lixo solar atingiria a altura de dois Montes do Everest (16 km).Em países como China, Índia e Gana, as comunidades que vivem perto de despejos de resíduos eletrônicos muitas vezes queimam os resíduos para salvar os valiosos fios de cobre para revenda. Uma vez que este processo requer queima do plástico, o fumo resultante contém fumos tóxicos que são cancerígenos e teratogênicos (causadores de defeitos congênitos) quando inalados.Enquanto os resíduos nucleares estão contidos em tambores pesados ​​e monitorados regularmente, os resíduos solares fora da Europa hoje terminam na maior transmissão global de resíduos eletrônicos.Os painéis solares contêm metais tóxicos como chumbo, que podem danificar o sistema nervoso, bem como o crómio e o cádmio, carcinógenos conhecidos. Todos os três são conhecidos por lixiviar os depósitos de resíduos eletrônicos existentes em fontes de água potável.Evidentemente, estes problemas terão que ser resolvidos para que a energia solar se torne uma fonte hegemônica de energia. É claro também que existem lobbys de outras fontes de produção de energia que querem desqualificar as energias renováveis. Mas o fato é que não existe “almoço grátis”, ou seja, vivemos em um mundo sob o domínio do fluxo metabólico entrópico e não existe panaceia para viabilizar o padrão de produção e consumo ilimitado da humanidade.Artigo, Jason Hickel (15/07/2016), da Rede de profissionais de desenvolvimento global, no jornal The Guardian, mostra que a energia limpa “não nos salvará – apenas um novo sistema econômico”. Se a humanidade fizer exatamente o que faz na era dos combustíveis fósseis, pouco vai resolver os 100% de energia limpa. Apenas as energias renováveis não evitarão os efeitos dramáticos das mudanças climáticas.Artigo recente de Gail Tverberg (22/07/2017) mostra que a EROEI da energia solar e eólica é muito baixa, o que representa um obstáculo no processo das energias renováveis substituírem os combustíveis fósseis com a mesma eficiência econômica.Assim como não é possível ignorar a lei da gravidade, também não é possível ignorar a lei da entropia. A revolução energética só vai funcionar se houver decrescimento demoeconômico no mundo e se a pegada ecológica ficar menor do que a biocapacidade do Planeta.Referências:ALVES, JED. O Pico do Lítio e as dificuldades de armazenamento das energias

Fonte: O lado sombrio da energia solar: escassez de insumos, lixo e poluição, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira – EcoDebate

Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de OliveiraArtigo by Redação – 7/08/20170Compartilhe   [EcoDebate] Entende-se por Ecologia “a ciência geral das relações dos organismos vivos em relação ao ambiente que os rodeia que, no sentido mais amplo, devem ser consideradas todas as formas de existência”. Pelo menos foi essa a definição dada por Ernst Haeckel (1834-1919), considerado o seu fundador enquanto ciência independente. Haeckel disse ainda que a Ecologia também pode ser definida como “a Economia da natureza”.O fato é que a Ecologia provém da biologia darwiniana. Por sua vez, Charles Darwin (1809-1882) confessou que em suas percepções biológicas foi influenciado pelas teorias socioeconômicas do pastor anglicano Thomas Malthus (1766-1834), aproximando assim indiretamente, na fase seminal, a ecologia da economia.Malthus, além de influenciar Darwin, foi um dos economistas que mais influenciaram Karl Marx (1818-1883) e Alfred Marshall (1842-1924), à medida que a ciência econômica, pós publicação de A Riqueza das Nações (março de 1776) de Adam Smith (1723-1790), ganhava corpo sistemático de conhecimento. Desde então, o desenvolvimento da economia (ciência e atividade) permitiu o surgimento de ferramentas e condições práticas para que a humanidade mudasse suas condições materiais.Dessa emergência, ao menos três condicionantes – “industrialização”, “progresso” e “crescimento econômico” – que se mesclam, ao mesmo tempo em que ao longo do tempo promoveram avanços da modernidade, gerando benefícios sociais, também acirraram, pelo uso desmesurado da base ecológica finita (matéria e energia), a agressiva e preocupante destruição ecológica com a qual passamos a compactuar.De certo modo, esses três condicionantes, por forças ditadas pelo mercado de consumo, passaram a “amparar” o paradigma da conquista, ou seja, o culto à aquisição material transformado em sinônimo quase que exclusivo de “prosperidade socioeconômica”. Transcorrido o tempo, há provas mais que suficientes de que esse paradigma fracassou rotundamente, uma vez que privilegia 20% da humanidade em prejuízo de 80% que se acotovelam na periferia capitalista para angariar frações diminutas da produção econômica. Afora isso, decorre daí a condição inferiorizada em que propositadamente a ecologia foi colocada frente ao domínio econômico-mercadológico.No entanto, como a economia não é o todo, para desespero da economia neoclássica que insiste em subjugar a natureza, não parece descabido afirmar, dada a importância apresentada especialmente diante do projeto de continuidade da vida humana, que a ecologia e seus principais fundamentos deixou de ser vista apenas como uma ciência natural para se converter, numa justa medida, num “estilo” necessário à vida comunitária, à medida que se percebe claramente que sem a conservação dos ecossistemas e sem a imprescindível preservação do meio ambiente (suportes de toda a atividade humana e econômica) é a própria continuidade das vidas (dos sapiens aos animais) que passa a ser seriamente afetada.Nessa perspectiva, de forma correta, a ecologia se converteu num “recurso vital” que mantém o Sistema Vida (todas as formas de vida, seja dito) em perfeito funcionamento. No todo, isso conduz a uma inexorável assertiva: qualquer proposta de alcance satisfatório que dê amparo a um projeto convivial não pode prescindir da questão ecológica, ainda que a maneira de pensar dos economistas modernos (educados pelos ensinamentos neoclássicos, vale insistir) apontem para a direção oposta.Por essa razão, o discurso ecológico precisa urgentemente desbancar o discurso “economicista”. A economia destrutiva e suicida que a humanidade “criou” e que tem fortalecido mediante incentivos dados, por exemplo, à busca do crescimento econômico incessante, não pode perdurar, posto que, de forma plausível e notória, esse modelo se encontra completamente esgotado, porque vem esgotando, consequentemente, os ecossistemas.Colocando essa questão num terreno fértil, é certo asseverar que para à qualidade de vida e o bem-estar das populações, independentemente de onde elas estejam, a ecologia não pode, em hipótese alguma, ser um tema secundário; tampouco pode ser inferiorizada em relação à economia, como lamentavelmente têm sido comum desde que o mercado emergiu como um local quase que sagrado ao culto do consumismo, a tônica principal das sociedades que avançaram industrialmente ao longo dos dois últimos séculos.É por isso que, com certa facilidade, o sistema de produção econômica tem “engolido” a ecologia. É exatamente por isso, ainda, que estamos, desde então, convivendo de perto com à “ideologia do crescimento”, esse dogma econômico que se transformou numa espécie de “remédio” indicado à cura de todos os males sociais.No entanto, tudo parece ter sido reduzido à questão econômica; daí a urgência em desbancar o atual e dominante discurso “economicista”, uma vez que a economia é apenas um subsistema, ou seja, uma parte (e não o todo); o todo

Fonte: Desbancando o discurso economicista, artigo de Marcus Eduardo de Oliveira – EcoDebate

Inovação – Sebrae

DESIGN

COMO O DESIGN THINKING PODE AJUDAR A DESENVOLVER SUA REGIÃO?ENTENDA O QUE É E COMO ESTA TÉCNICA ESTÁ TRANSFORMANDO REGIÕES.

Você sabia que o Design Thinking pode transformar a vida na sua cidade e região? A técnica de resolução de problemas já é bastante difundida no setor privado, mas pode fazer muito pelos cidadãos, criando soluções inovadoras para vários obstáculos enfrentados no dia a dia. Para resolver um problema utilizando o Design Thinking, é preciso passar por um processo criativo e abrir espaço para a colaboração e a experimentação. Só conectando experiências e conhecimentos diferentes, é possível inovar. Aqui, você vai entender o que é esta técnica e como utilizá-la para mudar a realidade da sua região.
As possibilidades são infinitas: APRENDA O QUE É DESIGN THINKING O Design Thinking consiste em mudar seus padrões de pensamento utilizando como base o processo criativo do design.
Você passa a ter quatro focos principais: Decisões centradas no ser humano Questionamento das questões Construção para pensar Iteração (repetição) Aqui, queremos alterar a vida do usuário. Procuramos oferecer a ele experiências totalmente novas que possam transformar a maneira como ele enxerga a vida. Vamos inventar outros produtos, processos, mercados e modelos de negócio, focados em resolver as questões da vida nas cidades. O Design Thinking tem três pilares:

EMPATIA Você precisa entender muito bem quais são os problemas enfrentados pelo seu público-alvo. Procure saber sobre os comportamentos, os desejos, o que ele espera da solução que você vai oferecer.Uma boa forma de fazer isso é com pesquisa e observação. Se você propuser que algum problema da sua cidade seja resolvido com Design Thinking, envolva o máximo de atingidos possível.

