História em quadrinhos ‘Horta & Liça’ explica importância da agricultura sustentável – EcoDebate

História em quadrinhos ‘Horta & Liça’ explica importância da agricultura sustentável

Notícia by Redação – 25/01/20170

Compartilhe  Embrapa Capa da quinta edição do Almanaque Horta & Liça – Foto: André Cerino

Com a proposta inicial de incentivar o consumo de hortaliças pelo público infantil, a cada nova edição o almanaque Horta & Liça apresenta para os pequenos leitores os caminhos da agricultura para produzir um alimento saudável. Com uma abordagem lúdica, os quadrinhos e passatempos aproximam as crianças do universo da ciência e explicam como a pesquisa agrícola contribui para a produção de alimentos com baixo impacto ambiental.Na sua quinta edição, o almanaque infantil, idealizado pela Embrapa Hortaliças (Brasília/DF), apresenta para os pequenos leitores o sistema de plantio direto: uma prática agrícola com muitos benefícios para o meio ambiente, porque preserva o solo, economiza água e melhora a qualidade do ar.Na história, os personagens Zé Horta e Maria Liça aproveitam as férias escolares para visitar os amigos da região serrana e, ao sobrevoar a paisagem, observam os danos ocasionados pelas erosões e por deslizamentos de terra. Por isso, decidem visitar um produtor rural para conhecer formas mais sustentáveis de cultivar alimentos em relevos montanhosos como, por exemplo, o plantio direto na palhada, sem revolvimento do solo.

O almanaque Horta & Liça é distribuído para alunos do Ensino Fundamental de escolas públicas e privadas do Distrito Federal, no âmbito do programa Embrapa & Escola, que organiza visitações a laboratórios e campos experimentais das Unidades de Pesquisa da Empresa.Além disso, mediante solicitações, a publicação também é disponibilizada para instituições de ensino, ONGs e secretarias de educação das outras regiões do país.

A produção da edição nº 05 foi financiada pela Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF).O que é plantio direto?O folder “Entendendo o Plantio Direto“, produzido também com foco no público infanto-juvenil, explica com mais detalhes os benefícios dessa prática agrícola a partir de três pilares: conservação do solo, economia de água e redução do efeito estufa.O conteúdo traz imagens ilustrativas e mostra as etapas que devem ser cumpridas nesse sistema de produção, como as plantas de cobertura para a formação da palhada que ajuda a proteger o solo e, também, a minimizar a evaporação de água.

O folder foi produzida no âmbito do projeto “Transferência da tecnologia de plantio direto de hortaliças nas regiões serranas do Sudeste brasileiro“, com o intuito de alcançar crianças e jovens, filhos de produtores rurais dessas localidades, e sensibilizá-los sobre a importância do sistema de plantio direto para a sustentabilidade da produção de hortaliças ao longo do tempo.Divirta-se!

Clique nos links abaixo para fazer download dos almanaques e conferir as aventuras do Zé Horta e sua turma.– Almanaque Horta & Liça – Número 1– Almanaque Horta & Liça – Número 2– Almanaque Horta & Liça– Número 3– Almanaque Horta & Liça – Número 4– Almanaque Horta & Liça – Número 5 Por Paula Rodrigues (MTB 61.403/SP), Embrapa Hortaliças in EcoDebate, 25/01/2017 [CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebateCaso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

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Quanta água é usada nos produtos de nosso dia-a-dia – Nexo Jornal

A produção de azeite consome 440 vezes mais água que a de ketchup, em mesma quantidade. Entenda o que é ‘pegada hídrica’

Fonte: Quanta água é usada nos produtos de nosso dia-a-dia – Nexo Jornal

Custos econômicos da poluição e degradação ambiental no Brasil, artigo de José Galizia Tundisi | Portal EcoDebate