EXPERIMENTAÇÃO Outro pilar do Design Thinking é a experimentação. Partimos do princípio de que só é possível saber se algo dá certo testando. Mesmo que dê errado, podemos aprender com o erro e fazer mudanças para tentar de novo.Por isso, ter o maior número possível de ideias durante o processo é importante. Procure juntar os representantes de todos os setores do município ou da região para ter o máximo de visões e contribuições diferentes que puder.

PROTOTIPAÇÃO Protótipos são os primeiros modelos da solução que você criou. Eles permitem avaliar a sua viabilidade e praticidade diante do problema e se a audiência realmente vai aderir.Nesse processo de concretização de ideias, também abrimos espaço para críticas e contribuições, vindas de quem participou do processo e de quem será beneficiado.

Construir um projeto com Design Thinking é estar sempre em evolução.

ENTENDA COMO É FEITO UM PROJETO POR MEIO DO DESIGN THINKING

A metodologia do Design Thinking segue algumas fases, as quais vamos tratar aqui. Tenha em mente que elas podem se repetir, já que os pontos de vista podem mudar e então será preciso voltar e refinar as fases anteriores.

1. IMERSÃO Nesta fase, vamos viver o problema. É a hora de enxergar a situação com a visão tanto de quem é afetado quanto com a dos outros setores da sociedade. Levante o máximo de informações possível, faça pesquisas, converse com as pessoas, analise as consequências da situação atual. Você tem de iniciar o processo entendendo a fundo os envolvidos.

2.IDEAÇÃO Esqueça as preocupações de realização do projeto. Nesta hora, todos começam a soltar a criatividade para que surjam ideias totalmente novas. Ainda não nos preocupamos com os recursos disponíveis ou as autorizações necessárias, por exemplo.Crie um ambiente seguro e convidativo para que essas ideias brotem. Sem julgamentos, o que queremos são soluções totalmente novas. Fica muito difícil fazer isso quando temos amarras.

3. PROTOTIPAÇÃO Uma vez que a ideia que parece mais viável foi escolhida, depois de lapidá-la para atender tudo o que é preciso, vamos ao protótipo.Procure não criar nada muito elaborado. Lembre-se de que o protótipo está longe de ser uma primeira versão. Ele serve apenas para conferir a viabilidade e visualizar a aplicação. Além disso, como os recursos são escassos, é preciso evitar o desperdício de dinheiro e tempo.

4. REALIZAÇÃO Depois de aplicar o seu protótipo e analisar os resultados, é hora de partir para a primeira versão oficial da sua solução. Escreva um projeto final e comece a implementar de fato.Pode ser que, mesmo depois do lançamento, o projeto ainda precise de ajustes. Isso é bastante comum nos projetos de inovação. Mas não deixe de contar com essa possibilidade na hora de definir os custos.

Lembre-se de que, quando aplicamos o Design Thinking para criar soluções nas cidades, o objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas. Considere-as em todas as partes do processo para que o resultado seja realmente efetivo.

SAIBA COMO REALIZAR NA SUA REGIÃO Como o Design Thinking é centrado nos seres humanos, pode fazer muito pela sua cidade ou região. Mas, para impactar cidadãos de forma positiva, é preciso ter atenção a alguns pontos: Comece com um problema que afete as pessoas da região…