Custos econômicos da poluição e degradação ambiental no Brasil, artigo de José Galizia TundisiPublicado em julho 28, 2016 por RedaçãoTags: esgoto, poluição, saneamentoFacebookTwitterGoogle+LinkedInWhatsAppGoogle GmailYahoo MailPrintFriendlyCompartilhar Poluição na baía da Guanabara Há uma permanente e inexorável degradação ambiental no Brasil, resultante de décadas de má administração na área ambiental, descaso de autoridades municipais e de muitos estados relativamente à poluição, e o avanço permanente de urbanização e de infraestrutura que alteram os ambientes naturais e contribuem para um crescimento dos problemas de poluição e contaminação.A expansão de fronteira agrícola com o aumento do desmatamento; o uso intensivo do solo e das bacias hidrográficas, com práticas agrícolas defasadas, aplicações exageradas de fertilizantes e defensivos agrícolas; a crescente urbanização que trata somente 40% dos esgotos domésticos do Brasil; os inúmeros problemas resultantes da disposição de resíduos sólidos, que contribuem para uma poluição difusa persistente, do solo, da água e do ar; e um aumento da toxicidade em geral do solo, água e ar, que seguramente afetam a saúde humana, o funcionamento dos ecossistemas, reduzem a biodiversidade e comprometem os recursos naturais são todos causas efetivas.A mineração é uma das atividades que mais causam problemas na deterioração da qualidade das águas superficiais e subterrâneas, na paisagem e na biodiversidade terrestre e aquática. Além dos acidentes, como o caso da Samarco no Vale do Rio Doce, que causam enormes impactos e grandes prejuízos em pouco tempo.As áreas costeiras também são afetadas por estuários contaminados e com alto grau de poluentes, e por degradação gerada por sedimentos em suspensão e deterioração das regiões costeiras.Dentre os principais problemas de contaminação e poluição do Brasil, está o da deterioração das águas superficiais e subterrâneas. Muitas reservas de águas doces que abastecem cidades e condomínios estão contaminadas, o que demanda um enorme investimento para o tratamento da água a fim de torná-la potável. Há poucas regiões do Brasil atualmente com águas naturais pristinas e sem contaminação.Todo este conjunto de problemas, que resulta da intensificação das atividades humanas-urbanização, produção de alimentos, produção de energia, resulta em um impacto econômico certamente de grandes proporções ainda não mensurado adequadamente, mas certamente muito significativo (Tundisi et al., 2015).Por exemplo, o tratamento de água para produção de água potável é extremamente dispendioso. São precisos de R$ 200,00 a R$ 300,00 reais para a produção de 1.000 m3 de água potável a partir de fontes degradadas. O custo para tratar águas pristinas e não contaminadas pode chegar, no máximo, a R$ 10,00 reais (Tundisi & Matsumura-Tundisi, 2010). Este é um exemplo. Há outros custos não contabilizados: internações por doenças de veiculação hídrica; número de horas de trabalho perdidas por ausência devido a doenças com origem nas águas contaminadas; número de horas perdidas nas escolas por ausência devido a doenças de veiculação hídrica; intoxicações por substâncias tóxicas – não custa repetir.Sobre este conjunto complexo deve-se ainda considerar o impacto das mudanças climáticas e o acúmulo dos POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) nas águas superficiais e subterrâneasHá, portanto, um enorme conjunto de danos à saúde pública, não contabilizados ou dimensionados, resultantes da poluição e contaminação. Em áreas metropolitanas a baixa qualidade do ar pode produzir inúmeras doenças respiratórias cujo impacto econômico deve ser mensurado.A degradação ambiental no Brasil decorre de um quadro cada vez mais difícil de controlar: as leis existentes são adequadas, já a fiscalização é, no entanto, ineficiente e o treinamento e capacitação de agentes públicos são precários ou reduzidos. O monitoramento é pouco efetivo em escala nacional. Esta deveria prover um banco de dados competente e útil para promover políticas de recuperação e conservação.Quanto custa a poluição no Brasil? Com a palavra os economistas, para apresentarem os estudos com as ferramentas de que dispõemUm dos problemas que mais afetam a população está relacionado com a qualidade das águas. Recreação, turismo, abastecimento público ficam ameaçados pela eutrofização, que representa o impacto de nitrogênio e fósforo por esgotos não tratados. Sobre esse conjunto complexo deve-se ainda considerar o impacto das mudanças climáticas e o acúmulo dos POPs (Poluentes Orgânicos Persistentes) nas águas superficiais e subterrâneas.Tais poluentes, uma inexorável e permanente contaminação, são resultado da adição de medicamentos, cosméticos, antibióticos, hormônios dissolvidos nas águas de rios, represas e águas subterrâneas e constituem a mais recente ameaça à saúde humana, à biodiversidade e ao funcionamento dos ecossistemas (Young et al., 2015).O Brasil muito se beneficiaria se o custo agregado deste conjunto todo de de

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Pegada ecológica no mundo, Canadá e Índia: o que fazer? artigo de José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

Pegada ecológica no mundo, Canadá e Índia: o que fazer? artigo de José Eustáquio Diniz AlvesPublicado em julho 29, 2016 por RedaçãoTags: modelo de desenvolvimento, populaçãoFacebookTwitterGoogle+LinkedInWhatsAppGoogle GmailYahoo MailPrintFriendlyCompartilhar “O lema do debate sobre população e desenvolvimento no século XXI deveria ser:menos gente, menos consumo, menor desigualdade social emaior qualidade de vida humana e ambiental”.Alves, 20/07/2016  [EcoDebate] O Canadá e a Índia são dois grandes países, com ampla disponibilidade de recursos naturais, e uma biocapacidade total de aproximadamente 560 milhões de hectares globais. Porém, o Canadá possui superávit ambiental e a Índia possui déficit ambiental.Vamos recordar os conceitos da Global Footprint Network. A Pegada Ecológica é uma metodologia de contabilidade ambiental que avalia a pressão do consumo das populações humanas sobre os recursos naturais. Expressada em hectares globais, permite comparar diferentes padrões de consumo e verificar se estão dentro da capacidade ecológica do planeta. A biocapacidade é a área que um país tem para satisfazer as necessidades de consumo e assimilação dos resíduos dos seus habitantes, correspondendo à capacidade de geração e regeneração dos serviços ecossistêmicos.A população mundial tinha uma Pegada Ecológica per capita de 2,84 hectares globais (gha) em 2012. A Pegada do Canadá era de 8,2 gha e a da Índia era de 1,2 gha. Assim, a maior Pegada Ecológica do Canadá reflete o maior padrão de consumo do país. Os canadenses, em média, consumiam quase 7 vezes mais do que os indianos, em 2012. Se o padrão de consumo fosse o único problema a situação ecológica do Canadá seria muito pior do que a da Índia.Porém, a Pegada per capita é só parte do problema. Para se calcular a Pegada Ecológica total é preciso multiplicar a Pegada per capita pela população. Fazendo estas contas achamos que a Pegada total da população canadense (de 35 milhões de habitantes) era de 284 milhões de gha. Como a biocapacidade era de 560 milhões de gha, então o Canadá apresentou superávit ambiental. A biocapacidade era o dobro da Pegada Ecológica total.A Pegada Ecológica total da Índia (população de 1,237 bilhão de habitantes) era de 1,435 bilhão de gha. Como a biocapacidade era de 560 milhões de gha, então a Índia apresentou grande déficit ambiental. A Pegada Ecológica total da índia era mais do dobro da biocapacidade