Fonte: Inovação – Sebrae

Inovação – Sebrae

DESIGN COMPORTAMENTAL: COMO APLICAR A METODOLOGIA NA SUA REGIÃO

VOCÊ SABE O QUE É DESIGN COMPORTAMENTAL?É uma metodologia que aplica mudanças em processos de várias naturezas para incentivar boas escolhas.Neste post, você vai saber o que é esse estudo, como ele pode ser utilizado no serviço público e conhecer a aplicação da metodologia em um caso real. O QUE É DESIGN COMPORTAMENTALO design comportamental é o estudo da influência que gatilhos motivadores, impulsos e características do ambiente têm no comportamento das pessoas.A convicção que orienta as teorias é a de que seres humanos não agem como tomadores de decisões racionais. Os pesquisadores procuram desafiar antigas ideias sobre o comportamento humano para mudar a experiência do usuário.Apesar de ser muito usado pelas organizações privadas a fim de alavancar vendas, é uma técnica que pode ser utilizada em vários outros contextos. Um deles é o serviço público.Com o design comportamental, podemos evitar crises financeiras, aumentar a sustentabilidade e compelir as pessoas a viver de forma mais saudável.Vamos olhar para as ideias de dois escritores que são referência na área para compreender um pouco melhor os caminhos do design comportamental. DANIEL PINK Daniel é autor do livro Drive (no Brasil, Motivação 3.0), no qual ele investiga os gatilhos que mais nos motivam. Baseado em estudos acadêmicos, ele definiu que nossa motivação está apoiada em três pilares:➜ A necessidade de controlar o destino.➜ A necessidade de nos tornarmos melhores nas coisas que nos interessam.➜ A vontade de fazer algo que tenha um significado para nós e para o mundo.Isso quer dizer que, para alcançar um comportamento desejado, é preciso dar autonomia, oferecer formas de desenvolver a excelência e um propósito.A experiência das pessoas com o serviço público pode ser otimizada se aplicarmos mudanças que levem esses pilares em conta. DAN ARIELY Dan escreveu o livro Predictably Irrational (Previsivelmente Irracional) e na obra introduz estudos que ensinam pontos-chave do comportamento humano:➜ Quando nos oferecem um leque extenso de escolhas, a tendência é não chegarmos nunca a uma decisão.➜ Quando finalmente escolhemos, existe o risco de sentirmos remorso.➜ Decisões são feitas com base na comparação, e não no valor de cada opção.➜ A percepção de valor das coisas pode ser influenciada por fatores externos, como a opinião de um influenciador.Ambos os livros são muito utilizados para definir estratégias de marketing e negócios nas organizações privadas. Seguindo a mesma linha de pensamento, vamos aprofundar os conceitos da metodologia aplicados na administração pública. DESIGN COMPORTAMENTAL NO SERVIÇO PÚBLICOComportamentos estão na essência de qualquer política pública e pode alterar completamente sua eficiência.Um dos grupos mais respeitados de pesquisas na área, chamado de Behavioural Insights Team (Time de Insights de Comportamento), é composto de pesquisadores de vários países.De tempos em tempos, um relatório feito pelo grupo é publicado, repleto de lições sobre como o comportamento afeta questões econômicas e de saúde pública em países de diferentes estágios econômicos.O relatório de 2015, produzido em um evento em Paris, na França, é o resultado de processos de brainstorming que analisaram políticas inovadoras pelo mundo.Estes são alguns dos achados:➜ Aplicar design comportamental significa analisar comportamentos e fazer uso de experimentos a fim de regularizar e encontrar a melhor forma de intervenção.➜ Não há como aplicar design comportamental sem considerar cenários políticos e culturais.➜ O sucesso das ações depende da quantidade de confiança depositada no governo ou na instituição responsável.➜ Utilizar o design comportamental significa ajudar as pessoas a fazer melhores escolhas de vida, seja por impulsos ativados pela psicologia, seja por outros motivos.➜ A metodologia pode ser aplicada em vários setores, como saúde, pensão e educação.➜ Experimentos com possíveis soluções são a melhor forma de definir o que funciona, como e onde.➜ Quando trabalhamos com psicologia e métodos experimentais, a ética é fundamental. Todos os processos precisam ser transparentes. Se isso não ocorrer, há o risco de a organização perder a confiança da população.➜ Novos formatos de pensamento devem ser desenvolvidos tanto por instituições de ensino quanto pelo governo. Na verdade, é preciso o apoio de ambos.➜ Cooperação é essencial. Todos os aprendizados devem ser divulgados a quem interessar.Com base nesses e outros insights, o grupo foi capaz de definir seis lições “APPLES” de aplicação do design comportamental:– “A” de administration (administração)A importância de ganhar tração na administração pública.– “P” de politics (políticas)A relevância de ganhar apoio político.– “P” de people (pessoas)A necessidade de contar com pessoas que saibam executar o trabalho de design comportamental.– “L” de location (localização)Justifica-se pela importância de se pensar localmente.– “E” de experiment

Fonte: Inovação – Sebrae

Reciclagem: você conhece, mas você pratica? artigo de Fabrício Previatto Gimenes – EcoDebate

O que é reciclagem?