total e o déficit ambiental está crescendo e tende a aumentar ainda mais com o crescimento demoeconômico do país, que inclusive vai passar a China como a nação mais populosa do mundo a partir de 2025.O que estes números mostram é que o alto padrão de consumo não gera déficit ambiental se o volume da população é pequeno em relação à biocapacidade. E um padrão de consumo baixo, como na Índia, pode levar ao déficit ambiental se a população for muito grande em relação à biocapacidade.Nos últimos 45 anos a Pegada Ecológica mundial ultrapassou a biocapacidade do Planeta. Desde o início dos anos 1970, o déficit ambiental vem subindo constantemente. Em 2012, o mundo tinha uma população 7,1 bilhões de pessoas, com uma pegada ecológica per capita de 2,84 hectares globais (gha) e uma biocapacidade per capita de 1,73 gha, como mostra o gráfico abaixo.  O mundo tinha em 2012 uma biocapacidade total de 12,2 bilhões de hectares globais, mas tinha uma pegada ecológica de 20,1 bilhões de hectares globais. Portanto, a pegada ecológica ultrapassava a biocapacidade em 64%. Ou dito de outra maneira, o mundo estava consumindo o equivalente a 1,64 planeta. Portanto, a população mundial vive no vermelho e provoca um déficit ambiental que cresce a cada ano.A planeta Terra é único. Não dá para usar mais de um planeta, no longo prazo, sem destruir toda a herança acumulada pela natureza durante milhões de anos. Portanto, é preciso decrescer do uso de 1,64 planeta para 1,0 planeta. Existem três alternativas: 1) diminuir o padrão de consumo dos habitantes do globo (principalmente o consumo conspícuo e os tipos de consumo mais poluidores e degradadores do meio ambiente); 2) diminuir o volume da população mundial; e 3) diminuir o consumo e a população ao mesmo tempo.Evidentemente a terceira alternativa é a mais rápida. Acontece que não dá para reduzir o volume da população mundial no curto prazo, pois a estrutura da pirâmide etária mundial é ainda jovem. Atualmente, a taxa de fecundidade total (TFT), na média mundial, está em torno de 2,5 filhos por mulher e na tendência de queda lenta da TFT a população mundial chegaria a mais de 11 bilhões de habitantes em 2100. Se a taxa de fecundidade cair em ritmo mais rápido nos próximos anos, para algo em torno de 1,7 ou 1,8 filho por mulher, então a população mundial começaria a diminuir em meados do século XXI e poderia ficar abaixo de 7 bilhões de habitantes em 2100. Se o mundo atuar agora poderá reduzir o ritmo do crescimento atual e iniciar um decrescimento na segunda metade do século XXI.Assim, a Terra pode ter 4 bilhões de