Todo produto é feito de algum tipo de material, ou uma combinação de materiais. Nos processos de fabricação os materiais são extraídos e transformados até que o produto chegue a sua forma final, que é utilizada por nós. Quando esses produtos chegam ao final de sua vida útil é preciso encontrar um jeito de destinar os resíduos. A reciclagem faz com que os materiais presentes em um produto sejam retransformados até poderem ser reutilizados na fabricação de novos produtos.

Além de diminuir o impacto ambiental de empresas, instituições e casas, a reciclagem também reduz os gastos com extração das matérias-primas e o impacto ambiental associado. Ela abre oportunidades para que o volume de lixo gerado por nós seja reduzido, diminui a pegada de carbono de nossas atividades e gera renda e trabalho para milhares de pessoas. Se não bastassem os benefícios ambientais, econômicos e sociais que a reciclagem oferece, ela também é simples de ser apoiada.

Conhecer e praticar

As possibilidades da reciclagem cresceram muito nas duas últimas décadas e dependem principalmente da nossa responsabilidade na hora de descartar. Vários são os materiais que podem ser reciclados: metais (alumínio, cobre, aço, níquel, etc), plásticos, papelão, isopor, etc. Quase todos os materiais do cotidiano empresarial e doméstico podem ser reciclados hoje em dia, mas então por que os índices de reciclagem são baixos?

Caminho da reciclagem

O sucesso da reciclagem depende de um conjunto de esforços que envolve todos nós ao longo do processo e um dos principais é separação. Quando jogamos fora algum material, a chance dele ser reciclado depende da capacidade de fazer com que ele chegue até o local certo. Os sistemas de coleta de resíduos sólidos urbanos de diversos municípios brasileiros já possuem serviço de coleta seletiva. Estes sistemas não possuem capacidade suficiente para abranger todas as localidades, por isso também existem as cooperativas de catadores. Mas o lixo reciclável só atinge o resultado desejado se todas as partes envolvidas trabalharem corretamente:

 

O caminho da reciclagem
O caminho da reciclagem

 

O papel da indústria e empresas

No conjunto de esforços que faz com que a reciclagem torne-se uma realidade a indústria tem um papel muito importante. Ela é responsável por selecionar quais materiais serão utilizados na produção dos produtos que consumimos. A escolha dos materiais e produtos recicláveis diminui o impacto ambiental das empresas e da sociedade. Mas vai além disso, a indústria também é responsável por abrir portas para a reentrada dos materiais depois de reciclados.

O papel do consumidor

Quando você escolhe um produto na prateleira do supermercado, você pensa em como ele vai ser jogado fora depois do uso? Você olha a embalagem do produto e procura informação sobre se é possível reciclar? Quando nós descartamos nosso lixo todo misturado ele vai parar num aterro sanitário, onde o lixo é simplesmente enterrado sem reaproveitamento. É função de cada pessoa ter consciência de como é importante separar os materiais antes do descarte, somente assim a reciclagem pode funcionar. Você já parou para pensar no futuro que seus filhos terão que enfrentar se o lixo não receber o tratamento correto? Não feche o caminho da reciclagem, pelo contrário, abra espaço para que ele possa ir mais longe.

O papel dos governos

A legislação brasileira atribui responsabilidade compartilhada em relação aos resíduos gerados: governo, consumidor, produtor, vendedor… Porém é de responsabilidade específica dos governos municipais, estaduais e federal dar condições para que a gestão de resíduos funcione. Uma das partes mais importante da gestão de resíduos é a coleta seletiva e a reciclagem. As comunidades, as cooperativas, as empresas e todos os cidadãos devem cobrar de seus municípios a organização dessa estrutura.