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Royalties pelo uso de transgênicos, artigo de Roberto Naime | Portal EcoDebate

Royalties pelo uso de transgênicos, artigo de Roberto NaimePublicado em abril 8, 2016 por RedaçãoTags: transgênicosFacebookTwitterGoogle+LinkedInWhatsAppEmailPrintFriendlyCompartilhar  [EcoDebate]
O que mais impressiona nos transgênicos é a capacidade de gestão e de convencimento demonstrada pelas empresas. Mesmo com menor produção, com maior uso de agrotóxicos e com riscos desconhecidos, os agricultores ainda acham boa alternativa pagar royalties pelas sementes.Transgênicos são alimentos modificados geneticamente, com a alteração do código genético. São inseridos no organismos genes proveniente de outro. Esse procedimento pode ser feito até mesmo entre organismos de espécies diferentes como inserção de um gene de um vírus em uma planta. O procedimento pode ser realizado com plantas, animais e micro-organismos.Qualquer inovação tecnológica tem como estimulação, os benefícios que podem ser gerados. Embora possam ter trajetória tão diferenciada quanto são as intenções e predisposições de toda humanidade.Assim, todos os procedimentos merecem isenção e avaliações em cada caso, e não condenações gerais de qualquer natureza, que respondam a anseios dogmáticos ou políticos.Conforme já se referiu, mesmo que não se apregoe qualquer restrição às evoluções científicas que inegavelmente são representadas por incrementos na transgenia ou por aprimoramentos de moléculas na indústria química, não custa nada prevenir a todas as partes interessadas que é preciso ter um pouco de humildade.Procedimentos que podem até interferir na seleção natural, são temerários, sem compreender todas as relações implícitas ou explícitas, e não lineares ou cartesianas da homeostase dos ecossistemas.Logo parece um pouco pretensioso na atual fase de conhecimentos da civilização humana, implementar estes incrementos sem considerar os princípios de precaução e sem mobilizar tentativas mais sistêmicas e holísticas de se apropriar da realidade.As espécies transgênicas são protegidas por patentes, o que significa que o agricultor que decidir utilizá-las, terá de pagar royalties para a empresa detentora da tecnologia. A consequência mais imediata será o aumento da dependência do agricultor das empresas transnacionais do setor.Isto por que, por regra contratual, o agricultor não pode utilizar as sementes do plantio anterior, assim terá que comprar as sementes transgênicas a cada safra. Além disso, é muito difícil o agricultor “se livrar” totalmente das plantas transgênicas, o que pode ocorrer com qualquer plantação, já que, caso ele não queira mais plantá-las, a chance de ainda nascer uma planta transgênica na plantação convencional existe. Caso isso ocorra, ele poderá ser compelido a pagar uma multa e mais royalties.Além disso, existe o risco da contaminação. A contaminação pode ocorrer por meio de insetos ou até mesmo por meio do vento. É o caso do milho. Assim, se não existir um espaçamento adequado entre as lavouras transgênicas e convencionais, a contaminação pode ocorrer, pegando de surpresa o agricultor no momento da venda. Ocorre com freqüência a perda de contrato desses agricultores, já que o comprador estava interessado em um produto não transgênico.Quando se insere um gene de um ser em outro, novos compostos podem ser formados nesse organismo, como proteínas e aminoácidos. Se este organismo modificado geneticamente for um alimento, seu consumo pode provocar alergias em parcelas significativas da população, por causa dessas novas substâncias.No Instituto de Nutrição de York, Inglaterra, em 1999, uma pesquisa constatou o aumento de 50% na alergia a produtos à base de soja, afirmando que o resultado poderia ser atribuído ao consumo de soja geneticamente modificada.Outra preocupação é que se o gene de uma espécie que provoca alergia em algumas pessoas for usado para criar um produto transgênico, esse novo produto também pode causar alergias, porque há uma transferência das características daquela espécie. Foi o que aconteceu nos Estados Unidos: reações em pessoas alérgicas impediram a comercialização de uma soja que possuía gene de castanha-do-pará, que é um famoso alergênico.Para se certificar de que a modificação genética “deu certo”, os cientistas inserem genes (chamados marcadores) de bactérias resistentes a antibióticos. Isso pode provocar o aumento da resistência a antibióticos nos seres humanos que ingerem esses alimentos. Em outras palavras, pode reduzir ou anular a eficácia dos remédios à base de antibióticos, o que é uma séria ameaça à saúde pública.Existem plantas e micróbios que possuem substâncias tóxicas para se defender de seus inimigos naturais, os insetos, por exemplo. Na maioria das vezes, não fazem mal ao ser humano. No entanto, se o gene de uma dessas plantas ou de um desses micróbios for inserido em um alimento, é possível que o nível dessas toxinas aumente muito, causando mal às pessoas, aos insetos benéficos e aos outros animais.Isto já foi constatado com o milho transgênico “Bt”, que pode matar lagartas de uma espécie de

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Quarta revolução industrial ou estagnação secular? artigo de José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

Quarta revolução industrial ou estagnação secular? artigo de José Eustáquio Diniz AlvesPublicado em fevereiro 17, 2016 por RedaçãoTags: economia, modelo de desenvolvimento 0 0  1 “O otimista é um pessimista mal informado”Ditado popular “You can see the computer age everywhere except in the productivity statistics”(Robert Solow, 1987)  [EcoDebate] No mês de janeiro de 2016 foram lançados, de forma independente, dois livros que discutem as possibilidades e as limitações que a tecnologia teve no passado e terá no futuro no sentido de avançar com as forças produtivas rumo à estagnação ou ao progresso e à melhoria das condições de vida da humanidade. Um é otimista e o outro é pessimista.O livro “The fourth industrial revolution”, de Klaus Schwab, foi lançado durante o Fórum Econômico Mundial, de Davos e serviu de tema central para o encontro que reúne a elite da economia mundial. Numa visão otimista, o livro diz que estamos à beira de uma revolução tecnológica que alterará fundamentalmente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos uns com os outros. A “Quarta Revolução Industrial, em sua escala, escopo e complexidade, será diferente de tudo que a humanidade já experimentou antes”, como diz o autor. A Primeira Revolução Industrial começou no último quartel do século XVIII e teve como base o uso da água, do vapor (início dos combustíveis fósseis) e a mecanização de equipamentos para a produção de bens de consumo. A Segunda Revolução ampliou a divisão do trabalho e iniciou o uso da energia elétrica para criar a produção em massa. A Terceria Revolução utilizou a tecnologia da informação para automatizar a produção e ampliar a informação.Agora, a Quarta Revolução Industrial deve ampliar a revolução digital que vinha ocorrendo desde meados do século passado, mas, segundo Klaus, ela traz um grande potencial devido a sua natureza hiperconectada, em tempo real, por causa da internet. O livro aponta três vetores propulsores: fatores físicos, digitais e biológicos. Dentre os físicos, como o desenvolvimento de novos materiais, destaca-se o aperfeiçoamento do grafeno, que é 200 vezes mais resistente que o aço e milhares de vezes mais fino que um fio de cabelo, tendo potencial de mudar a indústria e a infraestrutura. Os celulares conectados à internet provocaram uma reorganização de diversos aspectos da vida, como na educação, saúde e no transporte urbano. A biotecnologia, poderá erradicar doenças e até mesmo retardar o envelhecimento das pessoas. Além das mudanças nos sistemas de produção e consumo e amplo uso de inteligência artificial, ela também traria o desenvolvimento de energias verdes.Portanto, Klaus considera que as transformações de hoje não representam apenas um prolongamento da Terceira Revolução Industrial, mas sim a chegada de um quarto e distinto período, em função: “da velocidade, do alcance e dos sistemas de impacto, pois a velocidade dos avanços atuais não tem precedente histórico, quando comparado com as revoluções industriais anteriores”. A Quarta Revolução avança em ritmo exponencial em vez de linear. Além disso, está envolvendo quase todos os setores em todos os países. A amplitude e a profundidade dessas mudanças anunciam a transformação dos sistemas inteiros de produção, gestão e governança. Assim, para o autor, bilhões de pessoas conectadas por dispositivos móveis, com um poder sem precedentes de processamento, capacidade de armazenamento e acesso ao conhecimento, oferecem possibilidades ilimitadas. Essas possibilidades poderão ser multiplicadas por avanços tecnológicos emergentes em áreas como inteligência artificial, robótica, a Internet das Coisas, veículos autônomos, a impressão 3-D, nanotecnologia, biotecnologia, ciência de materiais, armazenamento de energia e computação quântica.Ainda no raciocínio do autor, a Quarta Revolução Industrial, assim com as revoluções anteriores, tem o potencial de elevar os níveis de renda global e melhorar a qualidade de vida das populações em todo o mundo. A inovação tecnológica também pode levar a um milagre do lado da oferta, com ganhos a longo prazo em termos de eficiência e produtividade. Transporte e comunicação a custos baixos tornariam as cadeias de fornecimento globais e a logística mais eficazes, abrindo novos mercados, impulsionando o crescimento econômico. Não menos importante, a Quarta Revolução Industrial, segundo o autor, pode aperfeiçoar a democracia. Como os mundos físico, digital e biológicas continuam a convergir, novas tecnologias e plataformas vão permitir que os cidadãos participem da gestão governamental, exprimindo suas opiniões, juntando esforços na implementação de políticas públicas e supervisionando as autoridades constituidas. Simultaneamente, os governos ganharão novos poderes tecnológicos, com base em sistemas de vigilância e capacidade de controlar a infra-estrutura digital, aumentando a concorrência, a redistribuição das funções e a descentralização do poder.Para não dizer que tudo são flores, o autor reconhece que a Qu

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Agronegócio e agricultura familiar, dois modelos agrícolas em busca de hegemonia, artigo de Roberto Naime | Portal EcoDebate