O papel dos recicladores

O perfil dos recicladores é variado. Existem cooperativas, empresas pequenas, empresas de médio porte e até mesmo empresas internacionais. Cada um dos perfis de reciclador terá necessidades específicas para garantir o funcionamento do negócio e gerar o impacto positivo que a reciclagem oferece. O desafio é criar condições para que o negócio seja realmente viável em vários níveis. Gerar valor positivo dentro da cadeia de suprimentos. Criar processos que melhorem a qualidade do material reciclado e o volume produzido. Aumentar a capacidade de recebimento da coleta seletiva. Esses e outros desafios precisam ser vencidos para que a reciclagem torne-se uma realidade mais abrangente do que é hoje. As últimas pesquisas do Governo Federal apontam que o Brasil não passa de 10% de reciclagem do total de lixo produzido.

A reciclagem em números

Para compreender bem o panorama brasileiro é preciso comparar nossos números com o panorama internacional. Além disso, é preciso que a reciclagem seja capaz de gerar benefícios de curto e longo prazo para a sociedade. Sem esses benefícios ela perde força e empresas e pessoas não investem no processo. Veja a seguir alguns números interessantes sobre a reciclagem no Brasil e no mundo.

 

Estatísticas de reciclagem no Brasil e no mundo
Estatísticas de reciclagem no Brasil e no mundo

 

Buscar o horizonte desejado

O Brasil ainda tem um percurso longo para percorrer em busca dos níveis internacionais de reciclagem do total de lixo, mas existe muito potencial positivo. A Política Nacional de Resíduos Sólidos foi uma conquista significativa para assinalar nosso compromisso com a sustentabilidade como nação. Agora é hora de transformar as diretrizes da lei em realidade. Existem empresas brasileiras trabalhando e investindo para que a reciclagem alcance os níveis que precisamos. Faça sua parte e comece dentro da sua empresa, dentro da sua escola, dentro da sua casa. O trabalho depende do esforço coletivo e organizado de todos, pois é uma necessidade de todos.

Fonte: http://www.witzlerrecicla.com.br/2017/05/18/reciclagem-voce-conhece-mas-voce-pratica/

Fabrício Previatto Gimenes cursa o 5º ano da graduação em Engenharia de Produção, Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB – UNESP).

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/05/2017

“Reciclagem: você conhece, mas você pratica? artigo de Fabrício Previatto Gimenes,” in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/05/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/05/22/reciclagem-voce-conhece-mas-voce-pratica-artigo-de-fabricio-previatto-gimenes/.

 

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A Terra com ‘pressão alta’ e hipertermia, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