Agronegócio e agricultura familiar, dois modelos agrícolas em busca de hegemonia, artigo de Roberto NaimePublicado em janeiro 28, 2016 por RedaçãoTags: agricultura 1 0  1  [EcoDebate] Em matéria de Danilo Augusto se destaca que o modelo de “agrobusiness” vigente no país, é hegemônico desde a década de 1960, com a chamada Revolução Verde, que representou uma mudança tecnológica e química no modo de produção agrícola. Com isso, o campo passaria por uma modernização, com o aumento da produção de alimentos, com a mecanização do campo e o uso dos pacotes agroquímicos que incluem adubos e venenos.Esta transformação na agricultura, padronizou a produção de alimentos, fortaleceu os latifúndios, concentrou as propriedades agrícolas, com a substituição da agricultura em que a produção de alimentos estava relacionada às necessidades locais, incentivou as práticas dos monocultivos com o uso de sementes híbridas e transgênicas.Estes elementos alimentam o agronegócio, que hoje busca manter a hegemonia contra uma forte reação da agricultura familiar, como explica o integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Frei Sérgio Görgen.“O agronegócio faz uma mecanização de grande porte, cujo impacto ambiental é muito grande, principalmente com o aumento da produtividade do trabalho das máquinas, que expulsam as pessoas dos seus postos de trabalho. Isto faz com que áreas enormes sejam devastadas por essas máquinas, que permitem cultivar grandes extensões de terra com monocultivos muito intensivos. Com isso o grande capital industrial, com usos de máquinas, implementos, venenos e fertilizantes, atrelado com o capital financeiro, que fornece o dinheiro, formam uma unidade com o latifúndio que prejudica o campo.”Segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (ABIQUIM), na última safra foram vendidos bilhões de dólares em defensivos agrícolas.O modelo do agronegócio provoca também a concentração do mercado de insumos. As empresas que fabricam os venenos são as mesmas que produzem as sementes resistentes a eles.Com isto, quando o produtor adquire a semente, obrigatoriamente terá que comprar o agrotóxico correspondente. Esse investimento coloca nas mãos das empresas transnacionais o controle das sementes, que são “viciadas” em insumos, como explica o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), médico e professor da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), Wanderlei Antonio Pignati.“As sementes das grandes indústrias são dependentes de agrotóxicos e fertilizantes químicos. As indústrias não fazem estudos para sementes livres destes produtos. Não criam sementes resistentes a várias pragas, sem a necessidade de agrotóxicos. Não fazem isto, porque são produtores de sementes e agrotóxicos. Criam sementes dependentes de agrotóxicos. E com os transgênicos, a situação piora.”Para o engenheiro agrônomo Horácio Martins, estas empresas criaram uma perigosa dependência, por meio do controle da forma como os produtos serão comercializados.“Desde a semente até a colheita, a lavoura é dependente dos fertilizantes, agrotóxicos, hormônios e herbicidas que as sementes trazem como exigência para fecundarem. Estamos vivendo um momento dominado pelos Impérios Setoriais.” São poucas as empresas, no mundo inteiro, que controlam o mercado dos agrotóxicos e fertilizantes. Com este controle, essas empresas dominam o “governo” do mundo, elas criam a necessidade das pessoas consumirem os produtos que eles produzem, oferecem o produto e definem a forma como ele será comercializado” assinala ele.Os governos fizeram uma opção pelo agronegócio que não permite a realização de um debate sobre as implicações do uso excessivo de agrotóxicos na saúde humana, no meio ambiente e que causam um sério risco socioambiental.Os trabalhadores do campo são os que mais estão expostos por mais tempo em suas jornadas de trabalho de até dez horas. Sem dúvida o agricultor é o segmento social mais atingido. O consumidor é atingido quando ingerir um alimento que, mesmo com pequenas concentrações, são produtos altamente tóxicos.Existem alimentos com até quinze tipos de substâncias. Os consumidores estão expostos ao que chamamos de efeitos crônicos, ou seja, sentirão o efeito com o passar dos anos. O pior é que as perspectivas de reversão são bem pequenas. Há uma dessimetria de poder entre quem é atingido e quem gera o problema muito grande.Para Frei Sérgio, a sociedade brasileira está passando por um processo de desinformação e uma alienação alimentar. Para ele, as mudanças só serão possíveis se houver uma consciência alimentar da população, que deve ser mais crítica com a questão da produção de alimentos no Brasil. Ele ainda afirma que é possível, apesar das dificuldades, fazer uma transição do atual sistema de produção para um modelo baseado na agroecologia e na agricultura familiar.Nesse quadro, há uma disputa entre dois modelos agrícolas, o agronegócio e a pequena agricultura e agricultura familiar. Diante dos efeitos causados pela utilização dos agrotóxicos, é

Fonte: Agronegócio e agricultura familiar, dois modelos agrícolas em busca de hegemonia, artigo de Roberto Naime | Portal EcoDebate