A Terra com ‘pressão alta’ e hipertermia, artigo de José Eustáquio Diniz AlvesNotícia by Redação – 22/05/20171Compartilhe  “É triste pensar que a natureza fala e que a humanidade não a ouve”. Victor Hugo (1802-1885)  [EcoDebate] A hipótese Gaia, elaborada inicialmente por James Lovelock, diz que a Terra é um organismo vivo que tem um metabolismo natural capaz de regular seu clima e temperatura, promovendo um equilíbrio homeostático global. Eventos externos, como choques de meteoritos, podem provocar perturbações neste equilíbrio. Também forças internas, como vulcões, podem perturbar a estabilidade. Mas, atualmente, é o crescimento das atividades antrópicas, no Antropoceno, que está modificando o ambiente e perturbando o funcionamento natural, o que pode colocar em cheque a própria sobrevivência da vida na Terra.De fato, o alto crescimento da população e da economia, especialmente depois da Segunda Guerra Mundial, ampliou tanto a exploração de recursos do meio ambiente e gerou tanta poluição e resíduos sólidos, que ultrapassou a capacidade de carga do Planeta. O principal vetor de pressão sobre o equilíbrio homeostático são as mudanças climáticas geradas pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE). O efeito estufa descontrolado é como um tumor que provoca “pressão alta” e “febre”. Quanto mais gases na atmosfera maior será a temperatura da Terra. Na tendência atual caminhamos para um quadro de hipertermia, isto é, elevação e manutenção das temperaturas em patamares capazes de comprometer, ou mesmo colapsar, os metabolismos do corpo biológico e geoclimático.Assim, a alta concentração de CO2 funciona como uma “pressão alta” sobre o Planeta, pois absorve a dispersão dos raios solares e aumenta o efeito estufa. Quanto maior for a concentração de CO2 e outros gases de efeito estufa, como o metano (CO2 equivalente), maior será o aquecimento global.A concentração de CO2 estava abaixo de 280 partes por milhão (ppm) nos 2 milhões de anos anteriores à Revolução Industrial e Energética. Mas a partir do uso generalizado dos combustíveis fósseis a concentração começou a subir alcançando 295 ppm em 1900, 300 ppm em 1920 e 310 ppm em 1950. Em 1958, Charles Keeling, instalou no alto do vulcão Mauna Loa o primeiro equipamento para medir as concentrações de CO2 na atmosfera. Com o início das medições do laboratório de Mauna Loa, comprovou-se que a concentração de CO2 na atmosfera, na média mensal, chegou a 399,76 partes por milhão (ppm) em maio de 2013 e ultrapassou definitivamente a barreira de 400 ppm no ano de 2015, sendo que em 2016, a maior concentração ocorreu no dia 10/04 (409,34 ppm).Mas, a despeito do Acordo de Paris e dos trabalhos científicos que mostram os aspectos deletérios do efeito estufa, a concentração de CO2 continua subindo e chegou a 412,6 ppm no dia 26/04/2017. Em todo o mês de abril de 2017 a média foi de 409,01 ppm. No dia 15/05/2017 a concentração ficou em 411,27 ppm. Na semana de 14 a 20 de maio a média semanal ficou em 410,36 ppm, conforme o gráfico abaixo.  O gráfico seguinte mostra a média horária e diária da concentração de CO2, segundo dados da NOAA. A média horária ultrapassou o limiar simbólico de 410 ppm no dia 05 de abril de 2017 e repetiu a marca em vários outros dias, especialmente depois do dia 19 de abril, até chegar perto de 414 ppm no dia 26/04. No mês de maio de 2017, não só a média horária, mas também a média diária ultrapassou a marca de 410 ppm em vários momentos, indicando que o teto de 410 ppm em 2017, tende a ser um piso a partir de 2018.  O nível minimamente seguro de concentração atmosférica de CO2 é de 350 ppm. Assim, o mundo vai ter não só de parar de emitir gases de efeito estufa (GEE) como terá que fazer “emissões negativas”, ou seja, terá que sequestrar carbono e fazer uma limpeza da atmosfera para reduzir a quantidade de CO2, evitar a acidificação dos solos e dos oceanos e o degelo do Ártico, da Antártica, da Groenlândia e dos Glaciares. E uma grande ameaça que se agrava com o processo de degelo é a “bomba de metano” que existe no permafrost.Grandes terrenos de permafrost do ártico ao noroeste do Canadá, no Alasca e na Sibéria estão se desintegrando, enviando enormes quantidades de lama e sedimentos ricos em carbono em riachos e rios. A liberação do CO2 e do metano existente nos solos congelados pode tornar o efeito estufa uma bomba incontrolável, como existia há 200 milhões de anos, quando a biodiversidade da Terra era muito menor do que a atual. Artigo de Uwe Branda et. al. (2016) traz uma afirmação preocupante: “O aquecimento global provocado pela liberação maciça de dióxido de carbono pode ser catastrófico. Mas a liberação do hidrato de metano pode ser apocalíptica”.As gerações presentes já estão sentindo o perigo. O aumento da concentração de CO2 na atmosfera contribuiu para o fato dos anos de 2014, 2015 e 2016 terem sido os mais quentes já registrados e aponta para novos recordes futuros de aquecimento. Estima-se que o limite de 1,5º C vai ser atin

Fonte: A Terra com ‘pressão alta’ e hipertermia, artigo de José Eustáquio Diniz Alves – EcoDebate

Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no Brasil – EcoDebate

Articulação Antinuclear Brasileira lança série de vídeos sobre os impactos locais do nuclear no BrasilNotícia by Redação – 12/04/20170Compartilhe   Você sabia que a mineração de urânio tem gerado contaminação de água por radiação no interior da Bahia? E que existem toneladas de lixo radioativo em local de grande circulação de pessoas na capital paulistana? O Brasil tem duas usinas nucleares em funcionamento, uma terceira em construção e lobby constante da indústria nuclear para a construção de outras. Além disso, a fiscalização das demais atividades nucleares é ineficiente. Os impactos que o nuclear teve ou tem em territórios locais estão retratados em uma série de vídeos curtos produzidos pela Articulação Antinuclear Brasileira e Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (Sapê), todos estão disponíveis online.São seis vídeos, com duração de 3 a 7 minutos, sobre os impactos locais do nuclear em Santa Quitéria (CE), Itacuruba (PE), Caetité (BA), Angra dos Reis (RJ), Goiânia (GO) e São Paulo (SP) e um sétimo com uma visão geral dos argumentos para a luta antinuclear no Brasil. Os impactos retratados acontecem por conta da mineração de urânio, seja de minas já instaladas (Caetité), seja de projeto de instalação de mineração (Santa Quitéria); das usinas nucleares instaladas em Angra dos Reis (RJ) ou dos planos de se construir uma nova (Itacuruba). A falta de regulação de outras atividades nucleares e da reparação aos danos à saúde e ao meio ambiente aparecem nos vídeos que tratam da tragédia do Césio 137, em Goiânia, e da contaminação dos trabalhadores e terrenos da Nuclemon, em São Paulo.Os vídeos foram produzidos a partir de entrevistas com atores importantes da luta antinuclear: ativistas, pesquisadores e estudiosos da área de energia com atuação nacional e também lideranças locais que combatem os efeitos perversos do nuclear em suas comunidades.Com esse material, a AAB espera dar mais projeção a um problema que tem pouca projeção no país. Pouco se fala sobre o perigo de nossas duas usinas nucleares, menos ainda sobre os impactos de atividades associadas, como a mineração de urânio, seu transporte e enriquecimento. Ajude a jogar luz nessa questão importante, assista e compartilhe em suas redes através do link:https://goo.gl/mzpHVQOs vídeos contem entrevistas com:Chico Whitaker – Um dos fundadores do Fórum Social Mundial e ganhador do Prêmio Right Livelihood (considerado o Nobel Alternativo) e fundador da Coalizão por um Brasil Livre de Usinas Nucleares.Célio Bermann – Um dos mais respeitados especialistas em energia do país, professor livre docente do Instituto de Energia em Ambiente, da USP.Heitor Scalambrini – Especialista em energia, professor aposentado da UFPE e estudioso das energias renováveisDawid Bartelt – Ex-diretor da Fundação Heinrich Boll no Brasil, fundação ligada ao movimento ambientalista alemão. Dawid é historiador e já trabalhou como jornalista, editor e livre-docente acadêmico.Renato Cunha – Um dos fundadores do Gambá, entidade ambientalista baiana que atua no estado e em articulação com o movimento socioambientalista a nível nacional há mais de 30 anos.Sylvia Chada – Coordenadora geral da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica, a Sapê, entidade antinuclear com atuação em Angra dos Reis. Sylvia é pedagoga social e servidora pública federal da área ambiental.Thiago Almeida – Militante da Campanha Clima e Energia do GreenpeaceRafael Ribeiro – Geógrafo e militante da Sapê em Angra dos Reis.Inês Chada – Curadora da Exposição Hiroshima 70, integrante da Sapê e bacharel em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF)Gilmar Santos – É professor e atua em Caetité e Lagoa Real contra a mineração de urânio através da Comissão Paroquial de Meio Ambiente.João Victor Silva Rosa – Estudante de Caetité e militante antinuclear de Caetité.Jorge Pankará – Liderança indígena do povo Pankará, que vem resistindo aos planos de instalação de uma usina nuclear no município de Itacuruba.Angelo Bueno – Missionário do Conselho Indigenista Missionário, o CIMI, que tem atuado junto a povos indígenas e apoiado a luta contra os planos de construção de usinas nucleares em Itacuruba (PE).Dorinha Pankará – Liderança indígena do Povo Pankará, atuante na resistência à construção das usinas nucleares em Itacuruba.Sueli Moraes Silva – Presidente da Associação das Vítimas do Césio 137, que pede reparação pelos danos à saúde causados pela tragédia do Césio em Goiânia.Maria do Socorro Barbosa Carlos – Liderança local do Saco do Belém, comunidade rural no município de Santa Quitéria (CE), que resiste ao projeto de instalação de mineração de Urânio.Erivan Camelo Silva – Atua pela Cáritas no Ceará e é um dos articuladores da Articulação Antinuclear do Ceará que tem resistido ao Projeto Santa Quitéria de mineração de fosfato e urânio em interação com o Núcleo Tramas, da UFCE e Movimento pela Soberania Popular na Mineração.José Venâncio Alves – Presidente da Associação Nacional dos Trabalhadores da Produção de Ene

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